sábado, 4 de dezembro de 2010

Tricolor no coração


Quem é tricolor de coração, chora, canta, vibra de emoção. O clube, tantas vezes campeão, coloca em sua galeria de títulos uma taça sofrida, conquistada com muito suor e luta, vencida por um clube predestinado a viver cenários épicos.

Fascina com seus jogadores e técnico que pregam a disciplina, guerreiros e um líder, com toda sabedoria.

Hoje o Fluminense nos domina, campeão brasileiro, se perpetua na história, em cada esquina e enche de orgulho todos os que amam o tricolor.

O pavilhão e suas três cores traduzem tradição, Conca, Fred, Emerson, partes de um esquadrão. Nele, atletas contestados, mas com brio, sabedores do peso da camisa e capazes de ostentar uma faixa de campeão.

Valores nobres, a paz, a esperança e o vigor constituem um tricolor e no fim, mais cedo ou mais tarde, de uma forma ou de outra, vence o Fluminense!

Vence o Fluminense com o verde da esperança, mergulhado na bonança e sempre com paciência, pois derrotas catastróficas servem para construir vitórias dignas de epopéia, com o suor de cada torcedor, a figura máxima do futebol, aquele que se espera, alcança. Afinal, o apaixonado é aquele que sofre junto, vive a dor para levantar a taça.

Clube grande, especial e único, orgulha o Brasil e trilha um caminho próprio, retumbante de glórias e vitórias mil.


Parabéns Fluminense, parabéns tricolores! Campeões brasileiros de 2010.


Grande abraço

Prêmio Craque do Brasileirão


Dia 6 de dezembro, logo após a última rodada, vão ser escolhidos os melhores jogadores do Campeonato Brasileiro, em cada posição. As categorias de melhor técnico, melhor árbitro, "Revelação" e "Craque da Galera" completam a premiação. Votam nessa eleição jornalistas, técnicos e capitães de cada time. Apenas o "Craque da Galera" conta com escolha popular.

Vamos à análise:

Melhor goleiro: Fábio (Cruzeiro), Jefferson (Botafogo) e Victor (Grêmio). O último nome deve levar o prêmio, porém, dentre os concorrentes, Jefferson, por estar em um time pior e ter desempenhado sua função de forma igual ou superior ao Fábio e ao Victor, merece mais o "trófeu".

Melhor lateral-direito: Jonathan (Cruzeiro), Léo Moura (Flamengo) e Mariano (Fluminense). O jogador do líder do Brasileirão ganha a votação, com sobras. De resto, é de se estranhar o nome de Léo Moura entre os concorrentes. Está lá pelo nome. Jornalistas, Técnicos e Capitães foram pelo histórico ao invés de irem pela situação atual. Fagner, do Vasco, deveria constar na lista.

Melhor zagueiro pela direita: Alex Silva (São Paulo), Chicão (Corinthians) e Dedé (Vasco). O cruzmaltino foi um dos maiores, senão o maior destaque da equipe de São Januário no Brasileirão. O reconhecimento sobre sua atuação virá com esse prêmio.

Melhor zagueiro pela esquerda: Leandro Euzébio (Fluminense), Miranda (São Paul0) e Revér (Atlético-MG). O atleticano, por estar na seleção, deve ganhar a disputa. Em relação aos zagueiros, faltou apenas nomes como Rodholfo e Manoel, do Atlético-PR. A dupla foi responsável pelo sucesso do rubro-negro, que tem um dos piores ataques do torneio.

Melhor lateral-esquerdo: Kleber (Internacional), Diego Renan (Cruzeiro) e Roberto Carlos (Corinthians). O botafoguense Marcelo Cordeiro e o tricolor Carlinhos poderiam estar aí. O futuro embaixador do Real Madrid leva.

Melhor volante pela direita: Fabricio (Cruzeiro), Jucilei (Corinthians) e Willians (Flamengo). Como Revér, o selecionável também garante o prêmio. Destaque negativo para Willians, outro que está lá só pela fama. O volante ficou mais conhecido esse ano por seus erros de passe do que por suas roubadas de bola.

Melhor volante pela esquerda: Arouca (Santos), Elias (Corinthians) e Marcos Assunção (Palmeiras). A categoria mais disputada, todos esses atletas mantêm um nível qualificado. Para não ficar em cima do muro, Elias.

Melhor meia pela direita: D'Alessandro (Internacional), Montillo (Cruzeiro) e Paulo Baier (Atlético-PR). O cruzeirense leva. O argentino comandou a arrancada da "raposa" e seus concorrentes não são páreo para ele. Paulo Baier é mais um kicker do que outra coisa, mas a escassez de bons jogadores o faz figurar na lista.

