sábado, 4 de dezembro de 2010

Tricolor no coração


Quem é tricolor de coração, chora, canta, vibra de emoção. O clube, tantas vezes campeão, coloca em sua galeria de títulos uma taça sofrida, conquistada com muito suor e luta, vencida por um clube predestinado a viver cenários épicos.

Fascina com seus jogadores e técnico que pregam a disciplina, guerreiros e um líder, com toda sabedoria.

Hoje o Fluminense nos domina, campeão brasileiro, se perpetua na história, em cada esquina e enche de orgulho todos os que amam o tricolor.

O pavilhão e suas três cores traduzem tradição, Conca, Fred, Emerson, partes de um esquadrão. Nele, atletas contestados, mas com brio, sabedores do peso da camisa e capazes de ostentar uma faixa de campeão.

Valores nobres, a paz, a esperança e o vigor constituem um tricolor e no fim, mais cedo ou mais tarde, de uma forma ou de outra, vence o Fluminense!

Vence o Fluminense com o verde da esperança, mergulhado na bonança e sempre com paciência, pois derrotas catastróficas servem para construir vitórias dignas de epopéia, com o suor de cada torcedor, a figura máxima do futebol, aquele que se espera, alcança. Afinal, o apaixonado é aquele que sofre junto, vive a dor para levantar a taça.

Clube grande, especial e único, orgulha o Brasil e trilha um caminho próprio, retumbante de glórias e vitórias mil.


Parabéns Fluminense, parabéns tricolores! Campeões brasileiros de 2010.


Grande abraço

Prêmio Craque do Brasileirão


Dia 6 de dezembro, logo após a última rodada, vão ser escolhidos os melhores jogadores do Campeonato Brasileiro, em cada posição. As categorias de melhor técnico, melhor árbitro, "Revelação" e "Craque da Galera" completam a premiação. Votam nessa eleição jornalistas, técnicos e capitães de cada time. Apenas o "Craque da Galera" conta com escolha popular.

Vamos à análise:

Melhor goleiro: Fábio (Cruzeiro), Jefferson (Botafogo) e Victor (Grêmio). O último nome deve levar o prêmio, porém, dentre os concorrentes, Jefferson, por estar em um time pior e ter desempenhado sua função de forma igual ou superior ao Fábio e ao Victor, merece mais o "trófeu".

Melhor lateral-direito: Jonathan (Cruzeiro), Léo Moura (Flamengo) e Mariano (Fluminense). O jogador do líder do Brasileirão ganha a votação, com sobras. De resto, é de se estranhar o nome de Léo Moura entre os concorrentes. Está lá pelo nome. Jornalistas, Técnicos e Capitães foram pelo histórico ao invés de irem pela situação atual. Fagner, do Vasco, deveria constar na lista.

Melhor zagueiro pela direita: Alex Silva (São Paulo), Chicão (Corinthians) e Dedé (Vasco). O cruzmaltino foi um dos maiores, senão o maior destaque da equipe de São Januário no Brasileirão. O reconhecimento sobre sua atuação virá com esse prêmio.

Melhor zagueiro pela esquerda: Leandro Euzébio (Fluminense), Miranda (São Paul0) e Revér (Atlético-MG). O atleticano, por estar na seleção, deve ganhar a disputa. Em relação aos zagueiros, faltou apenas nomes como Rodholfo e Manoel, do Atlético-PR. A dupla foi responsável pelo sucesso do rubro-negro, que tem um dos piores ataques do torneio.

Melhor lateral-esquerdo: Kleber (Internacional), Diego Renan (Cruzeiro) e Roberto Carlos (Corinthians). O botafoguense Marcelo Cordeiro e o tricolor Carlinhos poderiam estar aí. O futuro embaixador do Real Madrid leva.

Melhor volante pela direita: Fabricio (Cruzeiro), Jucilei (Corinthians) e Willians (Flamengo). Como Revér, o selecionável também garante o prêmio. Destaque negativo para Willians, outro que está lá só pela fama. O volante ficou mais conhecido esse ano por seus erros de passe do que por suas roubadas de bola.

Melhor volante pela esquerda: Arouca (Santos), Elias (Corinthians) e Marcos Assunção (Palmeiras). A categoria mais disputada, todos esses atletas mantêm um nível qualificado. Para não ficar em cima do muro, Elias.

Melhor meia pela direita: D'Alessandro (Internacional), Montillo (Cruzeiro) e Paulo Baier (Atlético-PR). O cruzeirense leva. O argentino comandou a arrancada da "raposa" e seus concorrentes não são páreo para ele. Paulo Baier é mais um kicker do que outra coisa, mas a escassez de bons jogadores o faz figurar na lista.

Melhor meia pela esquerda: Bruno César (Corinthians), Conca (Fluminense) e Douglas (Grêmio). Para o azar do corintiano, Conca está em sua categoria. Essa é do craque das Laranjeiras.

Atacante 1 : Eder Luis (Vasco), Jonas (Grêmio) e Thiago Ribeiro (Cruzeiro). Por que Elias do Atlético-GO não está concorrendo? O jogador conseguiu marcar 12 gols em um time que está lutando contra o rebaixamento. Injusto. Eder Luis e Thiago Ribeiro estavam em times melhores e apenas o vascaíno acabou se destacando um pouco mais, porém, muito pouco para fazer com que o Vasco lutasse por algo relevante. Jonas ganha o prêmio.

Atacante 2: Kléber (Palmeiras), Loco Abreu (Botafogo) e Neymar (Santos). Kleber? Fica claro que os participantes da "festa" pouco acompanham o eixo fora do Rio-São Paulo. O Rio Grande do Sul ganhou maior evidência ultimamente devido o sucesso de seus clubes nos últimos anos. Será que Rafael Moura não merecia estar nessa lista? E o Obina? O esportista mais comentado do ano vai liderar a votação.

Técnico: Cuca (Cruzeiro) Muricy Ramalho (Fluminense) e Renato Gaúcho (Grêmio). Opinião polêmica, mas o melhor nome é Renato Gaúcho. O treinador tirou a equipe de Jonas lá de baixo, já no meio do Brasileirão. Hoje o Grêmio está em 4º lugar, brigando por uma Libertadores. Ressalvas para Joel Santana. O "Rei do Rio" fez um trabalho excelente ao conseguir deixar o Botafogo disputando o título e Libertadores até o fim, contando com os desfalques todos que teve.

Revelação: Bruno César (Corinthians), Dedé (Vasco) e Neto (Atlético-PR). O paulista conquistará o prêmio. Se Dedé não fosse zagueiro, talvez tivesse mais chances.

Melhor árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS), Paulo Cesar Oliveira (SP) e Sandro Meira Ricci (DF). Poderia ser decidida no "zerinho ou um".

Craque da Galera: Bruno César (Corinthians), Conca (Fluminense) e Dedé (Vasco). A torcida tricolor não fará feio nessa. Conca se consagra como o jogador mais querido do Brasil.

Ao todo são oito concorrentes de Minas Gerais, dez do Rio de Janeiro, onze de São Paulo, seis do Rio Grande do Sul e um do Paraná.

Importante citar também os poucos nomes de times como Santos e Internacional.

A conclusão é de que a visão dos que estão na profissão continua estritamente focada nos grandes centros. Uma pena, pois o campeonato é brasileiro. Um consagrado jornalista diz, de forma irônica e crítica, que o Brasil se resume ao Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. No futebol também não é muito diferente.

Grande abraço

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Pontos da discórdia


Nos últimos tempos a fórmula de disputa do Brasileirão vem sendo bastante discutida. Mala branca e rivalidades regionais dominam essa reta final de campeonato.


As discussões são polêmicas e envolvem dirigentes, jogadores e jornalistas. Alguns falam abertamente sobre o assunto, outros fingem que nada sabem e até condenam os que comentam esse tema, como se ele não existisse.

O fato é que nesse e no último ano, principalmente, os pontos corridos passaram por um constrangimento. Grêmio e Corinthians em 2009, São Paulo e Palmeiras em 2010. No mínimo ficou claro para todos a motivação anormal dessas equipes em seus confrontos contra o Fluminense e Flamengo. Culpa dos campeões? Não. Eles nada influenciam nas questões internas de outros clubes.

Aliás, só por terem surgido suspeitas em relação à idoneidade dos confrontos devem-se buscar soluções para esse imbróglio.

Em participação no programa "Redação Sportv", o crítico de cinema e componente do Núcleo de Inteligência Tricolor (NIT), Marcelo Janot, deu uma sugestão que até agora pareceu ser a mais cabível. O jornalista propôs a disputa dos clássicos estaduais nas últimas rodadas, afim de se preservar a motivação e os valores morais do esporte.

Um time não iria para uma partida contra um grande rival sem gana. Mesmo que nenhum grande objetivo estivesse em disputa. O orgulho e o reconhecimeto superam a falta de interesses.

É isso, o debate está aberto e ideias serão bem-vindas para pôr fim aos conflitos que acabam tirando um pouco o brilho do título.


Grande abraço

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Jogando bem, que mal tem


Na Arena Barueri, tudo dentro do previsto, ou quase tudo. O Fluminense venceu o Palmeiras e levou sua torcida ao delírio.


Muricy armou, pela primeira vez, o time ideal. O quarteto Conca, Deco, Emerson e Fred teve a responsabilidade de decidir o jogo para o tricolor.

Já Felipão acabou surpreendendo e escalou força máxima, sem apenas Edinho e Lincoln, machucados.

A partida começou do jeito que ninguém, literalmente, queria. Leandro Euzébio dominou mal uma bola, Dinei se aproveitou e deu um belo chute. Golaço, para tristeza geral. Foi nítido o constrangimento do jogador ao comemorar seu gol. As torcidas se revoltaram e a ira dos palmeirenses se fez presente.

