quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Perdas


Corinthians e Botafogo disputaram, ontem, uma partida de muita transpiração.


A primeira etapa começou com os paulistas indo pra cima. Os laterais avançavam ao mesmo tempo e junto com os meias e atacantes, faziam o time de Ronaldo atacar em bloco. O sexto colocado, acuado, não tinha meios para sair dessa pressão. E de tanto insistir, Bruno Cesar marcou. Roberto Carlos cruzou e o dez corintiano recebeu livre, com toda a calma do mundo para decidir o que iria fazer.


Após o primeiro gol, a equipe de Adilson Batista recuou. O Botafogo teve mais liberdade para pensar e criar as jogadas. De tanto persistir, Loco Abreu igualou o placar. Os atletas alvinegros estão se esforçando, é bonito ver a dedicação aos jogos. A questão é que o atual campeão carioca passa por uma fase terrível, onde nada parece dar certo.


É errado criticar essa atual tática da equipe de Joel de bolas cruzadas. Não há outra opção. Sem Maicosuel e Jóbson, o time fica limitado. Não adianta, eles estão fazendo o que podem e não devem ser execrados por isso. Lúcio Flávio até aparece em determinados momentos, mas seu perfil não permite aos botafoguenses explorar tantas jogadas técnicas e táticas como todos gostariam.


No segundo tempo, o Corinthians voltou com tudo. A necessidade da vitória acelerou o time, que também se viu afobado em diversos lances. O Botafogo se fechou totalmente e virou um jogo de Ataque x Defesa.


Adilson chegou a jogar "sem" uma lateral, já que os alvinegros não conseguiam passar do meio campo. Elias foi adiantado, até Thiago Heleno. Enfim, literalmente, todos atacaram.


A equipe carioca foi mais feliz e teve oportunidade até de virar a partida, mas faltou simplicidade ao Caio. É preciso ter paciência com o garoto. Ele passou por uma fase de exaltação e é inevitável que isso não o tenha afetado. O Brasileirão em relação ao Carioca, é mais difícil. Parece que essa ficha ainda não caiu para a revelação. Com trabalho e cuidado ao lidar com o atleta, mais cedo ou mais tarde ele vai se conscientizar.



O Corinthians perdeu uma bela oportunidade de liderar, mas isso não o deixa longe da briga. O Botafogo joga com uma garra impressionante, dá a vida. A questão é que isso é pouco para levar o time a aspirar objetivos maiores.



ps: o blog voltará à rotina normal nesse fim de semana.





Grande abraço

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Indo como pode


Botafogo e Atlético-PR protagonizaram uma partida de reviravoltas.



Na primeira etapa, só deu o alvinegro. O atual campeão carioca construíu um toque de bola envolvente, e por todos os lados do campo. Túlio Souza, Marcelo Cordeiro, Jobson, Edno e Alessandro chegavam com facilidade à área do adversário. Lúcio Flavio foi excessão. O meia só apareceu em bolas paradas. Deve estar sem ritmo.


O primeiro gol saiu naturalmente. Em uma bela jogada pela direita, Túlio Souza conseguiu entrar na defesa atleticana e passou a bola para Jobson que tocou para Edno. O atacante deu um chute forte e meteu a bola nas malhas.


Em vantagem no placar, Joel recuou o time e deu mais liberdade aos rubro-negros. A questão é que Carpegiani veio ao Rio para buscar o empate. Sendo mais objetivo, sua equipe em campo não tinha capacidade de ataque. Os jogadores ficavam distantes uns dos outros, além de muito isolados. Por isso o Atlético so levou perigo em um chute à distância.


No segundo tempo a história mudou. Sem nada a perder, o técnico adversário tirou um volante e colocou Paulo Baier na equipe. Deixou o experiente jogador no meio e abriu o time com Branquinho na esquerda e Guerrón pela direita.


O Botafogo ficou sem "ar". A "Estrela Solitária" ia sendo encurralada aos poucos. Com um time muito veloz de seu rival, a bola batia e voltava. Em um segundo tempo inspirado, Branquinho perdeu inúmeros gols. Desde o último jogo que eu vi do Atlético-PR, a equipe melhorou muito. Tem potencial até para buscar vitórias em jogos como visitante.



Nos acréscimos, em uma perda de bola alvinegra em seu campo de ataque, o sétimo colocado robou a bola e tocou para Guerrón que com velocidade, marcou o merecido gol de empate dos rubro-negros.





O Atlético pode ser o fiel da balança na disputa pelo título. O Botafogo começa a dar adeus aos seus objetivos.




ps: Gostaria de me desculpar com os leitores pela demora da publicação dos textos sobre os jogos do final de semana. O problema é decorrente de falhas da empresa de Internet via banda larga. Farei o possível para que possa estar em dia com as partidas enquanto essa questão perdurar.




Grande abraço

Marcar e lutar


Vitória e Fluminense fizeram no Barradão uma partida sofrida. Não no sentido de emocionante, mas no de ser ruim de se ver.



O primeiro tempo foi fraco. O vice campeão da Copa do Brasil construía suas jogadas pelo seu lado direito, e até obteve algum sucesso por ali. Leandro Euzébio estava em uma péssima tarde. Os baianos levavam perigo em cruzamentos e bolas lançadas à área. Elkesson e Schwenk quase marcaram. O meia rubro-negro jogou com liberdade e deu belos passes.


O Fluminense não conseguia se encontrar em mal passou do meio campo.


Na segunda etapa a história mudou. O tricolor passou a marcar sua lateral esquerda e Conca e Deco recuaram para fazer a saída de bola. Deco está sendo sacrificado por esse esquema do treinador. Ele joga muito perto de sua defesa, quando deveria jogar perto do ataque. Sua função, basicamente, é sair com a bola limpa para passá-la para Conca. A torcida deveria prestar atenção nisso.


Com Muricy fechando a marcação em cima do Vitória, a equipe foi pra cima. Com Mariano e Conca, o tricolor encurralou os baianos aos poucos. Rodriguinho começou a aparecer também. Ele sofre muitas faltas. Seu jogo de drible encaixou e está favorecendo o Fluminense nas últimas rodadas.Em um lance seu originou-se o primeiro gol do encontro.


