
Na Arena da Baixada, Atlético-PR e Fluminense jogaram em 30 minutos tudo que não foi feito nos outros 60.
Muricy manteve a formação dos últimos jogos, com Thiaguinho no lugar de Mariano, suspenso.
A partida começou com as duas equipes se respeitando muito. Os paranaenses basearam seu sistema ofensivo nas jogadas laterais e nas bolas paradas de Paulo Baier. O Fluminense ia ao ataque com Conca, Marquinho e Thiaguinho. O substituto do camisa dois tricolor tem qualidade. Seu apoio é bom, ele peca apenas na parte defensiva.
E aquele Marquinhos, lembram dele? O lateral ex-Duque de Caxias, escolhido pelo técnico tricampeão como reforço, só jogou um jogo, contra o Santos. Será que ele não voltará mais? O dinheiro foi gasto em vão? O atleta foi o único culpado pela derrota desconcertante?
Se no primeiro tempo não houve grandes oportunidades, o segundo foi teste para cardíaco. Precisando da vitória, os rivais abandonaram a responsabilidade tática e foram em busca da vitória.
O rubro-negro saiu na frente. Em bola parada de Paulo Baier, Washington cabeceou de costas para sua própria meta, tirando Berna do lance. Em desvantagem no placar, o Fluminense encurralou seu adversário. O tricolor passou a atacar por todos os lados, com um fôlego impressionante.
Diogo tem um papel fundamental na saída de bola do líder do Brasileirão. O jogador é opção para quando Conca e os laterais estão marcados. Marquinho também faz uma função importante como coadjuvante do argentino. Com certa técnica e muita garra, ele se destaca. E como um prêmio, ele empatou o jogo. Pegou de primeira uma bola fora da área, marcando um dos gols mais bonitos do campeonato.
Porém, o duelo ainda não havia acabado. Wagner Diniz, em jogada individual e contando com a sorte, virou para o time da casa. Alívio para uns, desespero para outros. Novamente os cariocas foram com tudo para o ataque e Tartá, estreante de ontem e que deveria ser titular, sofreu pênalti.
Aí o coração foi a mil. Washington quis porque quis bater e Conca, com personalidade e gana, não fez sua vontade. Bom para o Fluminense. 2x2.
Um parágrafo especial para o personagem da partida. Washington vive uma situação difícil. O pivô não marca há nove jogos. Além disso, fez um gol contra. Essa pressão o está deixando afobado. Ele deixou de criar diversas jogadas de perigo para seus companheiros, pois sempre tentava o arremate.
O camisa nove é individualista, todos sabem. Saiu do São Paulo por não aceitar ser reserva. A questão é que para o "coração valente" ser titular, ele deve estar sempre marcando, pois não há nele outra grande qualidade, como atleta. Cabe ao técnico tricolor controlar o ego de seu atacante, para que seus interesses não superem os de seu clube.
O Fluminense está com o campeonato nas mãos. O Atlético-PR, precisa de algo mais para levar a vaga da Libertadores.
Grande abraço
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