A equipe das Laranjeiras não se abateu e foi para cima. Eles sabiam que a virada era questão de tempo. Carlinhos e Deco ditavam o ritmo de jogo. O Fluminense pressionava pela esquerda. Pouco se utilizou o lado direito. Desde o período em que foi convocado Mariano deixou de ser aquele protagonista que se viu principalmente no primeiro turno.

Com toda calma do mundo, em um lance manjado, Carlinhos foi pela esquerda, cortou para o meio e chutou. Empate tricolor. O lateral usa essa jogada em toda partida e já conseguiu fazer outros gols assim. Antes, Deola já havia salvado os paulistas diversas vezes. Xingado até a morte, não se abateu pela pressão de quem estava no estádio.

Em tarde infeliz, Emerson errou tudo que tentou. Não conseguiu tabelar com seu companheiro de ataque, chegou atrasado nas finalizações e ficou em posição de impedimento algumas vezes.

Após o intervalo, o líder do Brasileirão voltou tenso. Fred disperdiçou chances que não costuma jogar fora e Deola continuou salvando os palmeirenses. E quem diria: em uma equipe com Conca, Deco, Emerson e Fred, quem resolveu o problema foi Tartá. A revelação tricolor, se é que ainda pode ser chamada assim, teve toda calma e frieza que os craques do seu time não tiveram. Dominou a bola e mandou no cantinho de Deola, sem chances para o goleiro. Virada tricolor.


Tartá havia entrado no lugar de Deco ainda no primeiro tempo. Uma pena o craque sentir a lesão de novo. Porém, a diretoria do Fluminense já sabia de seus problemas ao contratá-lo.

2x1 no placar, do jeito imaginado. A partir desse momento, a partida deixou de ser disputada. Os alviverdes não demonstravam a menor intenção de ameaçar a equipe carioca. Culpa do Fluminense? Não. O tricolor não tem nada a ver com isso. Outra coisa: a equipe de Muricy, durante todo o campeonato, ocupou os primeiros lugares. Esses últimos jogos foram "feios", porém mais mostram uma falha dessa fórmula atual ( durante a semana será dada uma sugestão nova de disputa) do que demérito de Conca e seus companheiros.


O Fluminense põe a mão na taça. O Palmeiras evidencia as falhas dos pontos corridos.


Grande abraço

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Segura!




O coração pulsa, o corpo treme e os olhos choram ou desejam chorar, ao mesmo tempo em que se preparam para ver uma conquista épica. Em Barueri, São Paulo 1 x 4 Fluminense.


Muricy armou o time com Diguinho no lugar de Fernando Bob, corrigindo seu erro no último jogo. Washington também reconquistou a titularidade, devido ao seu bom desempenho contra o Goiás. De resto, formação ideal quase completa, tirando Emerson.

Já o hexacampeão brasileiro, novamente sem Ricardo Oliveira e Dagoberto, preferiu apostar novamente nos garotos.

A partida começou com o líder do Brasileirão pressionando. Pelas pontas, a velocidade dos laterais. Pelo meio, a técnica refinada de Deco e Conca, com Diguinho cumprindo um papel fundamental para a equipe. O volante sai e rouba a bola com qualidade, evitando uma quebra de ritmo. Ele "carrega o piano" para Deco e Conca como ninguém.

Os lances de perigo de Washington se repetiam. Bem posicionado, apresentava-se sempre em condições de finalizar. A defesa do São Paulo ia resistindo como podia, o ataque vinha por todos os lados.

Com tudo isso, foi interessante ver a frieza dos jogadores por ali. Richarlyson dominava a bola em sua área como se estivesse em um teatro. Já os volantes são paulinos optavam sempre por sair com a bola pelo meio, parte mais congestionada e menos indicada para se afastar o perigo de gol. De forma óbvia, o Fluminense cansou de roubar bolas por ali.

Aos 34 minutos Gum abriu o placar, da maneira mais comum para o time das Laranjeiras nesse campeonato. Conca bateu um escanteio e o zagueiro, vindo de trás, testou para a meta de Rogério Ceni. A essa altura, os cariocas continuavam atrás do Corinthians, que abriu o placar contra o Vitória com Danilo.

Em desvantagem no duelo, a equipe de Carpegiani lançou-se ao ataque. Lucas comandava as ações ofensivas, levou até certo perigo. Causaria um maior se ele e seus companheiros finalizassem corretamente.


Intervalo de jogo e os cariocas de volta à liderança. Viafára empatou para os baianos em Salvador.

E quando as condições passam a ser favoráveis, é aí que surge o perigo. O time de Gérson, logo aos 2 minutos do segundo tempo, perdeu grande chance com Washington. Deco, em sua melhor partida, cruzou para o pivô, livre, dominar e inervar qualquer um que estivesse torcendo pelo Fluminense naquele momento.

Mais tímido, o tricolor carioca passou a dar campo para seu adversário. Como castigo, Gum, contra, empatou o jogo. Desespero, decepção e tensão. A possibilidade de mais uma oportunidade ser descartada ( vide Goiás), passa a jogar contra.

A tranquilidade foi embora e o sistema ofensivo da equipe de Muricy perdeu a calma. Porém, o destino tratou de corrigir a situação. Corrigir sim. Quem é melhor, deve vencer, sem mais. É bonito demais ver esse time atacar. Xandão foi expulso em lance com Fred. Apesar disso, com um a mais, o Fluminense continuou demonstrando impaciência.

8 minutos depois, Richarlyson também recebeu o cartão vermelho. Ele joga por grife, de certo modo é colocado em um nível diferente dos outros, alguma razão para isso deve ter.

O jogo estava na "mão", era só saber matar. Muricy tirou Valencia e colocou Tartá em campo. Não havia necessidade de defender, tanto pelo momento do jogo quanto pelo momento do campeonato. Porém, fica mais fácil tomar qualquer decisão quando os riscos são pequenos.

Conca virou, Fred aumentou e novamente o argentino, concluiu. Massacre do atual líder no fim, que poderia ter construído um placar maior se não fosse Rogério Ceni. Restam Palmeiras (fora) e Guarani (casa), respectivamente.

O Fluminense segura o grito e tenta manter uma racionalidade inexistente. Para o São Paulo, nada muda, ou talvez sim.


Grande abraço

Já passou


Na Arena do Jacaré, Cruzeiro e Vasco mostraram o que querem. Os mineiros buscam ainda o título e os cruzmaltinos estão afim de férias.


PC Gusmão jogou sem Felipe, mas contou com a volta de Carlos Alberto. Zé Roberto ficou um pouco mais afastado da área em função da posição do ídolo vascaíno.

O Cruzeiro foi com o time quase completo, apenas com Roger no lugar de Gilberto, o que não muda muito pela qualidade de seu substituto.

o 3º colocado do Brasileirão massacrou seu rival desde o início. Fez o que quis pelo lado direito. O Vasco estava "rendido". Não houve o mínimo esboço de reação. Só foi preciso alguns escanteios para que a partida fosse concluída. Roger, Henrique e Edcarlos resolveram seus problemas em 32 minutos de jogo.

Após os gols, a "raposa" só administrou o resultado, sem muitos problemas.

Zé Roberto esteve mal. O fato de ter sido colocado longe da área dificultou seus pontos fortes. O campeão brasileiro ficou responsável pela saída de bola, e por aquela parte do campo tentava todos os seus dribles e passes de efeito. Definitivamente, era o lugar errado. Carlos Alberto, quando aparecia, levava perigo ao rival. Porém, ele precisa ser mais presente. A sensação de que o Vasco gira em torno dele dentro e fora de campo é clara.

A equipe visitante fez seu gol de honra ainda no primeiro tempo, dando números finais ao jogo.


O Vasco já vive e respira 2011. Para o Cruzeiro, há muito pelo que se lutar em 2010.


Grande abraço

Baque


Era para ser um dia feliz no Engenhão. Porém, Andrezinho e Rafael Sóbis estragaram a festa de botafoguenses e colorados.


Explico: se o Internacional perdesse, o Grêmio seria diretamente prejudicado na luta por uma vaga na Libertadores.

O Botafogo foi à campo com Edno no ataque, Túlio Souza no lugar de Somália e Fahel substituindo Marcelo Mattos, que não joga mais esse ano.

O Inter foi com a equipe B, mas só no nome. A maioria dos jogadores ali já participaram em algum momento do time titular. Outros, acabaram de ser campeões da Copa Sub-23.

A primeira etapa, apesar do já conhecido domínio da posse de bola do campeão da Libertadores, o "Glorioso" apresentou as maiores chances de gol. Fahel deve duas oportunidades. Em uma chutou do jeito como veio, pois não teria tempo nem qualidade para controlar a bola. Muriel salvou. Na outra, viu o travessão caprichosamente evitar sua consagração.

Enquanto o time de Celso Roth controlava o meio campo, os cariocas levavam perigo pelas laterais. Principalmente pela esquerda. Os cruzamentos eram os lances mais presentes.

Ainda no primeiro tempo, uma jogada curiosa. Glaydson recebeu a bola em seu campo e a levou até a área adversária, tranquilamente. A defesa botafoguense assistou de camarote, para o desespero e incredulidade dos torcedores e do técnico.

Após o intervalo, Jóbson entrou no lugar de Túlio Souza. O talentoso jogador não está valendo a dor de cabeça que dá ao clube. Não faz gol, tenta dribles desnecessários, passa na hora de chutar, chuta na hora de passar.