Em vantagem no placar, o clube carioca recuou. O Vitória conseguiu uma falta em frente à área e pela terceira vez em três jogos, Rafael tomou o gol.


O empate não favorecia o atual primeiro colocado do brasileirão. Por isso, Muricy foi pra cima e devido a força de seu time, conseguiu a virada. No segundo tempo, com Conca mais atuante, o Fluminense teve seu desafogo.


O Vitória ficou sem opções. Com seu flanco direito marcado, Elkesson sumido, restou jogar pelo meio e pela esquerda. Só que pela parte central havia quase o time todo do adversário e na esquerda tinha Egídio, que se acha o maior jogador do mundo. É impressionante o quanto "fominha" ele é.



O Vitória tropeça, mas deve continuar pontuando até o fim do campeonato. O tricolor volta a briga e com a volta de seus desfalques, se torna ainda mais avassalador.



Grande abraço

sábado, 25 de setembro de 2010

Apatia


No Engenhão, Flamengo e Palmeiras protagonizaram um jogo, teoricamente.



O início foi morno. Os dois times usavam só um lado do campo, a lateral direita rubro-negra, esquerda palmeirense. Os paulistas buscavam sempre Valdívia. O chileno ditou o ritmo da equipe alviverde.


O Flamengo não esteve em campo. Apáticos, os jogadores foram burocráticos . É difícil destacar um nome rubro-negro, ninguém apareceu. O time parece jogar sem organização, dá a impressão que cada atleta pega a bola e tenta levá-la até onde der...


Felipão armou sua equipe baseada na marcação. A tática é encurtar os espaços. Quando um flamenguista pegava a bola, era cercado, tendo suas possibilidades de passe reduzidas. O "porco" matou o jogo em contra ataques. Era sempre a mesma jogada : passe longo e um atacante passando nas costas de um defensor rubro-negro. Kléber deitou e rolou em cima de David.



No segundo tempo, o atual campeão brasileiro tentou dar um gás, em vão. Sem objetividade, os rubro-negros não conseguiam passar pela defesa palmeirense. Era todo mundo lá atrás com Kléber isolado na frente. Já dá para começar a questionar Diogo e Devid. O primeiro ainda nem fez gol e o segundo pouco aparece na partida. Eles devem fazer valer o salário que lhes é pago.



Já nos últimos momentos, Kléber recebeu a bola em um contra ataque, e incrivelmente conseguiu prendê-la, sem ser importunado, até que seus companheiros pudessem chegar à área rubro-negra. Deu certo e Lincoln fez o terceiro gol.


O Flamengo precisa tomar um choque de 220v. O Palmeiras, com seu jogo de poucos riscos, vai conseguir pouca coisa.




Grande abraço

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A luta por objetivos


Fluminense e Atlético-MG protagonizaram uma partida sem surpresas.



Os cariocas começaram indo em busca do gol, sem dar espaço ao adversário. O resultado dessa pressão, como quase em todos seus jogos, foi a abertura do placar. Depois de marcar, o tricolor recuou e ofereceu seu campo aos mineiros, que com mais liberdade, construíram algumas jogadas de ataque.



O Atlético conseguiu empatar, mas não resistiu à força do time de Muricy. Vamos analisar a equipe mineira:


Luxemburgo armou um elenco leve, com uma mentalidade contrária a de 90% dos clubes brasileiros, preocupando-se mais com o ataque. Para essa tática ser efetiva, é necessário que os atletas ofensivos estejam em boa fase ou sejam capazes de realizar boas jogadas.


Essa é a questão. O Atlético tem nomes renomados, mas não consegue encaixar. Tardelli é nulo em campo. Tenta uma e outra jogada individual, a maioria sem objetividade e sucesso. Diego Souza parece estar à passeio. Só aparece em campo em lances de falta e de bolas perdidas. É complicado, Luxa é inteligente e fã do futebol ofensivo, assim como deve ser o esporte. Ele não é culpado pelas contusões ocorridas e pelo "desencontro" entre seus comandados. Os jogadores parecem estar displicentes em campo, frios. Obina é a excessão. Símbolo de garra, dá todo seu suor em prol da vitória.



Na saída do primeiro tempo, em entrevista à repórter Janaina Xavier, Daniel Carvalho disse a seguinte frase: " O segundo gol saiu de uma falha individual, mas coletiva". A partir daí é perceptível a falta de entrosamento do time. Claramente ele reclamou do sistema defensivo e tentou consertar depois, sem sucesso. O ataque e a defesa vivem uma "Guerra Fria". Não é a primeira vez que à acusações de um lado ou de outro. Assim fica difícil haver um bom desempenho.



Com todos esses fatores, ficou difícil para o alvinegro não ser engolido. O Fluminense fez um segundo tempo avassalador. Quando os cariocas jogam no ataque, são fulminantes. Muricy devia postar a equipe sempre dessa forma, assim evitaria sustos e vexames.



O tricolor fez um 5x1 com sobras. Seu treinador enfrentou um Atlético com problemas, vamos esperar os próximos jogos, sem Mariano, para ver se o ex-líder voltou a boa fase.



Luxemburgo foi demitido. O Galo vai para sua última cartada.




Grande abraço

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Jogo frio


Grêmio e Flamengo protagonizaram, ontem, uma partida de erros decisivos.



O jogo começou com o time gaúcho indo pra cima, mas sem variações. O tricolor depende 100% de Jonas e Douglas. Todos os lances de perigo saem de seus pés. Isso é um risco. Dois atletas não podem resumir toda uma equipe. É nítido a falta de opções táticas na equipe de Renato Gaúcho. Os laterais e os volantes ficam presos e enquanto Souza estiver se readaptando, o Grêmio vai continuar apresentando dificuldades em sua movimentação.



O Flamengo baseou-se no contra-ataque. Na primeira etapa construiu suas oportunidades pelo lado direito. Na segunda, foi o inverso. Para que os cariocas tenham um bom desempenho, é imprescídivel a participação de Léo Moura. É o jogador mais ameaçador do time e deveria ganhar mais liberdade do treinador, um esquema especial para que a principal arma rubro-negra não deva marcar.



