
Flamengo e Atlético-GO protagonizaram um jogo de propostas diferentes. Um quis jogar com a bola, o outro, sem.
O clube carioca manteve o domínio da partida desde o início. A questão é que seus jogadores não obtiveram sucesso em furar o bloqueio imposto por Renê Simões. Com oito atletas atrás da linha da bola, Juan, Léo Moura, Kleberson e a novidade, Correa, deveriam ter jogado mais "abertos".
Luxemburgo trocou Correa e Willians de lugar. Antes, mais fixo na cabeça da área, o camisa sete ganhou mais liberdade. O oposto aconteceu com o maior ladrão de bolas do último campeonato.
No início da partida Diogo se contundiu, com Diego Maurício entrando em seu lugar. Com menos "grife", a revelação rubro-negra foi bem mais efetiva. Sua movimentação conseguiu surpreender a defesa goianiense, mas ele precisava de mais um companheiro para trabalhar as jogadas. Depois de muitos anos e eternas promessas, parece que o Flamengo conseguiu revelar um bom atacante.
No segundo tempo, Luxemburgo sacou o inapto Klebérson ( a cada jogo brilhante, ele fica dez sem dar o ar da graça em campo) e pôs Marquinhos. O hexacampeão brasileiro aumentou a pressão, mas continuou enfrentando problemas para furar o bloqueio do Atlético-GO.
Já no fim da partida, Val Baiano trouxe tranquilidade aos flamenguistas. Em um cruzamento de Marquinhos, cabeçeou com destreza para o gol de Márcio. Lavou várias almas, incluindo a própria.
Em desvantagem no placar, os goianos saíram em busca do empate, nada tinham a perder. A equipe da Gávea se acuou e cometeu uma série de faltas na entrada de sua área. Passou por sustos e quase levou o empate. Seu treinador ia à loucura com a displicência de Juan. Diego Maurício, como um prêmio, marcou o segundo gol em lance individual e minou as chances de reação do seu rival.
O Atlético-GO sabe que já não dá mais. Sem Elias, o time perdeu sua principal arma. O Flamengo, respira aos poucos, mas está longe da salvação.
Grande abraço
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