Andrezinho abriu o placar para os gaúchos, com Rafael Sóbis o ampliando poucos minutos depois. Os dois gols originaram-se de falhas do sistema defensivo alvinegro. Márcio Rosário, um dos que assistiram ao lance de Glaydson no primeiro tempo, rebateu uma bola no pé de Andrezinho e deixou Sóbis livre dentro de sua área. Leandro Guerreiro também cometeu falhas. A partir disso vê-se como Fábio Ferreira é peça vital para o time. Alto e ágil, o zagueiro sabe se colocar e antecipar de forma correta e segura.


Ficou muito claro para todos que o Botafogo jogou acima de seus limites o campeonato inteiro. Entretanto, se esperava que nesse último jogo não fosse diferente.


Grande abraço

domingo, 21 de novembro de 2010

Por agora, basta


Quase 40 mil torcedores, recorde do Engenhão nesse campeonato, assistiram o Flamengo diminuir suas chances de rebaixamento e o Guarani praticamente confirmar seu lugar na Série B.

Luxemburgo armou o time com dois atacantes, mas na prática foi um só. Deivid ficou perto da área, enquanto Diogo ocupou a posição em que Renato vinha atuando nos últimos jogos. O "canhão" rubro-negro jogou mais próximo ao círculo central e ficou responsável pela saída de bola. A entrada de Klebérson também colaborou para essa mudança. O pentacampeão voltou à titularidade com o objetivo, teoricamente, de munir o setor ofensivo.

O Guarani veio para o Rio buscando a vitória. Vagner Mancini armou um meio campo leve e habilidoso. O treinador sabia que era necessário se arriscar. Ele prendeu os laterais, bem participativos no ataque, para Léo Moura e Juan terem espaço para agredir e deixar suas retaguardas desguarnecidas. Dessa maneira os bugrinos teriam liberdade para trabalhar as jogadas pelos flancos.

A partida começou a mil por hora. Renato, com 2 minutos, abriu o placar em uma cobrança de falta. Trocou a força pelo jeito, e deu certo. Tudo parecia tranquilo e sob controle. Porém, inexplicavelmente, os flamenguistas recuaram. Era visível a insegurança deles. Os caras entraram em campo "pilhados", havia uma grande responsabilidade em seus ombros.

Sem ter nada a ver com isso, Baiano ia ditando o ritmo dos paulistas e do jogo. O ex-Palmeiras distribuia o jogo e era o "dono" das bolas paradas. Em uma delas seu esforço foi recompensado. Contando com uma falha de Lomba, autoconfiante demais, o jogador empatou o duelo.

Nervos à flor da pele. A experiência dos atletas rubro-negros não ajudava em nada. Pelo contrário. A passividade dos consagrados jogadores ia inervando Luxemburgo e os torcedores. Deivid sentiu o tornozelo e deu lugar ao jovem Diego Maurício. A revelação correspondeu e marcou o segundo gol do time da casa. Em um lance brigado entre Diogo e a defesa alviverde a bola sobrou para o atacante que havia acabo de entrar chutar, sem cerimônia.

É notória a decepção dos flamenguistas com o desempenho de Diogo. Porém, disposição não lhe falta. Algo que nesse momento basta para ele continuar em campo.

No segundo tempo, mais emoção e menos razão. Mancini encheu o Guarani de meias e pontas. O Flamengo manteve-se mais organizado. Pet entrou e trouxe a frieza e tranquilidade necessárias para a manutenção do resultado. À medida em que Baiano ia cansando, os paulistas chegavam menos ao ataque. E assim foi até o apito final.

Curioso ver no encerramento da partida a reação dos atletas rubro-negros. Ajoelharam e apontaram ao céu, como se tivessem ganhando um título. Retrato de toda a pressão sofrida por eles durante essa semana.


Alívio rubro-negro, temporariamente. As partidas de hoje darão o real quadro da situação lá da Gávea. O Guarani voltará a fazer o clássico com a Ponte Preta no próximo ano.


Grande abraço

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sem alarde


Em Doha, no Qatar, Brasil e Argentina jogaram um amistoso decidido aos 46 minutos do segundo tempo, por Messi.

Mano Menezes teve sua primeira derrota, mas de maneira alguma isso é preocupante. O processo de formação de um time ainda está no início e para que os testes sejam feitos, deve-se haver tranquilidade.

A experiência traumática na África do Sul ajuda nessa questão. Os erros e acertos são melhores aceitos, desde que se utilizem novos jogadores, possuídores do respaldo da maioria da torcida. Neymar, Jucilei, Elias, Douglas, André, enfim, nomes recém chamados e de pouca ou nenhuma rejeição por parte dos brasileiros, partes de uma nova fase, um "respiro" à truculência dos últimos 4 anos.

Ronaldinho Gaúcho voltou. O craque precisa agora de um período de readaptação e uma sequência, tanto pela sua qualidade como pelo seu histórico. Apesar de pouco ter jogado pelo Brasil da mesma forma que atuou pelos seus clubes, é inegável sua trajetória vitoriosa pela seleção pentacampeã.

O grande mistério de todo esse trabalho é ver como será a volta dos jogadores da Inter de Milão ao grupo, se é que ela acontecerá. Júlio Cesar, Lúcio, Maicon, elementos de confiança do técnico Dunga, marcados ( principalmente o goleiro) por uma derrota doída.


Vitória ou derrota, tirando o orgulho, não mudam nada nesse começo.

Grande abraço

domingo, 14 de novembro de 2010

Merecido




Em Abu Dhabi, Vettel se consagrou como o piloto mais jovem a conquistar o título de campeão da Fórmula 1.


Foi uma corrida interessante. Logo na largada Alonso perdeu lugar para Button, indo para o 4º lugar e ficando uma posição a frente de Webber, até esse momento, seu maior rival. Porém, até esse ponto, nada com o que se preocupar.

Michael Schumacher e Liuzzi trataram de deixar a corrida mais interessante. A Mercedez do alemão rodou logo na primeira curva, resultando no choque com o automobilista da Force India. Safety Car na pista e concorrentes nos boxes.

Alonso voltou em 11º, mas ainda subiria algumas posições logo que todos os carros fossem fazer o pit stop. E isso aconteceu, mas não do jeito que a Ferrari queria. O espanhol encontrou pela frente um adversário que lhe traria e trará eternas dores de cabeça. Vitaly Petrov segurou com maestria o rival, sem em momento algum se utilizar de jogo sujo.

Jogo sujo aliás que foi a grande lição dessa temporada. No meio do ano Massa foi obrigado a ceder a liderança de uma corrida para que seu companheiro pudesse alcançar uma maior pontuação. No Brasil, em Interlagos, a Red Bull teve essa mesma oportunidade. Não a usou. Vettel, até então "retirado" do grupo de postulantes ao título, ganhou o GP, com Webber em 2º. Se essa manobra fosse realizada lá, hoje veríamos Alonso campeão. Webber não aproveitou a oportunidade, talvez a última de sua carreira, de ser campeão.

Por fim, mais uma atitude antidesportiva do ex-Renault. O derrotado reclamou com Petrov, que havia complicado sua vida, impedindo sua passagem. Ué, esporte não é isso? A alegria e o choro de Vettel serviu como contraste e esperança de uma Fórmula 1 que possa respeitar as bases primordiais de uma competição justa.


Parabéns Vettel!

Grande abraço

É desse jeito que se faz?


Ontem, no Pacaembu, Corinthians e Cruzeiro jogaram por suas vidas no Campeonato Brasileiro.

Partida pegada, com os mineiros um pouco melhores, mas sem levar muito perigo.

No fim, a equipe "celeste" pressionava e sufocava o atual líder ( o Fluminense joga hoje). Até que aos 42 minutos do segundo tempo o juiz marca pênalti em cima de Ronaldo. Aí, o "circo" já estava feito. Gil subiu para dividir uma bola alta com o camisa 9, que caiu com o impacto. O lance é duvidoso, passaria batido para alguns e possuem relevância para outros. Mas a questão não é essa.

Se fosse na área corintiana a penalidade seria marcada?

O choque houve, é fato. Porém isso é algo comum nesse esporte, onde já há alguns anos é entendida a casualidade desse tipo de lance, principalmente fora do Brasil. É necessário, até ser provado o contrário, acreditar na idoneidade dos pontos corridos, do juiz. Assistimos algo em que acreditamos ser real. Sem isso, nem valeria a pena prestigiar qualquer tipo competição.

A revolta dos cruzeirense foi notória. Fabrício se desestabilizou completamente e pela primeira vez vi um jogador abandonar a partida por livre e espontânea vontade.

Se a falta não tivesse sido marcada, a polêmica, agora, seria bem menor. Edilson Pereira de Carvalho deixou uma ferida que ainda não cicatrizou. Por isso, o cuidado com qualquer tipo de análise é fundamental, para que não haja injustiça. De certo, só uma constatação:

Sandro Meira Ricci, o novo protagonista do campeonato.

Volto a perguntar : Se fosse na área corintiana a penalidade seria marcada?


Olho nos jogos do Fluminense e principalmente, pelo bem do esporte, nos do Corinthians.


Grande abraço

Marasmo


Na Arena do Jacaré, o Flamengo foi goleado pelo Atlético-MG e pode tornar essa reta final de campeonato bem emocionante para seus torcedores.


Sem Deivid e Renato, Luxemburgo voltou ao 442, com Pet na armação e Correa em seu posicionamento original. O técnico optou por jogar com dois pontas no ataque e deixou Val Baiano no banco. Willians teve liberdade para chegar ao ataque, pela esquerda.

O início da partida foi de muito respeito. O "Galo" teve a posse de bola, enquanto os rubro-negros aguardavam o rival em seu campo, bem resguardado. Até que a partir de um momento os cariocas decidiram atacar. Tiveram até algumas chances reais de gols, mas como não havia um jogador dentro da área, havia ainda o trabalho de passar pelos zagueiros atleticanos.