Em um jogo que os quatro gols se originaram de falhas adversárias, não há muito o que se analisar.


Douglas contou com a colaboração de Ronaldo Angelim. Klebérson se aproveitou de uma falha de marcação, assim como Jonas. Pet teve a ajuda do campo, que tirou Victor da jogada.



O Grêmio aos poucos se salva do perigo do rebaixamento. O Flamengo, idem.



Grande abraço

Falta de sorte


Ontem, no Engenhão, Vasco e Botafogo fizeram um clássico de muita emoção e pouca técnica.

O time cruzmaltino começou dominando o jogo. E assim foi por todo o primeiro tempo. A "estrela solitária" assistia seu adversário jogar, mal conseguia pegar na bola e quando tinha oportunidades, não criava.



O Vasco mais uma vez marcou a saída do rival, evitando que ele chegasse à sua área. A equipe de PC Gusmão não construía jogadas. Todas foram orginadas de seu estilo de marcação, resultando em lances perigosos. É interessante ver como o time de São Januário sabe jogar dentro de suas limitações. Aliás, dessa forma saiu o primeiro gol da partida. Zé Roberto, num lance em que foi reclamada falta, roubou a bola de Antonio Carlos ( No time de PC todos marcam, começando pelos atacantes) e originou o tento de Ramon.



O Botafogo ficou restrito aos piques de Somália pela esquerda e aos roupantes criativos de Renato Cajá, que pouco se fizeram presentes. Joel está sem opções. Uma nuvem de azar paira sobre General Severiano. A equipe de ontem é praticamente a mesma que jogou o estadual, há de se notar. Faltou só Lúcio Flávio. Nesse momento o clube precisa mostrar sua força, dizer a que veio.



É possível que o péssimo estado do gramado do Engenhão seja responsável por essa incidência de lesões? É costumeiro ver os jogadores predendo o pé na grama, caindo de mal jeito...



No segundo tempo as duas equipes mudaram seu estilo. No Vasco entrou Carlos Alberto e depois Felipe. Os dois atletas construíram um jogo cadenciado e muito técnico, criando chances incríveis que foram disperdiçadas. O Botafogo passou a jogar com o coração. Herrera mais uma vez perdeu a cabeça e foi expulso. Já está na hora dele ter seu comportamento repreendido. Não é a primeira vez que deixa seu time na mão.


No fim, Titi igualou a bobagem do argentino e cometeu um penâlti infantil


PC não deve ser responsabilizado por essa série de empates. Qual a sua culpa se seu atacante perde um gol na cara ou se seu zagueiro comente penalidade máxima no encerramento da partida?



O Botafogo jogou com garra. É hora de o alvinegro mostrar toda sua força. Em seu próximo encontro Joel não poderá contar com Marcelo Mattos, Marcelo Cordeiro, Herrera, Antônio Carlos, Maicosuel, Loco Abreu...A situação é delicada. Dependendo da maneira de como sair dela, o atual campeão carioca se torna candidato de vez à Libertadores ou diz adeus ao seu objetivo.





Grande abraço

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Bola de neve


Dorival Júnior foi demitido ontem à noite do Santos, sob a alegação de insubordinação. A diretoria alega que o técnico não respeitou o acordo de um jogo feito sobre a suspensão de Neymar.



Vamos analisar o caso, começando pelo camisa onze.


Pode-se dizer que o prodígio saiu dessa vencedor, mas não fortalecido. Neymar ganhou a "queda de braço", viu sua força. Entretanto, a classe provavelmente perdeu o respeito por ele. É só ir em sites de relacionamentos ou ver o que seus companheiros de profissão dizem.


Segunda, no programa Band Mania, Denilson afirmou que o "peixe" vai chamar a Supernanny ( programa do SBT dedicado à educação de bebês) para administrar a situação. Esse fato vai ficar carimbado eternamente no currículo da revelação brasileira.


O Santos, independente do alegado, também teve sua imagem manchada. Deixou um jogador ser maior que o clube. Internamente, há um barril de polvóra. É real a chance do grupo rachar. A diretoria deveria ter dado um maior respaldo ao Dorival Júnior. Era o esperado. O desrespeito a hierarquia é algo abominado em nossa sociedade.


A instituição conduziu essa situação de forma equivocada. Para ela houve perda de confiança no técnico. E no jogador? Essa mesma justificativa não lhe cabe? Pois se um atleta decide fazer no jogo o que lhe dá na cabeça, colocando seus interesses acima dos da equipe e do clube, fica evidente uma quebra na parceria.


Dorival Júnior se fortaleceu. Mesmo sendo acusado, segundo o Santos, de ter desrespeitado o acordo, teve sua imagem consolidada. Por suas atitudes, viu-se que a questão do respeito é algo fundamental, suprimindo fatores financeiros e técnicos. O treinador abriu mão de sua multa contratual, além de ter abdicado da disputa da Libertadores, torneiro mais almejado pelos clubes brasileiros.




Santos e Neymar agora devem ter uma relação muito delicada. Se o jogador apresentar mais uma falha comportamental, vai ficar feio para os dois. A primeira sequela deve aparecer amanhã, sem o nome do atleta na convocação para a seleção brasileira.


Já Dorival, sai bem e com grandes chances de assumir um clube grande.




Grande abraço


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Magnífico


Um clássico com todos os ingredientes. Assim foi esse Fla x Flu.



Muricy armou o Fluminense no 352, enquanto Silas organizou seu time no 442.


O tricolor começou com a sua já famosa "blitz", e deu certo. Mariano teve total libertade pelo lado direito. Rodrigo Alvim está em péssimo estado, talvez seja melhor colocar Jorbison ou improvisar outro jogador em sua posição. No meio, Fernando Bob e Diogo destribuiam a bola com tranquilidade. Nessa altura, o Flamengo estava encurralado. O resultado dessa pressão, como em todo jogo do Fluminense, foi o gol.