Melhor meia pela esquerda: Bruno César (Corinthians), Conca (Fluminense) e Douglas (Grêmio). Para o azar do corintiano, Conca está em sua categoria. Essa é do craque das Laranjeiras.

Atacante 1 : Eder Luis (Vasco), Jonas (Grêmio) e Thiago Ribeiro (Cruzeiro). Por que Elias do Atlético-GO não está concorrendo? O jogador conseguiu marcar 12 gols em um time que está lutando contra o rebaixamento. Injusto. Eder Luis e Thiago Ribeiro estavam em times melhores e apenas o vascaíno acabou se destacando um pouco mais, porém, muito pouco para fazer com que o Vasco lutasse por algo relevante. Jonas ganha o prêmio.

Atacante 2: Kléber (Palmeiras), Loco Abreu (Botafogo) e Neymar (Santos). Kleber? Fica claro que os participantes da "festa" pouco acompanham o eixo fora do Rio-São Paulo. O Rio Grande do Sul ganhou maior evidência ultimamente devido o sucesso de seus clubes nos últimos anos. Será que Rafael Moura não merecia estar nessa lista? E o Obina? O esportista mais comentado do ano vai liderar a votação.

Técnico: Cuca (Cruzeiro) Muricy Ramalho (Fluminense) e Renato Gaúcho (Grêmio). Opinião polêmica, mas o melhor nome é Renato Gaúcho. O treinador tirou a equipe de Jonas lá de baixo, já no meio do Brasileirão. Hoje o Grêmio está em 4º lugar, brigando por uma Libertadores. Ressalvas para Joel Santana. O "Rei do Rio" fez um trabalho excelente ao conseguir deixar o Botafogo disputando o título e Libertadores até o fim, contando com os desfalques todos que teve.

Revelação: Bruno César (Corinthians), Dedé (Vasco) e Neto (Atlético-PR). O paulista conquistará o prêmio. Se Dedé não fosse zagueiro, talvez tivesse mais chances.

Melhor árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS), Paulo Cesar Oliveira (SP) e Sandro Meira Ricci (DF). Poderia ser decidida no "zerinho ou um".

Craque da Galera: Bruno César (Corinthians), Conca (Fluminense) e Dedé (Vasco). A torcida tricolor não fará feio nessa. Conca se consagra como o jogador mais querido do Brasil.

Ao todo são oito concorrentes de Minas Gerais, dez do Rio de Janeiro, onze de São Paulo, seis do Rio Grande do Sul e um do Paraná.

Importante citar também os poucos nomes de times como Santos e Internacional.

A conclusão é de que a visão dos que estão na profissão continua estritamente focada nos grandes centros. Uma pena, pois o campeonato é brasileiro. Um consagrado jornalista diz, de forma irônica e crítica, que o Brasil se resume ao Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. No futebol também não é muito diferente.

Grande abraço

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Pontos da discórdia


Nos últimos tempos a fórmula de disputa do Brasileirão vem sendo bastante discutida. Mala branca e rivalidades regionais dominam essa reta final de campeonato.


As discussões são polêmicas e envolvem dirigentes, jogadores e jornalistas. Alguns falam abertamente sobre o assunto, outros fingem que nada sabem e até condenam os que comentam esse tema, como se ele não existisse.

O fato é que nesse e no último ano, principalmente, os pontos corridos passaram por um constrangimento. Grêmio e Corinthians em 2009, São Paulo e Palmeiras em 2010. No mínimo ficou claro para todos a motivação anormal dessas equipes em seus confrontos contra o Fluminense e Flamengo. Culpa dos campeões? Não. Eles nada influenciam nas questões internas de outros clubes.

Aliás, só por terem surgido suspeitas em relação à idoneidade dos confrontos devem-se buscar soluções para esse imbróglio.

Em participação no programa "Redação Sportv", o crítico de cinema e componente do Núcleo de Inteligência Tricolor (NIT), Marcelo Janot, deu uma sugestão que até agora pareceu ser a mais cabível. O jornalista propôs a disputa dos clássicos estaduais nas últimas rodadas, afim de se preservar a motivação e os valores morais do esporte.

Um time não iria para uma partida contra um grande rival sem gana. Mesmo que nenhum grande objetivo estivesse em disputa. O orgulho e o reconhecimeto superam a falta de interesses.

É isso, o debate está aberto e ideias serão bem-vindas para pôr fim aos conflitos que acabam tirando um pouco o brilho do título.


Grande abraço