Todos os lances de perigo do visitante se originaram pelo lado esquerdo, com Pet envolvido. Diogo ficou o jogo inteiro plantado no meio, nem dando velocidade, nem dando criatividade. Quantos tijolos dariam para se comprar com o preço que ele custa ao Flamengo? ( O clube criou um projeto para estruturar seu CT conhecido como " campanha do tijolinho", com R$ 250,00 cada).

Os mineiros, sem nada a perder, davam espaço na defesa, porém imprimiam um ritmo ofensivo de tirar o fôlego. Leandro fez o que quis pelo lado de Léo Moura, que esteve em péssima noite.

Além do espaço, o time de Dorival Júnior ainda contava com os sucessivos erros de passe flamenguistas. É incrível a alta incidência de falhas nesse fundamento. Falta de técnica desses jogadores experientes não é. Displicência, pode até ser. O Brasileirão não acabou. É preciso que haja um choque de realidade no Ninho do Urubu. Ano passado, nessa mesma fase, o Coritiba estava em situação semelhante a do atual campeão brasileiro.

No intervalo, com 2 gols de desvantagem, Luxemburgo fez logo 3 substituições. Marquinhos, Val Baiano e Negueba entraram no lugar de Petkovic, Diego Maurício e Correa. O técnico, por omissão não erra. Porém, só Marquinhos correspondeu ao que foi pedido. O atleta conseguiu dar uma maior movimentação ao ataque, mas os erros rubro-negros trataram de encerrar o jogo.

4x1, merecido.


O Flamengo precisa sair desse marasmo. O Atlético-MG não vai cair.


Grande abraço

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Na praia, já está


No Castelão, o Botafogo demonstrou mais vontade de vencer, mas encontrou pela frente um adversário melhor organizado que o Avaí.


Com Túlio Souza no lugar de Marcelo Mattos, Joel manteve a formação tática do time, porém, a iniciativa mudou.

O alvinegro carioca começou o jogo pressionando, pois sabia que o empate provocaria, teoricamente, a perda de sua posição. O Atlético-PR, com 53 pontos, enfrenta o Grêmio Prudente em casa. Os paranaenses possuem duas vitórias a mais que seu rival direto na luta pela Libertadores.

Alessandro e Edno tiveram mais liberdade para subir, enquanto Fahel, Túlio Souza, Leandro Guerreiro, Danny Moraes e Márcio Rosário formavam o cinturão "glorioso". Lúcio Flávio permaneceu um pouco mais recuado, mas também marcou presença no setor ofensivo.

Aos 11 minutos saiu o primeiro gol. Edno cruzou rasteiro pela esquerda, a bola passou por Alessandro, que tentou uma letra ineficaz, e caiu na entrada da área para o chute de Lúcio Flávio, desviado por Loco Abreu para a meta rival. A partir disso, a confiança dos cariocas aumentaram na mesma proporção que a pressão cearense.

Dando o resultado como seguro, o Botafogo recuou. O Ceará se comporta de uma maneira muito padronizada. Suas jogadas, formas de defender e atacar, são sempre as mesmas. Indo pelas laterais, onde não se precisa de tanto rebuscamento técnico, a equipe ia chegando. Entretanto, apesar do domínio, o empate saiu de um lance involuntário. Leandro Guerreiro ajeitou errado uma bola e Magno Alves se aproveitou. 1x1. Antes, Jefférson já havia salvado o terceiro colocado do Brasileirão em dois chutes.

Os donos da casa viraram o placar em um belo gol de Geraldo, de fora da área.

A segunda etapa teve um panorâma diferente. Dessa vez, foi o Botafogo que tomou as rédeas do duelo. Com sucesso, chegou rápido ao segundo gol. De novo, Loco Abreu. O Midas alvinegro sempre se faz presente nas horas em que seu clube precisa. O atual campeão carioca poderia até ter virado o jogo, se não contasse com uma noite infeliz de Jóbson. O atacante errou tudo que tentou. Afobado, desperdiçou jogadas e agora passa a ver a paciência dos torcedores e dirigentes com suas falhas, acabar.

Um empate péssimo para o Botafogo e bom para o campeonato. A briga pela quarta vaga vai ser emocionante. O Botafogo pega o Grêmio na última rodada, que faz ainda um clássico com o Atlético-PR no Olímpico.


Grande abraço

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Tinha que ser assim?


No Engenhão, o que se viu foi um Fluminense pragmático e um Vasco conformado, sem maiores objetivos a alcançar ( caprichos dos pontos corridos).


Muricy, com um caminhão de desfalques, manteve o mesmo time do último jogo, com Valencia no lugar de Diguinho, suspenso.

Os vascaínos foram no 433, com Jonathan e Nunes entrando na equipe e Felipe sozinho no meio para armar. Erro feio de PC.

Com cinco no meio campo, o tricolor engoliu o "bacalhau". Fernando Bob não deixou o camisa 6 adversário armar, e as roubadas de bola se tornaram comuns. Em um lance de destruição de jogada, surgiu o primeiro gol. Tartá desarmou Felipe e tocou para Washington. O camisa 99 entrou na área e chutou cruzado. Prass rebateu nos pés do garoto das Laranjeiras, que só empurrou a bola para o fundo da baliza.

O atual campeão da série B esteve rendido no primeiro tempo. A equipe tentava entrar na defesa adversária pelo meio, muito congestionado. Dessa forma, ficou fácil para o sistema defensivo tricolor.

Na segunda etapa, só deu Vasco. Os cruzmaltinos passaram a atacar pelas laterais, principalmente com Fágner, e criaram lances perigosos. Foi impressionante constatar que o líder do Brasileirão não conseguia pegar na bola, jogando contra o 11º colocado, mesmo sendo um clássico.

Que fique claro: a tática de Muricy é eficiente, isso é inquestionável. Porém, seus "meios" vão contra ao que é pregado nesse esporte. O objetivo do futebol é fazer gols, não evitá-los. De 19 jogos em que o Fluminense fez gol antes dos 30min, apenas em 10 ele venceu. Aproveitamento de 52,6% dos três pontos conquistados. Para se ter uma ideia, o Flamengo, ano passado, foi campeão com 50% de vitórias, pior desempenho da era de pontos corridos. Os números mostram um desempenho superior a média do atual campeão, porém é preciso lembrar o fenômeno que houve no ano passado, uma excessão a regra. Além disso, é bom frisar que a análise foi feita sobre jogos onde o clube já contava com alguma vantagem.

É melhor a equipe buscar o segundo tento ao invés de se resguardar na defesa, abrindo mão da partida. E a justificativa do enfraquecimento do time devido aos desfalques não cabe, pois o treinador tricampeão brasileiro jogava da mesma forma quando podia contar com seus craques. Contra fatos, não há argumentos.


Os vascaínos tentaram, chutaram uma bola na trave, tiveram um último lance, mas não teve jeito. Ontem a noite foi tricolor.

O Fluminense se aproxima do título. O Vasco, vegeta.



Grande abraço

Só vontade não basta


Na Ressacada, Avaí e Botafogo tinham muito a perder e apesar disso, conseguiram pouco jogar.


Joel armou o time com Edno na lateral esquerda, já que Marcelo Cordeiro e Somália estão contundidos. Leandro Guerreiro continuou de terceiro zagueiro, enquanto Fahel ficou responsável pela contenção. Marcello Mattos tinha liberdade para atacar, dando apoio ao Alessandro.

O clube de Guga contou com a volta de Roberto, o desafogo da equipe.


A partida começou com o "Leão" tendo o domínio da posse de bola, mas sem objetividade. E é dessa forma que o Botafogo prefere se organizar. Ele deixa seu adversário dar o ritmo da partida, para que em um lance de contra ataque, mate o duelo ou então, no mínimo, seja capaz só de se proteger, garantindo um ponto. E foi isso que aconteceu ontem.

Em um dos piores encontros até agora do campeonato, pouco se viu de um bom futebol. Os catarinenses só sabiam reclamar. Dava para perceber que a equipe toda estava pilhada. Qualquer gesto do árbitro era motivo de contestação. Entre eles mesmos houve entreveros. Zé Carlos e Caio discutiram asperamente por uma bola perdida pelo meia.

Como desencargo de consciência, já no fim do jogo, Joel tirou Alessandro e colocou Caio em seu lugar. Adquiriu uma maior ofensividade, mas sem desproteger a defesa, já que o atacante atuou pela lateral.

O lance mais emocionate ( e o único), foi uma defesa de Jéfferson, de puro reflexo. Além disso, só um 0x0 de dar sono.


Para o Botafogo, o título ficou difícil. O Avaí já está na segunda divisão.


Grande abraço

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O grito começa a ficar entalado




No Beira-Rio, Internacional e Fluminense ajudaram o campeonato a ficar mais emocionante.


Muricy armou o time com Tartá no lugar de Júlio César, com Washington isolado no ataque. Das opções restantes, é a melhor formação. Dessa maneira, Conca passa a contar com a companhia de Marquinho e Tartá no sistema ofensivo, desmenbrando a marcação da equipe adversária e aumentando o número de opções do tricolor. Rodriguinho não é aquele jogador atuante do período em Santo André e por isso, deixou de ser confiável.

No caso de ontem, essa organização tática ainda serviu para igualar forças com o colorado. Os gaúchos jogam de forma semelhante, com também cinco no meio campo (três meias e dois volantes).