Aí a partida mudou. Após sair à frente do placar, o segundo colocado do Brasileirão diminuiu o ritmo. O rubro-negro passou a atacar mais, tendo algumas oportunidades. O time continua sem saber o que fazer com a bola. Há uma dificuldade imensa em entrar na área do adversário. O posicionamento do atual campeão brasileiro é estranho. A dupla de ataque passa a maior parte do jogo no meio campo, próxima ao círculo central. A saída de bola da equipe é boa, não há necessidade disso.


Com o Fluminense diminuindo seu ritmo, a disputa ficou mais corrida. Explico : o tricolor deixou o rival ir à seu campo, como uma armadilha. Com o time do Flamengo indo em busca do gol, surgiram contra-ataques capazes de causar ataques do coração em qualquer um. Então, o jogo ficou lá e cá.


Numa falha de Gum, Deivid empatou para o rubro-negro. Depois desse momento, a partida ficou mais brigada e emocionante. O empate era ruim para os dois cariocas. Eles queriam ter a posse da bola ao invés de esperar e se aproveitar de um erro do adversário. O Flamengo fez o segundo gol em uma jogada depretenciosa. Em um lançamento do campo de defesa, Renato recebeu a bola e cruzou para a área tricolor. Leandro Euzébio jogou para escanteio, para previnir. Na cobrança, a bola foi desviada e sobrou para David, livre, marcar.


O segundo tempo começou com uma mudança. Muricy tirou André Luis por Marquinhos. Alterou o esquema para o 442, com Marquinhos funcionando como meia e Mariano voltando a ter obrigações defensivas. O jogo ficou mais aberto ainda e o Fluminense conseguiu empatar. Numa bela jogada trabalhada, Rodriguinho recebeu a bola "limpa". Deu um belo drible em David e marcou.


Logo após o Flamengo fez um gol de falta com Renato, deixando a partida mais tensa. O Flamengo passou a segurar o resultado, enquanto o tricolor ia desesperado na busca pelo terceiro gol. O time das Laranjeiras desistiu de marcar, passou a jogar no emocional. Seu rival ficou "sufocado". Surgiram oportunidades de contra-ataque para o time de Zico, mas eles não conseguiram matar o jogo. O Fluminense conseguiu empatar e o jogo ficou aberto até o último minuto.



É interessante ver como Conca some em partidas decisivas. Ano passado, na luta pelo rebaixamento, ele também teve dificuldades. Só conseguiu aparecer quando Fred voltou de contusão.





Fla x Flu sensacional. Um jogo maior que o campeonato em si.




Grande abraço

Experiência


Internacional e Vasco fizeram, ontem, um jogo de dois tempos distintos.


Logo no início da partida já pode-se perceber que os gaúchos não teriam a liberdade costumeira de quando estão no Beira-Rio.


O Vasco marcou a saída de bola colorada, no campo deles. PC colocou sempre dois vascaínos para irem no adversário, assim faziam pressão sobre o jogador do Internacional, que não tinha tempo para dominar a pelota e acabava tentando o drible ou o passe longo, errando na maioria das vezes.


O time carioca jogou dessa forma o primeiro tempo inteiro, e deu certo. Levou mais perigo. O que o prejudicou foi a sua movimentação. Era comum ver um cruzmaltino sempre tentando as jogadas em velocidade, com cruzamentos ou finalizações. Os jogadores do Vasco localizaram-se muito distantes uns dos outros, o que dificultou qualquer armação e facilitou a marcação de Celso Roth.

O Internacional se comporta de maneira oposta. Sempre trabalha a bola, com paciência e calma. Eles não se afobam.


O segundo tempo começou diferente. Quem fez marcação pressão foram os atuais campeões da América. Quando um vascaíno tinha a bola, iam logo três do Inter em cima dele.


Por isso o bicampeão da Libertadores alcançou o sucesso que teve esse ano. O time marca bem e sabe organizar o jogo. É experiente e muito tático.


No fim, PC buscou a vitória tirando um zagueiro (Fernando) para colocar um meia ( Jefferson Silva), ousadia louvada, mas no caso de ontem, ineficaz. O técnico cruzmaltino foi bem, entendeu o jogo do colorado e conseguiu deixá-los acuados. Apesar disso, a força dos gaúchos se sobrepôs à inteligência do treinador carioca.




O Internacional tem time para ser campeão brasileiro. O Vasco necessita da volta de seus craques para poder retornar à seu bom desempenho.




Grande abraço

sábado, 18 de setembro de 2010

Briga boa


Botafogo e Cruzeiro fizeram um jogo eletrizante, bom de se ver.



Os cariocas aderiram ao 352, um esquema mais defensivo. Renato Cajá foi o único meia, com Maicosuel sendo adiantado ao ataque. Joel foi preciosista demais, deveria ter colocado Edno no lugar de Fahel, assim a equipe teria um maior poder ofensivo.


Cuca armou os mineiros no 442, com dois meias. Claramente mostra-se uma preocupação com a vitória. Além do que eles defendem da melhor maneira, atacando e encurralando o adversário.


A partida começou com o alvinegro armando uma "blitz" e achando o primeiro gol. Depois disso, só deu Cruzeiro. O Botafogo marcou e decidiu recuar, erro grave, principalmente em relação as equipes de Cuca. A raposa passou a atacar em bloco.
Jonathan,Montillo,Roger,Diego Renan,Thiago Ribeiro e Farías. Não há quem aguente, mas ao fazer isso os "estrelados" deram seu campo para os cariocas. Joel jogava só no contra-ataque e sempre com bola no Loco Abreu, para que ele fizesse o pivô e possibilitasse a chegada de seu time ao campo do oponente. E assim surgiram ótimas oportunidades.
No fim da primeira etapa, Danny Morais se machucou. Caio entrou em seu lugar. O Botafogo saiu do 352, mas a revelação carioca foi sacrificada. Ficou nítida a sua obrigação com a marcação. Tragédia anunciada...


