
O Vôlei está em crise. A Liga Mundial, em seu regulamento, colocou o duelo Brasil e Bulgária em uma situação constrangedora: a derrota seria mais benéfica que a vitória, para os dois.
Quem perdesse, além de evitar grandes deslocamentos, cairia na chave mais fácil.
Esse caso é só uma consequência de um trabalho muito maior, que buscava, na realidade, beneficiar a equipe da casa, a Itália. O estatuto foi construído de tal forma que a seleção anfitriã, fatalmente, teria sua trajetória facilitada, tanto na logística quanto na dificuldade de seus jogos.
Só que quem fez as regras não previu a tragédia que ia acontecer, ponto negativo, um escândalo para o vôlei mundial.
Vamos analisar o comportamento dos duas equipes.
Além de concentrar suas partidas em toda uma cidade, a seleção perdedora enfrantaria um grupo mais fácil.
Como entrar numa partida sabendo que é melhor perder? Como ir contra o esporte?
Há muitas coisas envolidas em um jogo. O técnico que vai comandar um time sabendo que a derrota é benéfica vai se arriscar o menos possível. Isso é natural. Qualquer um nessa posição agiria dessa forma. Não da para crucificar.
Vai deixar um jogador se contundir? Vai perder um elemento fundamental do time para etapa decisiva?
Por outro lado, vai criar uma mancha para vida inteira? vai, com o time mais forte do mundo, se acovardar?
A situação é delicada, remete a ética e aos ideais desportivos de conduta dos envolvidos nessa área.
Não há certos em todo esse imbróglio. O erro foi deixar a situação chegar a esse ponto.
Grande abraço
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