O jogo começou com as duas equipes se respeitando, mas com o Inter levando uma ligeira vantagem. As oportunidades saíam para os dois, com os gaúchos mais contundentes. Alecsandro protagonizou o lance mais perigoso. Livre, na marca do pênalti, o atacante cabeçeou para que Diguinho pudesse salvar em cima da linha. Essa jogada do atual campeão da Libertadores está manjada. Falta lateral e escanteio, mira apontada para o camisa nove. Ou ele se posiciona na segunda trave e se deslocada para frente da área ou ele fica próximo à sua entrada, para dar uma "casquinha" e desviar a trajetória da bola.

O líder do Brasileirão construía suas jogadas pela esquerda e pelo meio. Mariano quase não foi solicitado. Interessante para quem é um dos principais destaques do time. Nos últimos duelos vê-se um Conca diferente. O argentino agora arrisca mais chutes de fora da área, a gana pelo gol aumentou.

Apesar de os dois rivais se fazerem presentes no ataque, apenas um goleiro foi requisitado. Berna teve dia de salvador e, com o perdão da rima, conseguiu provar seu valor. Ele salvou um chute de Giuliano à queima roupa e quando precisou contar com a sorte, viu uma bola de Alecsandro bater na trave.

No segundo tempo, não houve muitas mudanças. Em determinado momento Muricy resolveu preservar o ponto valioso conquistado fora de casa e colocou Belletti na vaga de Conca. Destaque negativo para Tartá. A revelação ( será que esse título ainda lhe cabe?) não foi vista na partida. Parece que foi lá só para tomar um cartão amarelo.


O Fluminense continua na liderança. Está ficando bonito. O Internacional continua sua peregrinação pelos pontos corridos. Veremos se no futuro ele não será o "fiel da balança" na luta pela taça ou pelo rebaixamento.


Grande abraço

domingo, 31 de outubro de 2010

Mes que un ídolo




Uma lição de organização. Foi o que o Botafogo mostrou ao Atlético-MG na Arena do Jacaré.

Os mineiros controlaram o jogo todo. Os botafoguenses atraíam os rivais para seu campo, em uma tática muito bem armada por Joel. No esquema do técnico, o adversário fica com a bola no pé o tempo inteiro, mas sem saber o que fazer com ela fazer. Assim, surgem as oportunidades de contra ataque.

Explicando: os alvinegros, com sua marcação bem planejada, deixam os rivais sem opção. Dessa forma, só restam os cruzamentos que são sempre cortados por uma zaga alta e bem colocada. O atual campeão carioca dão uma falsa sensação de liberdade aos seus duelistas. É um jogo feio, sem dúvidas, mas que dentro das limitações atuais do time se encaixam perfeitamente.

Em um dia de Obina perdendo muitas chances e Tardelli chutando uma bola no travessão, os alvinegros foram lá e meteram dois gols de forma letal.

Mas nesse post vamos falar menos do jogo e mais de uma figura nova no futebol brasileiro. Loco Abreu.

O uruguaio é ídolo, não pelo o que ele é, mas pelo o que representa. O cara chegou no início do ano, desconhecido por muitos. Ao ser apresentado como craque, no início do ano, levou botafoguenses ao êxtase ( mesmo com a maioria sendo total desconhecedora do jogador) e os torcedores rivais, à galhofa.


Pois bem. O uruguaio já chegou pedindo a camisa 13, o que para um clube superstisioso como o Botafogo, se encaixa perfeitamente. Sua estréia foi no maior vexame alvinegro dos últimos tempos. Um 6x0 para se esquecer e desaparecer.

Mas Abreu está acima dessas pequenices. Não foge de responsabilidades. Pelo contrário. Comandou a reviravolta alvinegra e para fechar com chave de ouro, fez o gol de um título há muito desejado, em cima do maior rival. De paradinha, para mostrar que ele tem culhões.

Aliás, culhões são algo que não lhes faltam. E ele já mostrou isso, literalmente. Falaremos disso mais adiante.

No meio do ano, representante de sua pátria, foi para a Copa do Mundo. Não foi titular, mas e daí? Desde quando ele precisa ser titular para levar seu time a vitória? O craque está nos momentos certos. Na decisão por penâltis, esbanjando confiança e categoria, levou o Uruguai para a fase semifinal, a qual o país não visitava há 40 anos.

Com o quarto lugar, voltou ao Brasil. Seu sucesso aqui já estava consolidado. Festa para o Botafogo, que sorria ao lucrar com as ações de marketing sobre o jornalista. Sim, Washington Sebastián Abreu Gallo é formado em jornalismo. Ele é hábil também com as palavras, sua cultura o permite "hablar" e discutir diversos assuntos, algo não muito comum no mundo do futebol. Álias, Loco Abreu já publicou um artigo no jornal "O Globo", esse ano.

O uruguaio permaneceu um tempo de férias, afinal passou um mês um tanto quanto desgastante. A equipe carioca ia bem. Nesse momento, sua presença não era vital. Porém, a situação começou a ficar "preta". As contusões deixavam o time perdido. Ele voltou aos poucos. Surge uma polêmica. O atacante esbraveja contra Joel Santana ao ser substituido. Paira em General Severiano ares de crise. Bola fora. Nada acontece. A situação é apaziguada. Os envolvidos são experientes, vencedores e possuem sede de vitória. Apenas isso.

O tempo vai passando, perde mais jogadores. Loco Abreu mostra sua importância. O atleta passa a atuar em todos os setores do time, não fisicamente. Sua influência e garra levam o alvinegro ao empate em uma partida que parecia perdida, contra o Vasco. Na comemoração, os famosos culhões. "Aqui não tem moleque p...", pensa em dizer ou diz.

O campeonato vai passando, os jogos acontencedo. O uruguaio erra, acerta, vira sinônimo de paixão e também se apaixona. Em sua camisa especial, onde estão seus símbolos mais significativos, surge o escudo do Botafogo.

Ontem, o camisa 13 deu uma assistência e fez um gol. Levou o Botafogo ao 4º lugar. Agora o clube está a 3 pontos atrás do Corinthians.

Não importa que o alvinegro não consiga a vaga ou maiores vitórias. Afinal, se não conseguir nesse momento, conseguirá futuramente. A semente foi plantada. Loco Abreu representa o retorno de um clube aos seus bons momentos, representa o orgulho, a auto estima e a confiança de um time vitorioso, glorioso e histórico. Parabéns herói.

Garrincha, Nilton Santos, Jairzinho, Didi, Maurício, Túlio...Vocês já têm um novo companheiro.

A conta por favor


No Barradão, apenas um time em campo. O Vitória engoliu o Vasco e respirou um pouco mais.


Logo quando se iniciou o jogo deu para perceber como ele se desenrolaria. O placar foi aberto logo no primeiro minuto. Adaílton partiu de seu campo de defesa para o ataque e ao unir garra e velocidade, fez o 1x0. A zaga vascaína bateu cabeça. Jadson Vieira é fraco. Lento e pesado, o jogador explicou o fato de ter precisado ir ao Uruguai e Argentina para fazer carreira. Diogo, substituto de Ramon e Max, não aguentou a responsabilidade da marcação por aquele lado. Sem a ajuda de seus companheiros, ficou sozinho pelo lado esquerdo.

Perto do intervalo, Fernando Prass tomou mais dois gols. Elkesson chutou e o goleiro rebateu de uma forma errada. Acontece, tem crédito. No terceiro, Neto Coruja cabeceou livre e pode até olhar a bola entrar.

Visivelmente o Vasco largou de mão o campeonato. Os jogadores estão displicentes, algo natural. Chegando o fim de ano, com essa situação resolvida, o cara começa a se preocupar muito mais com sua situação contratual, física...A forma como sua equipe vai termina a competição passa ao segundo plano. Essa é uma das deficiências dos pontos corridos. Em seu fim, muitas equipes ficam à toa, prejudicando o ideal da formúla e também outros competidores, direta ou indiretamente.

No segundo tempo o time até tentou mostrar alguma reação, muito mais por orgulho, mas não deu certo. 4x2 Vitória, merecido.


O Vasco mostrou realmente ser um turista. O rubro-negro baiano corre atrás, a briga está interessante.


Grande abraço

sábado, 30 de outubro de 2010

Bobeou, dançou


No Engenhão, o Fluminense voltou ao velho ritmo, venceu o Grêmio e torce hoje para uma derrota do Cruzeiro.

Com os desfalques, Muricy armou a equipe no 451, com Marquinho e Júlio Cesar no meio e Washington isolado no ataque. Acertou, fez o melhor que pode. Dessa forma o tricolor facilitou a vida de Conca. O argentino teve sua responsabilidade dividida com mais outros dois jogadores e junto com essa obrigação, também desmenbrou a marcação gremista.

Os gaúchos contaram com a volta de Souza ao time. O meia jogou mais recuado, sua função foi dar mais qualidade ao "passe" do clube de melhor desempenho no segundo turno. Vilson, Lúcio e Douglas completaram esse setor.

A primeira etapa começou com a já famosa blitz do líder. Atacando por todos os lados, girando a bola com toques rápidos e envolventes, o Fluminense torna-se mortal. Aos 19 minutos Conca recebeu passe de Mariano, deu um drible de corpo em Souza e chutou, de fora da área. Golaço. O candidato a craque do Brasileirão fez algo que dele muito se cobra. Sua capacidade é inquestionável, mas falta em seu perfil o desejo pelo gol. Ele deve arriscar, chutar mais. Fazer o que se espera de um autêntico camisa 10.

Após o 1x0, o Grêmio tomou as rédeas da partida. O tricolor carioca recuou, resolveu esperar o adversário em seu campo. Esse Fluminense de Muricy é o time mais fácil de se analisar no campeonato. Ele repete o mesmo comportamento em todo o jogo. Pragmático, o técnico tricampeão brasileiro construiu uma "fórmula mágica", que certa ou não, bonita ou não, deu resultado. E é por isso que essa equipe encontra dificuldades contra times menores, pois com eles, a equação não se encaixa. Muricy precisa de esquemas táticos que exponham o rival para que sua magia dê certo.