No segundo tempo o Cruzeiro voltou pressionando mais ainda, com muita velocidade. Montillo fazia partida belíssima. A presença do argentino e de Roger facilitaram as jogadas em velocidade, devido aos seus passes longos bem sucessidos. Caio, responsável por "cobrir" as costas de Alessandro, deixava Diego Renan livre para fazer o que bem quissesse. Jogando dessa forma, o Cruzeiro conseguiu virar. E infelizmente, depois do segundo gol, passeu a segurar o resultado. Aí a partir disso o Botafogo tomou as rédeas da disputa, foi pra cima e achou um penâlti, empatando. Emocionante.




Como no post "Pai Ferreira de Iemanjá", reitero que o Cruzeiro vai longe, podendo ultrapassar o Fluminense. O Botafogo deve ficar no bloco da frente, devido ao bom time e a falta de adversários à altura.




Grande abraço

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Realidades iguais, futuros opostos


Prudente e Flamengo protagonizaram, ontem, uma partida tensa.


Os dois times começaram se estudando. Os cariocas atacavam pelas laterais,principalmente pela esquerda, devido a presença de Renato. Sempre construíndo a mesma jogada, à pedido de Silas.


Rodrigo Alvim estava mal. Errou praticamente tudo que tentou. A falta de ritmo e de entrosamento com a equipe colaboraram para seu fraco desempenho.


O rubro-negro não sabe atacar. Deivid e Diogo jogam no meio campo praticamente. Ninguém chega à área. Assim, o atual campeão brasileiro era obrigado a ir com a bola até a defesa do ex-Barueri, facilitando o desarme dos paulistas. Eles colocavam no mínimo quatro jogadores em frente da bola, dificultando o chute ou o passe. Se os atacantes flamenguistas se localizassem perto do gol, haveria a possibilidade da construção de tabelas ou passes longos.


O Prudente é uma equipe sem esquema. Todos na defesa, e se der, atacam. Seus meias são fracos. Dá pra ver que eles não tem muita técnica. Buscam resolver o jogo driblando o time inteiro adversário. Basicamente, tentam sempre a jogada individual e cruzamentos. Dá pouco certo.


No segundo tempo, os paulistas se seguraram ainda mais na defesa, pois estavam em vantagem no placar. O Flamengo, como em todos os jogos, tinha maior domínio da bola, mas não sabia o que fazer com ela.

Os jogadores estão discutindo muito. Na gana de fazer o gol, se atrapalham. Típico de um time desorganizado. A equipe deve ficar mais calma. Do jeito atual, ao não terem paciência para dominar a bola e trabalhar as jogadas, sua técnica deixa de fazer a diferença e eles passam a se equiparar aos clubes mais fracos. É interessante ver isso em jogadores tão experientes.


No fim o esforço foi recompensando e Toró fez o gol da virada.

O Prudente deve cair, não tem jeito, faltam bons jogadores. O Flamengo, quando tiver mais tempo para treinar, vai subir.


Grande abraço

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Fatos


Andrade, atual treinador campeão brasileiro, veio à público expor seu drama.


Segundo o ex-flamenguista, faltam oportunidades de emprego, algo inexplicável pelo que foi conquistado em 2009. Ele se coloca como profissional altamente qualificado e injustiçado, pleiteando um lugar ao sol e questionando a administração da presidente Patrícia Amorim.

Chegou a ser usado um argumento racista para seu desemprego. Sinceramente, não há fundamentos. É mais um ato desesperado, com pouca ou nenhuma influência racional.


Vamos analisar sua real importância e qualificação como técnico.

Ano passado não foi a primeira vez em que Andrade assumiu o time. As experiências anteriores, foram mal-sucessidas. Ele mal conseguiu vencer, colecionando uma série de derrotas e empates. É bom deixar claro também que ele nunca teve em suas mãos uma equipe tão qualificada quanto à de Adriano e Petkovic.

Sobre o último ano. Qual a sua parcela na conquista do título? É muito claro que ele se aproveitou do elenco que tinha, sem inventar muito. O que é um mérito, pois a maioria dos técnicos gosta de dar uma de "professor pardal", deixando seus egos se elevarem aos objetivos do clube. Resumindo: quanto menos um técnico interfere no time, melhor. Ou seja, treinador possui uma importancia pequena na vitoria.

Andrade foi esperto e inteligente ao ouvir Bruno, Pet e Adriano, deixou o time fluir e se consagrou.

No início do ano, se mostrou despreparado. Negociou de forma infantil e egoísta com o Flamengo, desejando um salário alto para sua experiência. Aí já deu pra perceber que seu ego foi lá em cima com o título.

Renovou e começou o carioca sem saber lidar com as questões técnicas e administrativas do time. Virou bagunça e ele foi demitdo. Lembrando que em sua demissão Andrade resolveu se unir ao até então desafeto Marcos Braz, com quem trocou farpas durante as negociações para a renovação. Mais uma demonstração de uma atitude pouco madura e mal assessorada.

Ele recebeu proposta do Atlético-GO. Não aceitou. Com o Ipatinga, mais recentemente, agiu da mesma forma. O salário foi o entrave.


O que ocorre trata-se de uma questão de ego, independe da falta oportunidades. Elas aparecem, são escassas, algo comum dentro da competitividade do mercado de trabalho. Ele as recusa, pois acredita estar num nível acima. Times pequenos não atendem às suas expectativas. Então, paciência...

Essa parte do orgulho, unida a grande identificação com o rubro-negro, só o prejudica.



Grande abraço

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Três mais três igual a zero


Palmeiras e Vasco protagonizaram uma partida de muitas falhas e pouca criação.



Felipão e PC armaram seus times com três atacantes, proporcionando um alto índice de jogadas pelos lados, com os pontas. O Vasco trabalhou melhor pela direita, com Fágner no apoio à Zé Roberto. O Palmeiras também foi pelo mesmo lado, com Vitor e Ewerthon. Em duas equipes com esquemas muito semelhantes, percebemos uma diferença em relação às laterais. Os paulistas jogaram com uma defesa fixa, sem essa posição. Já os cariocas trabalharam com os seus, apesar de Jumar ter funcionado como um zagueiro quase o tempo todo.



