
Dalton, Bruno Paulo, Oscar e Diogo. Dentre tantos outros jogadores não citados ou não sabidos, eles se destacam por um ponto em comum. Todos entraram em rota de colisão com seus clubes formadores.
Dalton e Oscar saíram de Fluminense e São Paulo, respectivamente, no início do ano. O zagueiro processou seu clube devido ao não cumprimento de pagamento no FGTS. Já o meia, alegou no processo que, aos 16 anos, foi coagido pelo tricolor paulista a assinar um contrato, reclamando também do atraso de salários e FGTS.
Bruno Paulo saiu do Flamengo e de lá começou a sua peregrinação. O atleta disse que a intransigência de Marcos Braz, ao praticamente obrigá-lo a assinar um novo compromisso, motivou a sua saída do rubro-negro. O lateral Diogo chegou a brigar com o São Paulo, alegando novamente a questão de aliciamento, mas desistiu e retirou o processo.
Instabilidade no emprego já é um fator negativo para profissionais experientes, imagine para os que estão começando. Na construção de um início de carreira sólido, por mais que as condições básicas não sejam as ideais, é fundamental a formação de um "nome".
O empresário, na ambição de fazer fortuna, não permite isso. Ele funciona como "pai" do menino, logo, sua influência sobre ele é forte. Aí mora o perigo. Com 13 anos, um "projeto" de atleta já possui representante. Sem uma base familiar sólida, os futuros profissionais viram presa fácil para os descobridores de talentos.
Por outro lado, os clubes chegam a ter tanto poder sobre uns que até os transformam em escravos. Contratos de "gaveta", exclusão do ambiente de trabalho, enfim, metódos ameaçadores e corriqueiros utilizados por essas instituições.
Os jogadores são eternos reféns. Vítimas de um sistema que impõe regras para o sucesso.
Grande abraço
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