E como previsto, a equipe de Renato Gaúcho agrediu, mas sem sucesso. Quando isso acontece, invariavelmente, o clube das Laranjeiras vai lá e mata o jogo. Em um lance de Thiaguinho no ataque, saiu o segundo gol. O lateral tocou para Conca que passou para Washington. O pivô entrou na área e devolveu para o "hermano", livre, marcar. Os cariocas aumentara sua vantagem no placar e decidiram o embate.

O Fluminense mostra-se uma equipe unida, fortalecida na dificuldade. O Grêmio ainda luta por uma vaga na Libertadores.


Grande abraço

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Novas caras


Um novo Flamengo e um novo Corinthians. No Engenhão, um jogo entre duas equipes que passaram por recentes transformações.

Luxemburgo inovou e armou o time com três atacantes. O técnico colocou Diogo no lugar de Kléberson. Ele ficou mais centralizado, enquanto Devid caiu pela esquerda e Diego Maurício, pela direita. Dessa forma o meio ficou com Maldonado, Willians e Renato, com só o último saindo para o ataque.

Tite colocou seus jogadores todos atrás da linha da bola. A defesa foi a grande preocupação. Além de os laterais não subirem, os setores da equipe se compactaram, com William e Chicão perto dos volantes. Ronaldo e Bruno César ficaram mais soltos no ataque, apesar de o segundo também ter a obrigação de marcar. O novo treinador corinthiano mudou a função de Elias. O camisa sete ficou mais preso às táticas defensivas, diferente da época de Adilson Batista, em que tinha total liberdade para atacar e comandar o time.

O primeiro tempo foi brigado, com o Flamengo melhor. Juan, Renato e Diogo construíram os lances com agilidade. O time trocava toques rápidos, em função da pressão rival. Um flamenguista chegava a estar cercado por três adversários. Diego Maurício fez um bom papel, faltou para a equipe chances concretas. Só Devid destoou do ritmo rubro-negro. O atacante parece estar meio perdido ainda, apesar de seu esforço.

E para fazer jus ao futebol e sua essência, os paulistas saíram na frente. Aproveitando-se de um "bate-cabeça" da defesa, Ronaldo recebeu livre para mandar por cima de Lomba. Após o gol, os cariocas perderam o "norte". Afobados, cometeram falhas até o fim da primeira etapa.

No intervalo, Luxa mexeu no time. Marquinhos entrou no lugar de Devid. Com ele na esquerda, Renato foi deslocado para o meio. O Flamengo não deixava o Corinthians com a bola. O atual campeão brasileiro encurralou os paulistas, que ficaram sem saída de jogo.

A predominância do atual campeão brasileiro não se traduziu no placar. Ponto negativo apenas para Willians, que não acertou "um" passe. Ir ao ataque não é a dele, pelo menos não em jogadas individuais.

O Flamengo vai projetando o time para o próximo ano. O Corithians vê o título mais longe.


Grande abraço

terça-feira, 26 de outubro de 2010

$ucesso


Dalton, Bruno Paulo, Oscar e Diogo. Dentre tantos outros jogadores não citados ou não sabidos, eles se destacam por um ponto em comum. Todos entraram em rota de colisão com seus clubes formadores.

Dalton e Oscar saíram de Fluminense e São Paulo, respectivamente, no início do ano. O zagueiro processou seu clube devido ao não cumprimento de pagamento no FGTS. Já o meia, alegou no processo que, aos 16 anos, foi coagido pelo tricolor paulista a assinar um contrato, reclamando também do atraso de salários e FGTS.

Bruno Paulo saiu do Flamengo e de lá começou a sua peregrinação. O atleta disse que a intransigência de Marcos Braz, ao praticamente obrigá-lo a assinar um novo compromisso, motivou a sua saída do rubro-negro. O lateral Diogo chegou a brigar com o São Paulo, alegando novamente a questão de aliciamento, mas desistiu e retirou o processo.

Instabilidade no emprego já é um fator negativo para profissionais experientes, imagine para os que estão começando. Na construção de um início de carreira sólido, por mais que as condições básicas não sejam as ideais, é fundamental a formação de um "nome".

O empresário, na ambição de fazer fortuna, não permite isso. Ele funciona como "pai" do menino, logo, sua influência sobre ele é forte. Aí mora o perigo. Com 13 anos, um "projeto" de atleta já possui representante. Sem uma base familiar sólida, os futuros profissionais viram presa fácil para os descobridores de talentos.

Por outro lado, os clubes chegam a ter tanto poder sobre uns que até os transformam em escravos. Contratos de "gaveta", exclusão do ambiente de trabalho, enfim, metódos ameaçadores e corriqueiros utilizados por essas instituições.

Os jogadores são eternos reféns. Vítimas de um sistema que impõe regras para o sucesso.

Grande abraço

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Tá nas suas mãos




Na Arena da Baixada, Atlético-PR e Fluminense jogaram em 30 minutos tudo que não foi feito nos outros 60.


Muricy manteve a formação dos últimos jogos, com Thiaguinho no lugar de Mariano, suspenso.

A partida começou com as duas equipes se respeitando muito. Os paranaenses basearam seu sistema ofensivo nas jogadas laterais e nas bolas paradas de Paulo Baier. O Fluminense ia ao ataque com Conca, Marquinho e Thiaguinho. O substituto do camisa dois tricolor tem qualidade. Seu apoio é bom, ele peca apenas na parte defensiva.

E aquele Marquinhos, lembram dele? O lateral ex-Duque de Caxias, escolhido pelo técnico tricampeão como reforço, só jogou um jogo, contra o Santos. Será que ele não voltará mais? O dinheiro foi gasto em vão? O atleta foi o único culpado pela derrota desconcertante?

Se no primeiro tempo não houve grandes oportunidades, o segundo foi teste para cardíaco. Precisando da vitória, os rivais abandonaram a responsabilidade tática e foram em busca da vitória.

O rubro-negro saiu na frente. Em bola parada de Paulo Baier, Washington cabeceou de costas para sua própria meta, tirando Berna do lance. Em desvantagem no placar, o Fluminense encurralou seu adversário. O tricolor passou a atacar por todos os lados, com um fôlego impressionante.

Diogo tem um papel fundamental na saída de bola do líder do Brasileirão. O jogador é opção para quando Conca e os laterais estão marcados. Marquinho também faz uma função importante como coadjuvante do argentino. Com certa técnica e muita garra, ele se destaca. E como um prêmio, ele empatou o jogo. Pegou de primeira uma bola fora da área, marcando um dos gols mais bonitos do campeonato.

Porém, o duelo ainda não havia acabado. Wagner Diniz, em jogada individual e contando com a sorte, virou para o time da casa. Alívio para uns, desespero para outros. Novamente os cariocas foram com tudo para o ataque e Tartá, estreante de ontem e que deveria ser titular, sofreu pênalti.

Aí o coração foi a mil. Washington quis porque quis bater e Conca, com personalidade e gana, não fez sua vontade. Bom para o Fluminense. 2x2.

Um parágrafo especial para o personagem da partida. Washington vive uma situação difícil. O pivô não marca há nove jogos. Além disso, fez um gol contra. Essa pressão o está deixando afobado. Ele deixou de criar diversas jogadas de perigo para seus companheiros, pois sempre tentava o arremate.

O camisa nove é individualista, todos sabem. Saiu do São Paulo por não aceitar ser reserva. A questão é que para o "coração valente" ser titular, ele deve estar sempre marcando, pois não há nele outra grande qualidade, como atleta. Cabe ao técnico tricolor controlar o ego de seu atacante, para que seus interesses não superem os de seu clube.


O Fluminense está com o campeonato nas mãos. O Atlético-PR, precisa de algo mais para levar a vaga da Libertadores.


Grande abraço

Mais do mesmo



Um clássico de poucas chances. Foi assim a primeira partida entre Vasco e Flamengo no Engenhão. Os cruzmaltinos saíram na frente, com Cesinha .No fim, Renato empatou para os rubro-negros e deu números finais ao placar. Com esse resultado a equipe de Paulo Cesár Gusmão ocupa o 12º lugar com 42 pontos. O Flamengo vem logo atrás, com 38.

O jogo começou com o time de São Januário pressionando a defesa adversária. Zé Roberto e Fágner levavam perigo à defesa do atual campeão brasileiro. O sistema defensivo flamenguista, vulnerável, cometeu erros constantes de saída de bola. Numa dessas falhas saiu o primeiro gol vascaíno. Cesinha recuperou a bola no meio campo e lançou para Zé Roberto. O meia cruzou e contando com uma falha de Wellinton, que rebateu a bola na trave, o zagueiro vascaíno,que iniciou a jogada, ficou livre para marcar.

Após sair na frente, o Vasco recuou e deu mais liberdade aos rubro-negros. O Flamengo chegava com tranquilidade ao ataque, mas pecava no momento da assistência. Klebérson, responsável por dar a qualidade ao passe, esteve apático durante todo o período em que permaneceu em campo. No intervalo Luxemburgo mexeu e colocou Petkovic em seu lugar.

A segunda etapa trouxe emoção aos pouco mais de 25 mil torcedores presentes. Precisando do resultado, o hexacampeão se lançou ao ataque. Aos 19 minutos, Dedé atingiu Willians com um carrinho na perna e recebeu cartão vermelho. Com um a menos, o recém chegado a série A se desequilibrou. PC Gusmão perdeu o controle e esbravejou contra o árbitro, sendo expulso. O técnico cruzmaltino se negou a sair do banco de reservas. Foi necessário o pedido de um reforço policial para que ele entrasse em seu vestiário.