A questão é que a tática de cada clube ficou óbvia, foi fácil marcar.


Para os jogadores palestrinos, era necessário marcar Fágner. Assim mataria a ofensividade do "bacalhau". Deu certo. Zé Roberto ficou isolado, forçando Éder Luís a vir buscar a bola no meio. Não houve sucesso e o esquema se descaracterizou. Os vascaínos jogaram cheios de desfalques. É difícl fazer uma crítica mais ampla, pois sabemos que a equipe de ontem vai se modificar bastante.


Quanto aos cruzmaltinos, foi só povoar o meio. Fazendo isso impediram a chegada da bola para o ataque palmeirense. PC colocou Dedé e Jumar presos em cada um dos lados, bloqueando também as jogadas pelos flancos. Tacada de mestre.



O Vasco vai evoluir. O Palmeiras apresenta um jogo pouco criativo e previsível. Felipão já foi melhor...



Grande abraço


sábado, 11 de setembro de 2010

Mais do mesmo


Atlético-GO e Fluminense protagonizaram uma partida de muitas chances de gol e reviravoltas.



No início, os cariocas começaram com tudo. Pressionaram e conseguiram marcar primeiro. Ótimo, se o tricolor continuasse buscando o segundo gol. Mas como todo time de Muricy, a equipe recuou.


Esse jogo do tricampeão brasileiro é eficiente até a página dois. Quando os confrontos são contra times médios/pequenos, o Fluminense ( no caso atual), não é agredido. O adversário fica na defesa, esperando que os cariocas trabalhem jogadas para assim se aproveitar de eventuais erros. A questão é que Muricy trabalha da mesma forma.


Os goianos empataram, e depois disso, o líder começou a ir atrás do segundo gol. Chegou perto, metendo bola na trave e vendo Washington perder inúmeras chances. Deco era o único ser pensante no time. Se ele não fosse buscar a bola, todas as jogadas de ataque seriam de ligações diretas. E no jogo de hoje a lateral esquerda que foi utilizada, deixando a direita deserta.


No fim, o Atlético-GO recuou, para segurar o resultado. É notável a transformação imposta por Renê Simões ao time. Agora há um padrão tático, a equipe está organizada. Parabéns ao treinador que muitas vezes não tem sua competência reconhecida. O rubro-negro conseguiu virar em um lance isolado de ataque e saiu com a vitória.


É constatação : dos nove jogos que o Fluminense não venceu, em cinco o tricolor carioca saiu na frente. Dos quatro últimos jogos, em três a equipe de Muricy saiu na frente e levou o empate, ou derrota.



Grande abraço

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Crise moral


A FIA julgou, e nada de mais grave aconteceu à Ferrari.


Retomemos o caso : A equipe mandou uma mensagem codificada via rádio para Felipe Massa. Nela subentende-se que o piloto brasileiro deveria deixar seu companheiro de equipe, Alonso, ultrapassá-lo. Pelo menos assim foi entendido pelo mundo inteiro.


Essa situação fere as regras comportamentais do esporte. Mas a Fórmula Um não é um esporte, ou então, é algo bem parecido com o que conhecemos como tal.


Uma modalidade em que a máquina representa 80% e o homem 20% de uma vitória, já é diferente por si só. Em todas as outras áreas esportivas a habilidade humana é essencial para o sucesso. Para deixar claro: Um piloto pode sim fazer a diferença em relação aos outros, mas para isso ele precisa ter um carro bom, superior. Coulthard, Irvine e Barrichello são exemplos disso. Tinham relativo sucesso na McLaren e Ferrari, respectivamente, e praticamente sumiram quando deixaram essas equipes.


Outra diferença dessa modalidade é a influência da tecnologia nos times. No futebol, a Nike dá a chuteira pro jogador e ele que se vire. Sua técnica vai fazer a diferença. A empresa está pegando "carona" na habilidade do atleta. Já na Fórmula Um, a equipe não dá só o volante. É preciso dar tudo. A empresa participa de forma ativa, "constrói" o potencial de seu piloto. Portanto, é necessário que a escuderia colha os "louros" de forma igual ou superior ao seu corredor, afinal ela tem responsabilidade grande no resultado final, tanto na derrota quanto na vitória. Quando há situações de insucesso, os automobilistas são os primeiros a responsabilizar a equipe.



Tudo isso pra dizer que a Fórmula Um trabalha de forma diferente dos outros esportes, e assim deve ser analisada, sem que exista patriotismo ou coisa parecida. O automobilismo não é uma competição mundial de países, mas sim uma competição mundial de montadoras de automóveis, basicamente.



Grande abraço

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Presa fácil


No Morumbi, o São Paulo venceu um nervoso Flamengo sem dificuldades.



Desde o início da partida o tricolor foi superior. Jogando com inteligência, o time de Rogério Ceni construía suas jogadas pela direita, obrigando Léo Moura a ficar preso na defesa ( o melhor jeito de defender é atacar) e destruindo uma das armas mais efetivas da equipe carioca. Baresi formou um meio campo leve, que conseguiu se movimentar e chegar com agilidade à meta adversária.


O Flamengo estava preso. Um meio-campo com Côrrea, Toró, Willians e Renato é incapaz de fazer o jogo "fluir". Defendem bem, e só. Não é culpa dos caras. Eles estão lá para isso mesmo, a questão é que o time deveria ter um "meio" mais leve. Jogar com só um camisa dez, meia-bomba ainda, é difícil.


Silas tentou consertar seu erro sacando Côrrea e colocando Vinícius Pacheco. Foi bem intencionado, mas aí "babou" de vez. Desde quando Pacheco resolve alguma coisa? O curioso é que ele sempre entra, em suas costas é depositada a esperança da virada da partida, de uma salvação rubro-negra. Até hoje isso nunca aconteceu. Pelo contrário : o mais comum é vê-lo chegar à área e cair, em busca de um penalti.


