domingo, 24 de outubro de 2010

Sonolento


No Engenhão, Botafogo e Vitória protagonizaram um jogo entediante.

Os cariocas foram para a partida desfigurados, sem identidade. Com um Lúcio Flávio apático, o time pouco criou. Joel colocou Somália como meia e adiantou Marcelo Mattos, em vão. Eles não têm cacoete de atacante.

O rubro-negro, com três volantes no meio campo, foi com a clara intenção de jogar no contra ataque. Até deu certo. No primeiro tempo, os baianos tiveram facilidade para entrar na área do rival. Eles roubavam a bola e tocavam pra Júnior, responsável por fazer o pivô para esperar seus companheiros chegarem à meta rival. Com uma defesa lenta e pesada, os botafoguenses bateram cabeça. Se não fosse o Jefférson, a equipe de Antônio Lopes teria aberto o placar.

A Estrela Solitária tinha um sistema defensivo sólido. Porém, sem Fábio Ferreira e Antônio Carlos, jogadores agéis e velozes, o esquema perdeu suas características. Além disso, eles fazem falta também no ataque. O jogo aéreo da equipe não é o mesmo sem eles. Joel até tentou consertar isso e colocou Danny Morais fazendo a função tática dos titulares nas bolas paradas, sem sucesso.

O Vitória abusou da violência. Fez tantas faltas na entrada de sua área que em uma hora a bola entrou. Marcelo Cordeiro chutou no ângulo de Viafára, com maestria.

O segundo tempo foi "pobre". O Botafogo recuou, com Fahel entrando no lugar de Jóbson. O treinador alvinegro passou a jogar com dois meias ( Renato Cajá e Edno) e um atacante ( Loco Abreu). Sua intenção foi aumentar a posse de bola do time para que essa pudesse ser cruzada para o uruguaio.

No fim, o atual campeão baiano passou a presisonar mais, algo natural quando a equipe rival decide recuar. Os rubro-negros tentaram, mas nada fizeram.


O Botafogo conquista uma vitória fundamental para a consolidação de seus objetivos, está na briga. A situação do Vitória e preocupante e com esse time, não há perspectivas de melhora.


Grande abraço

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