Acuado e sem opção de ataque, o Vasco viu seu rival empatar. Marquinhos cruzou para Renato que de costas, cabeceou para a meta de Fernando Prass. Lance indefensável. À essa altura o treinador vascaíno já havia modificado a equipe com o intuito de segurar o resultado e como consequência perdeu a capacidade de criação.

No final, Fernando Prass se lesionou e o jogo foi paralisado por mais de 5 minutos. Ao ser fiel ao período de retardo da partida ao da o acréscimo, o juiz motivou a reclamação rubro-negra. Eles alegam que com as substituições durante a segunda etapa, o tempo acrescido deveria ter sido maior. O 1x1 persistiu e as equipes não sofreram alterações em suas posições na tabela.

O Vasco é um turista no Brasileirão. Para o Flamengo ocupar esse quadro, falta pouco.


Grande abraço

domingo, 24 de outubro de 2010

Sonolento


No Engenhão, Botafogo e Vitória protagonizaram um jogo entediante.

Os cariocas foram para a partida desfigurados, sem identidade. Com um Lúcio Flávio apático, o time pouco criou. Joel colocou Somália como meia e adiantou Marcelo Mattos, em vão. Eles não têm cacoete de atacante.

O rubro-negro, com três volantes no meio campo, foi com a clara intenção de jogar no contra ataque. Até deu certo. No primeiro tempo, os baianos tiveram facilidade para entrar na área do rival. Eles roubavam a bola e tocavam pra Júnior, responsável por fazer o pivô para esperar seus companheiros chegarem à meta rival. Com uma defesa lenta e pesada, os botafoguenses bateram cabeça. Se não fosse o Jefférson, a equipe de Antônio Lopes teria aberto o placar.

A Estrela Solitária tinha um sistema defensivo sólido. Porém, sem Fábio Ferreira e Antônio Carlos, jogadores agéis e velozes, o esquema perdeu suas características. Além disso, eles fazem falta também no ataque. O jogo aéreo da equipe não é o mesmo sem eles. Joel até tentou consertar isso e colocou Danny Morais fazendo a função tática dos titulares nas bolas paradas, sem sucesso.

O Vitória abusou da violência. Fez tantas faltas na entrada de sua área que em uma hora a bola entrou. Marcelo Cordeiro chutou no ângulo de Viafára, com maestria.

O segundo tempo foi "pobre". O Botafogo recuou, com Fahel entrando no lugar de Jóbson. O treinador alvinegro passou a jogar com dois meias ( Renato Cajá e Edno) e um atacante ( Loco Abreu). Sua intenção foi aumentar a posse de bola do time para que essa pudesse ser cruzada para o uruguaio.

No fim, o atual campeão baiano passou a presisonar mais, algo natural quando a equipe rival decide recuar. Os rubro-negros tentaram, mas nada fizeram.


O Botafogo conquista uma vitória fundamental para a consolidação de seus objetivos, está na briga. A situação do Vitória e preocupante e com esse time, não há perspectivas de melhora.


Grande abraço

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Consciência




Na última sexta Deco e Carlos Alberto prestigiaram a escolha do samba da Unidos da Tijuca. Uma foto foi feita e a polêmica, instaurada.

Os dois jogadores se encontram no Departamento Médico de seus respectivos clubes, com lesões graves.

Até que ponto essa situação caracteriza um descompromisso com seus pagadores e torcedores, lembrando que eles estavam em sua folga?

Essa é uma discussão eterna no futebol.

Alguns dizem: "Em seu tempo livre, o boleiro tem direito a fazer o que quiser, afinal ele é um ser humano como qualquer outro".

Errado. Ele é um atleta. Um esportista usa seu corpo para ganhar seu sustento. Dessa forma, seu trabalho em manter-se saudável está diretamente ligado ao seu desempenho profissional. E nesse caso, todo dia é segunda-feira. Ou talvez o organismo escolha um dia para descansar, pode ser que alguém consiga provar isso cientificamente, quem sabe.

Uma classe especial de trabalho merece um ritmo diferenciado de vida. Afinal, para ganhar 100,200,300 mil por mês, deve-se ter algum sacrifício. Outra especificidade é a sua vida útil. Os caras se aposentam antes dos 40. Ou seja, não é nem inteligente da parte deles ter uma rotina boêmia.

Além de toda essa questão da saúde, há a imagem do clube. E eles recebem salário também por ele.

A instituição deve ser respeitada, mesmo que seus atuais administradores não sejam sérios ( situação hipotética, não é uma crítica direta à Vasco e Fluminense), há uma legião de apaixonados por trás dela.

O exemplo mais atual é o Flamengo. Bruno, Adriano e companhia fizeram a festa. O desempenho em campo era o álibi para o "bundalelê" fora dele. Pois bem, a magia acabou e a imagem do clube se arranhou eternamente. Caiu na galhofa. Escandâlos e mais escandâlos deram ao rubro-negro ares de departamento de polícia. Se valeu a pena ou não, é uma questão discutível e indefinida.

No caso mais específico do Brasil, dá-se a impressão que os jogadores estão cansados da "pegada" européia e decidem vir para cá, pois aqui poderão curtir a vida e continuar ganhando seu dinheirinho suado (?) do fim do mês.


Esportistas são especiais. Falta base e educação para que alguns possam se comportar de forma digna.


ps: Lembrando que essa foi uma discussão ampla e que apenas se aproveitou do fato da semana passada para originar um maior aprofundamento. Nenhuma crítica está ligada diretamente ao Deco e ao Carlos Alberto.


Grande abraço

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Saber aproveitar


No Engenhão, Fluminense e Botafogo deram segmento ao que (não) estão fazendo nos últimos jogos.


Com Mariano, Diguinho e Emerson de volta, Muricy armou o time mais próximo de sua formação ideal. Os jogadores são os mesmos. Já a fase, é outra. Washington completou oito partidas sem marcar.

Do outro lado, também havia uma equipe combalida. Parece que a confiança do Botafogo foi embora junto com Maicosuel. Lúcio Flávio não é mais aquele de 2006, 2007, onde era líder. Inapto, o camisa dez transformou sua frieza, antes fator determinante para vitória, em passividade.

O tricolor dominou o primeiro tempo, com alguns lances perigosos. Jeffersón teve boa atuação nos chutes do rival. Só depois dos 40 minutos o alvinegro deu o ar da graça, e quase marcou. Livre dentro da área, Loco Abreu pegou uma bola de primeira e mandou lá longe.

Na segunda etapa nada se alterou. A "cara" de 0x0 da partida ia ganhando traços.

Mariano pouco apareceu. Uma das principais armas do segundo colocado, o jogador apoiou de forma tímida. No Botafogo, Jóbson até construiu algumas jogadas, mas finalizou mal em todas.

Muricy e Joel mexeram em suas equipes, em vão. Os atletas foram trocados, mas a mentalidade em campo continuou. O treinador alvinegro até tentou fugir desse marasmo, colocando Caio no lugar de Alessandro, mas não deu certo. A revelação botafoguense só apareceu ao simular uma falta.


No fim, o Fluminense viu os três pontos de perto, porém, Antonio Carlos bloqueou o chute de Júlio Cesar, evitando o gol da vitória tricolor.


Os cariocas contam com a sorte dos tropeços de rivais. Resta saberem aproveitar essa situação da melhor forma.


Grande abraço

Ainda não acabou


No Serra Dourada, um contraste de realidades entre Atlético-GO e Vasco.


O primeiro tempo foi truncado, com nenhuma das equipes dando espaço. Renê Simões marcou os pontas do rival. Dessa forma, Felipe teve a bola dominada, mas não concluía o passe, pois Éder Luís e Zé Roberto (apagado) sempre contavam com a companhia de um marcador. O camisa seis vascaíno então viu-se obrigado a tentar outra alternativa, o chute em distância, e assim criou o lance de mais perigo da partida, até então.

Sem Elias, os goianos tiveram em Anaílson sua fonte de criação. O ex-São Caetano chegava à área adversária, mas seus companheiros, afobados demais, concluíam mal. Era perceptível o desespero e a gana dos atleticanos.

Com o 0x0 persistindo no placar, a partida ficou mais aberta na segunda etapa. O rubro-negro aumentou a pressão, seus atacantes perdiam gols incríveis, e os cariocas iam se segurando como dava, até Carlinhos ser expulso.

O cartão vermelho não só deixou a lateral esquerda desguarnecida. Ele mexeu no time todo. Como o "bacalhau" já havia colocado dois atacantes e um meia em campo, Acácio teve que improvisar. Sem sucesso, o Vasco acabou com seu lado esquerdo e ataque afetados.

A pressão do clube da casa aumentou, e como uma recompensa, após uma linda defesa de Prass, a bola caiu nos pés de Anaílson. Gol do Atlético. A partir daí os cruzmaltinos se "renderam", restava apenas esperar o fim do jogo.

Márcio anotou o segundo tento do rubro-negro, de pênalti.


A tática de PC não deu certo ontem. Acontece. Renê soube neutralizar as armas vascaínas. Deixou Felipe com a bola, e bloqueou suas opções de passe.


O Vasco faz turismo no Brasileirão. O Atlético-GO quer deixar a situação cada vez mais emocionante na parte de baixo.


Grande abraço

domingo, 17 de outubro de 2010

Valorizar riquezas


O Estádio Olímpico João Havelange, vulgo Engenhão, é uma das construções mais modernas de nosso país, de nível internacional.