A partir daí o time se desorganizou. O Flamengo pegava a bola e ia no desespero, sem saber o que com ela faria. Vimos constantes trocas de posições, com Juan chegando a jogar de meia e Vinícius de lateral. Toró tentava sair com a bola, sem sucesso. Willians ( coração do time), foi bem no apoio ao Léo e na defesa, mas ele não joga sozinho. O time está nervoso. A fase não ajuda. A afobação é natural, mas um time experiente como esse deveria segurar mais a "barra".


No segundo tempo o São Paulo voltou no 352. Um esquema mais seguro e que neutralizou facilmente o inapto ataque rubro-negro. O tricolor prendeu o jogo e resolveu sair só nos contra-ataques (praxe no futebol atual).



O time do Morumbi inicia sua reação, mas ainda está muito atrás ( tanto em pontos como em qualidade) dos outros. O Flamengo precisa melhorar sua organização ( tática, técnica e emocional).





Grande abraço


Eficiência em primeiro lugar


Ontem, Fluminense e Ceará fizeram um jogo de muitos gols e pouca emoção.



O tricolor carioca entrou no 352 e venceu facilmente. Decididamente, esse é o melhor esquema. É simples : com um líbero, a equipe dificulta a chegada do adversário na área. Jogando no 442, O líder do brasileirão via o time oponente trabalhar a bola com tranquilidade até entrar em sua defesa, e para que isso não acontecesse, eram obrigados a parar a jogadas com falta. O resultado disso foi visto nas partidas contra o São Paulo e Guarani ( três gols de falta nesses dois jogos) .


Na parte ofensiva, o 352 também é mais benéfico. Mariano ganha mais liberdade para atacar, e na fase em que vive, faz a diferença. A questão é ter um meio com cinco jogadores dos quais quatro são "meias". Fica inviável. Portanto, Muricy sacrifica o lado esquerdo, deixando o Fluminense só com "uma" ala.


Mas um jogo que tinha tudo para terminar em quatro,cinco,seis a zero, ficou no três a um. A razão disso é a mentalidade do técnico tricampeão brasileiro. O Fluminense faz os gols e recua, esperando erros e contra ataques dados pelo adversário. No segundo tempo se viu o Ceará muito mais com a bola do que o dono da casa. Só não deu resultado devido a pouca qualidade do time nordestino. Uma equipe com Deco e Conca poderia arriscar mais, "jogar" futebol. Paciência, é a mentalidade do treinador.



Vamos esperar o Fluminense enfrentar um oponente realmente perigoso para saber se a boa fase voltou.



Grande abraço

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pai Ferreira de Iemanjá



Acabado o primeiro turno, podemos fazer algumas análises e prognósticos sobre as equipes. Nesse post, vou me arriscar em um exercício de futurologia.




Vamos começar pelo início da tabela. Para mim, a parte mais fácil. Utilizarei tópicos.



. Fluminense - iniciou com tudo. Brilhante trajetória que começa a ser avariada, algo natural em nosso campeonato. Vai se recuperar, mas a tática de Muricy já é manjada. Conseguirá uma vaga na libertadores pela qualidade do elenco.



. Corinthians - o time está atropelando. É regular. Domina em casa, e isso basta para tornar um time campeão do brasileiro. Não acho que vá perder a regularidade. Levará o título do Brasileirão.



. Santos - ainda não sentiu o baque da perda de Robinho e cia. Mas vai sentir. O torneio é longo, é necessário um elenco para disputá-lo. Keirrisson ainda não engrenou e nem parece que irá evoluir. Neymar sozinho é pouco. Ficará entre os dez primeiros.



. Internacional - o time é bom. Bom não, excelente. Roth caiu como uma luva na equipe, que tem um elenco muito qualificado. Ficará entre os quatro primeiros, abrindo uma vaga na libertadores para o quinto lugar ( se nenhum time brasileiro for campeão da sul-americana).



. Botafogo - os cariocas encaixaram. O ataque é mortífero. A questão do time são os problemas internos. Jóbson continua apresentando um mau comportamento e Loco Abreu tem um ego maior que a lua. Há muita vaidade. Mesmo assim acredito que essas questões serão superadas e o time conquistará uma vaga na libertadores (se nenhum time brasileiro for campeão da sul-americana, coisa que só poderia acontecer com o Botafogo).



. Cruzeiro - Cuca, ótimo técnico, que gosta de futebol, montou uma equipe rápida e habilidosa. Acho que não brigará pelo título, pois parece que o Corinthians será efetivo até o fim. Pega a vaga na libertadores e há grandes chances de passar o Fluminense.



. Atlético Paranaense - não vai ficar na atual posição. Também não vai cair. O time é bem fraco, mas Carpegiani está fazendo um ótimo trabalho, deu liga. Fica na segunda metade da tabela.



. Vasco - Pc Gusmão faz um excelente trabalho. O melhor técnico da competição pra mim. O time é bom, mas nada fora dos padrões. Ficará entre os dez primeiros.



. Guarani - time médio que com muita luta não vai cair.



. São Paulo - tem o pior time dos últimos anos. Vai ficar ali no marasmo, leva uma vaga na sul-americana, pra aprender a não "comer sardinha e arrotar caviar". Fica entre os dez primeiros.



. Ceará - sem Pc, perdeu a magia. O time é fraco e seu ponto forte, a defesa, parou de dar resultados. Vai ser rebaixado.



. Palmeiras - Felipão não deu jeito. O time não é nada demais, Valdívia não está em forma e se em algum momento estiver, será tarde demais. Não leva nada e fica pelo meio da tabela.



. Avaí - o time perdeu o fôlego. Está sofrendo com os desfalques. E quando time pequeno tem problemas, a "tempestade" está formada. Se Roberto e Caio voltarem a jogar com regularidade, não terá maiores dores de cabeça e devem conseguir uma vaga na sul-americana. Mas se continuarem no estaleiro , lutam contra o rebaixamento. Não acredito que caiam.



. Flamengo - a equipe é boa, possui qualidade. A questão do ataque foi fatal. Vai se recuperar, mas tarde demais para aspirar o título ou libertadores. Fica entre os dez primeiros.



. Vitória - seus jogadores são velhos. Os jovens são pouco efetivos. Seu jogo é bola no Júnior (bom jogador) e seja o que Deus quiser. Vai lutar contra o rebaixamento.



