
Em São Januário, Vasco e Goiás protagonizaram uma partida de reviravoltas.
A equipe de Jorginho buscou, claramente, o empate. O técnico organizou o time no 361. Com seis defendendo e só um meia e um atacante, eles abdicaram do jogo.
Mas como o futebol é imprevisível, o 18º colocado saiu na frente. Em um lance que se tornou a marca do Goiás em todo o primeiro tempo, Marcão lançou a bola do meio campo, Felipe contou com a falha da defesa vascaína e livre, marcou. O Esmeraldino tinha essa como única jogada ofensiva. Assim que o lateral esquerdo chegava a linha média, cruzava em direção à área.
O Vasco era ineficiente no ataque. Felipe está sobrecarregado. O experiente jogador foi infeliz em suas jogadas individuais e mal passava a bola. Dessa forma a equipe cruzmaltina construíu seu jogo por todo o primeiro tempo, através de lances pessoais. O time de Dinamite tentava chegar ao gol adversário apenas pelo meio. Não utilizava as laterais. Era pouco para quem estava enfrentando uma equipe tão fechada, mas como "água mole em pedra dura", Éder Luis recebeu um belo passe de Zé Roberto e empatou o duelo.
Dez minutos depois, Jones colocou o Goiás novamente à frente no placar. Valmir Lucas carregou a bola e tocou para o ex-América, que passou por Titi ( O zagueiro teve noite infeliz. Participou dos dois gols sofridos pelo Vasco) e fez o segundo gol dos visitantes.
Na segunda etapa, PC Gusmão armou um time mais leve. Sacou o ineficiente Rafael Coelho e pôs o veloz e habilidoso Allan. Felipe já havia saído, por contusão, com o ponta Jonathan entrando em seu lugar. O "bacalhau" trocou os lances individuais pelas jogadas laterais. A equipe passou a agredir mais. O Goiás foi encurralado. Zé Roberto passou a chegar mais à área, onde leva um maior perigo. Max e Fágner imprensavam os "verdes".
De tanto insistir, a equipe carioca virou o jogo. Futebol sempre privilegia o ataque. Não adianta. Existem exceções, claro, mas que só servem para confirmar a regra.
O Vasco volta ao seu ritmo habitual e deve conquistar posições mais elevadas. O Goiás faz o que pode e até é capaz de dar esperanças aos seus torcedores, em vão.
Grande abraço
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