Ele se compara, sim, aos projetos feitos para a Copa do Mundo, sem levar em consideração a capacidade de público, um pouco reduzida. As dependências são amplas e arejadas, com câmeras localizadas em pontos específicos do ambiente, afim de visualizar e administrar com efetividade as mais diversas situações que podem se originar em grandes aglomerações. Há também um estacionamento amplo, um espaço confortável para a imprensa e camarotes, ao contrário do Maracanã, próximos ao campo, com uma infraestrutura avançada. Porém, o sucesso técnico não corresponde ao público. E para ficar claro, a "engenharia" nada tem a ver com isso.

Os governantes falharam na criação de um ambiente necessário para qualquer espaço público. E o erro não está no fato de o estádio se localizar distante dos grandes centros da cidade. Na Europa e também na África do Sul ( o Soccer City é um exemplo), diversos de seus "templos" são construídos em áreas periféricas. A diferença é que lá existe todo um estudo urbanista capaz de estimular a visitação das obras.

Aqui, o transporte público é falho. Só há, praticamente, o trem. E são nos "trilhos" que as torcidas rivais se degladiam ( isso é senso comum), afetando diretamente outro aspecto, a segurança. Alguém pode dizer: "Mas e os táxis?". Bom, se o espectador não tiver problemas com extorsão, sim, essa pode ser uma boa saída.

As ruas são diminutas, as pessoas se espremem e são jogadas para fora da calçada, obrigadas a lutar com os carros por um espaço. A iluminação é precária, facilitando uma série de distúrbios comuns à cidade.

Enfim, qualquer critica ao Engenhão deve ser melhor analisada. O estádio é excelente. Moderno e seguro, amplo e arejado. Sem qualquer exagero, é de nível internacional.

Resta ao poder público resolver os problemas criados por ele próprio. Que aprenda a valorizar nossas riquezas, nossas qualidades.


Grande abraço

Vontade


No Engenhão, o Flamengo lavou a alma contra o Internacional.


Os gaúchos começaram ditando o ritmo do jogo, com um amplo domínio no meio campo e na defesa. O 451 de Celso Roth é inteligente, pois deixa sua equipe com mais jogadores em dois setores do campo que impossibilitam o trabalho com calma do adversário. Tinga é coração da equipe, a bola sempre passa pelo seus pés. O volante "cai" por todos os lados, e privilegiado pelo esquema, tem sempre um companheiro próximo a si, para construir tabelas e outros lances de efeito. Apesar do controle, o colorado não conseguia chegar à área dos flamenguistas.

O rubro-negro se assustou com a pressão do rival. Errou inúmeros passes, além de não conseguir criar jogadas ofensivas. Era lançamento longo e Diego Maurício que se virasse contra dois, três defensores rivais. Até Juan se apresentar, foi assim. O lateral apareceu e o Flamengo concentrou todas suas jogadas pela esquerda, e deu certo. Em um de seus cruzamentos, Deivid sofreu um penâlti, revertido pelo próprio.

É interessante ver como a saída de Silas mexeu com os atletas. A movimentação e a vontade deles aumentou consideravelmente. Estranho como um time consegue mudar de uma hora para a outra. A mesma situação com o Atlético-MG. Com um treinador novo devem chegar jogadores "novos", talvez seja isso.

Na segunda etapa, com dois gols atrás no placar (Renato marcou o segundo gol de falta, um golaço), o Inter, claramente, largou a partida de mão. O atual campeão da Libertadores decidiu se poupar, já que no fim do ano vai participar do Mundial, e propiciou o aumento do controle carioca. Celso Roth decidiu apostar na equipe até os 25min, quando tirou D'Alessandro, Alecsandro e Tinga, ao mesmo tempo. Aí ele confirmou a despedida do Internacional da luta pelo título.

Deivid marcou o terceiro gol e Renan defendeu o que seria o 4x0, em um chute potente de Kleberson. O Hexacampeão manteve-se sereno até o fim da partida. O rival não ameaçava.

Luxemburgo retorna em bom estilo, junto com o Flamengo. O Internacional confirma suas prioridades e será um mero turista até o término do campeonato.


Grande abraço

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Versatilidade


Em São Januário, Vasco e Corinthians protagonizaram um jogo de estudo, por uma parte, e de desespero, por outra.

O "bacalhau" começou a partida indo pra cima, mas sem pressa. PC Gusmão armou uma equipe muito fria e calculista, bem orquestrada. Éder Luis, Zé Roberto e Felipe cumprem funções opostas, bem efetivas. O Vasco é versátil. Essa é a palavra.

Os cariocas armaram todas as suas jogadas pela esquerda, fizeram a festa por ali. Os atacantes vascaínos são muito velozes, sabem se movimentar e estão sempre bem colocados. Felipe é o responsável por ditar o ritmo, dar uma cadência ao time. Esse contraste entre seus atletas possibilita um "leque" extenso de táticas, que permitem ao técnico trabalhar de acordo com o momento vivido na partida.

Zé Roberto e Éder Luis mataram o jogo logo no início, deixando o Vasco com dois gols de vantagem no placar.

O Corinthians se descaracterizou. Com esses jogadores, não será campeão. Os paulistas possuem um meio campo leve, com uma defesa lenta. Aí, a conta não fecha. Para se ter essa formação, é preciso que o ataque seja mortífero, como aquele Botafogo do Cuca. Parece que essa realidade foje ao padrão atual dos corinthianos, pelo menos nos últimos jogos.

O segundo tempo começou com o terceiro colocado tentando construir uma pressão, em vão. PC fechou o Vasco de uma maneira em que todos cruzmaltinos se posicionacem próximos uns aos outros, facilitando assim uma marcação intensa e a saída de bola rápida no contra ataque. Nessa organização, o clube de Ronaldo era obrigado a sair para o jogo com seus zagueiros, dificultando assim a organização ofensiva.

Com poucas emoções até o fim da partida, o 2x0 foi matindo sem maiores ameaças.

O Vasco entra numa fase decisiva para a consolidação de suas pretensões. É agora ou nunca. O Corinthians degringóla, mas está longe de dar adeus ao título, pelo contrário.


Grande abraço

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Valores




Flamengo e Atlético-GO protagonizaram um jogo de propostas diferentes. Um quis jogar com a bola, o outro, sem.






O clube carioca manteve o domínio da partida desde o início. A questão é que seus jogadores não obtiveram sucesso em furar o bloqueio imposto por Renê Simões. Com oito atletas atrás da linha da bola, Juan, Léo Moura, Kleberson e a novidade, Correa, deveriam ter jogado mais "abertos".




Luxemburgo trocou Correa e Willians de lugar. Antes, mais fixo na cabeça da área, o camisa sete ganhou mais liberdade. O oposto aconteceu com o maior ladrão de bolas do último campeonato.




No início da partida Diogo se contundiu, com Diego Maurício entrando em seu lugar. Com menos "grife", a revelação rubro-negra foi bem mais efetiva. Sua movimentação conseguiu surpreender a defesa goianiense, mas ele precisava de mais um companheiro para trabalhar as jogadas. Depois de muitos anos e eternas promessas, parece que o Flamengo conseguiu revelar um bom atacante.




No segundo tempo, Luxemburgo sacou o inapto Klebérson ( a cada jogo brilhante, ele fica dez sem dar o ar da graça em campo) e pôs Marquinhos. O hexacampeão brasileiro aumentou a pressão, mas continuou enfrentando problemas para furar o bloqueio do Atlético-GO.




Já no fim da partida, Val Baiano trouxe tranquilidade aos flamenguistas. Em um cruzamento de Marquinhos, cabeçeou com destreza para o gol de Márcio. Lavou várias almas, incluindo a própria.




Em desvantagem no placar, os goianos saíram em busca do empate, nada tinham a perder. A equipe da Gávea se acuou e cometeu uma série de faltas na entrada de sua área. Passou por sustos e quase levou o empate. Seu treinador ia à loucura com a displicência de Juan. Diego Maurício, como um prêmio, marcou o segundo gol em lance individual e minou as chances de reação do seu rival.








O Atlético-GO sabe que já não dá mais. Sem Elias, o time perdeu sua principal arma. O Flamengo, respira aos poucos, mas está longe da salvação.








Grande abraço

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Semelhanças


Atlético-PR e Vasco protagonizaram uma partida nada emocionante.



Os dois times são planejados para destruírem jogadas, ao invés de construí-las, pelo menos quando estão sem suas mais efetivas armas de ataque.


Éder Luis e Zé Roberto não vão salvar os cariocas em todo jogo. O camisa dez cruzmaltino se posicionou no meio campo e até tentou fazer algo, mas ali ele pouco funciona. O ideal é que fique próximo à área.


No outro lado, uma andorinha só não fez verão. Paulo Baier não tem pique para jogar com a velocidade de antes. Seu cerébro pensa, funciona, e bem, mas seu corpo deixa de obedecer. Na verdade, ele está parecendo mais um Kicker ( atleta do futebol-americano responsável pelas bolas paradas).


Os estrangeiros não substituíram Guerron e Branquinho à altura. Os paranaenses buscavam sempre as jogadas pelas laterais, com Nieto ou seus zagueiros de referências na meta adversária. Levaram perigo, mas em todos os lances cometeram pequenos erros que impossibilitaram o gol.


O Vasco concentrou seu jogo em Fágner, Zé Roberto e Éder Luis. Seus lances individuais foram poucos eficientes e assim, os cariocas diminuíram seu desempenho.


O segundo tempo foi o retrato do primeiro, apenas com o aumento da incidência de lances perigosos, algo normal no futebol. Quanto mais próximo o fim de uma partida, menos a equipe em desvantagem respeita sua organização inicial, se lançando de qualquer forma ao ataque.



O Atlético-PR vai ficar nessa mesmo, eles jogam para defesa. Perceba: mesmo com suas melhores armas ofensivas, o rubro-negro faz poucos gols. O Vasco pode evoluir, depende dos jogadores.




Grande abraço