. Grêmio - Renato Gaúcho vai dar jeito. O time vai respirar e fugir da zona mais desconfortável. Não lutará na parte de cima, nem vai chegar perto disso. Fica na segunda metade, ali pelo décimo quarto, quinto.



. Atlético-MG - o grande mistério do campeonato. Vai se safar do rebaixamento, lutando até o fim.



. Atlético-GO - Renê Simões chegou tarde demais. O bom técnico, pouco reconhecido, conseguirá dar ares épicos aos jogos do time, mas será rebaixado. A equipe será a décima sétima colocada.



. Prudente - pouca técnica, muita transpiração. Não basta. Vai ficar na zona de rebaixamento.



. Goiás - time já rebaixado.





ps: É bom deixar claro que isso é tudo brincadeira. Jornalista algum, por melhor que seja, tem o poder de prever o futuro. E nem é mais qualificado que os outros caso acerte previsões. Sua função é analisar e levar à sociedade temas benéficos e que sejam motivo de interesse de todos, ou de parcelas.





Grande abraço

Tentamos


O basquete brasileiro perdeu, mas mostra indícios de recuperação. O time argentino é melhor, não há o que reclamar, e também nem é esse o foco.


Analisando o jogo, vimos um time afobado, que lutava pra fazer da excessão a sua regra, a cesta de três. Como previsto, sem sucesso. O Brasil pouco entrava no garrafão e cansou de errar lances livres. Também estourou os vinte e quatro segundos...enfim, falhou no bê-a-bá.


Por outro lado, fez jogo duro até o fim. Encarando um campeão mundial e olímpico, conseguiu fazê-los suar, e bastante. O fantástico Scola, maior pontuador do torneio, fez a diferença.


O Brasil tinha seu jogo concentrado em Leandrinho e Marcelinho Huertas. Basquete é um jogo coletivo, quando um time possui poucas opções, só chovendo canivete. Nesse esporte vence o melhor, invariavelmente.


De qualquer forma, há esperança. Os brasileiros jogaram de igual pra igual com todas as equipes, inclusive a norte-americana. Estamos no caminho certo. Esse é apenas o começo da busca pela vaga olímpica. A evolução é lenta, mas gradual.


Depois desse mundial, o marasmo do basquete nacional vai ter fim.



Parabéns Brasil.



Grande abraço

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Prazo de validade


Guarani e Fluminense fizeram ontem um jogo "morno", de poucas oportunidades.

O Tricolor começou o jogo com sua famosa blitz. Deu certo. Em um contra ataque que pegou a defesa bugrina desprevenida, Emerson marcou o gol. Depois disso, recuaram, como de praxe.

É interessante ver que o time carioca só usa seu lado direito pra atacar. Esporádicas vezes a bola caiu pelo lado esquerdo. Tá ficando manjado. O time adversário lota o campo na parte do Mariano e assim bloqueia 80% das jogadas do Flu. E quando Conca e Deco não estiverem bem, o jogo fica "ganho". Foi o que aconteceu ontem. Os meias tricolores estavam parados em campo. Deco se movimentou mais, mas não acertou nada do que tentou. Preferiu ficar na base dos passes longos, ao invés de correr com a bola, driblar...Conca nem isso fez, só foi visto em campo ao se aproveitar da lei de impedimento em um lance e ao perder um gol incrível em outro.

Muricy assistiu a tudo isso sem fazer nada. Ele não é um técnico que saiba trabalhar durante uma partida. Demora a mexer, não sabe enxergar o jogo. Na verdade ele tem medo de arriscar. Se bem vejamos : Sua tática é pressionar no início e depois do gol recuar. No mínimo foge à filosofia do esporte. Por isso o Fluminense joga tão mal no Maracanã. Em casa, o time visitante não agride, obrigando a equipe carioca a tomar as rédeas do jogo e atacar. O treinador tricampeão brasileiro não sabe jogar assim. Ele sabe usar a fórmula básica, e se tiver um elenco qualificado, fatalmente dará certo. Ou não mais. Parece que seu prazo de validade está chegando.

O Guarani tem um jogo trivial. Típico dos clubes com menos condições financeiras. Portanto, não deve ser crucificado. Eles defendem e concentram sua tática em um jogador. " Segura na defesa, e dá a bola nele lá na frente! ". Dessa forma que funciona. Foi assim com Val Baiano no Barueri, Edmundo no Figueirense, William no Avaí... Nesse caso, Mazola é o responsável por fazer essa função. É bom jogador, só deve ser menos individualista.



O Flu parece estar perdendo fôlego. O Guarani provavelmente vai assegurar seu lugar na primeira divisão.




Grande abraço

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Cruzeiro x Flamengo


Cruzeiro e Flamengo protagonizaram um jogo bom, emocionante.


O time mineiro é muito qualificado. Vai brigar lá em cima. A movimentação do time é intensa, o camisa nove aparece tirando bola na defesa e o cinco aparece dentro da área. Cuca saber montar times. É um excelente técnico que não é tão reconhecido assim, talvez pela falta de bons trabalhos em São Paulo.


O Flamengo se mostrou um time sólido, até a página dois. Começou dominando o jogo, criando chances. Poderia perfeitamente ter saído na frente. Léo apareceu bem, assim como Willians e Correa, que faz um ótimo trabalho naquilo que lhe é proposto. Pet e Renato foram inaptos. Vai ser díficil o rubro-negro crescer se os meias continuarem assim.


O que causou estranheza foi a fragilidade da defesa da equipe carioca, pelo lado esquerdo. O Cruzeiro criou todas as suas jogadas por ali. Angelim e Juan não se entendiam. Lomba não sabe jogar com os pés e o time tem que se adaptar a isso.



No fim, o jogo ficou aberto, bom. O Cruzeiro perdeu inúmeras chances de gol, e deu seu campo para o Flamengo atacar. Jogo aberto, como todos gostam de ver.



Cruzeiro e Flamengo são times qualificados, e ambos vão melhorar suas respectivas posições.



Grande abraço