segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Jogando bem, que mal tem


Na Arena Barueri, tudo dentro do previsto, ou quase tudo. O Fluminense venceu o Palmeiras e levou sua torcida ao delírio.


Muricy armou, pela primeira vez, o time ideal. O quarteto Conca, Deco, Emerson e Fred teve a responsabilidade de decidir o jogo para o tricolor.

Já Felipão acabou surpreendendo e escalou força máxima, sem apenas Edinho e Lincoln, machucados.

A partida começou do jeito que ninguém, literalmente, queria. Leandro Euzébio dominou mal uma bola, Dinei se aproveitou e deu um belo chute. Golaço, para tristeza geral. Foi nítido o constrangimento do jogador ao comemorar seu gol. As torcidas se revoltaram e a ira dos palmeirenses se fez presente.

A equipe das Laranjeiras não se abateu e foi para cima. Eles sabiam que a virada era questão de tempo. Carlinhos e Deco ditavam o ritmo de jogo. O Fluminense pressionava pela esquerda. Pouco se utilizou o lado direito. Desde o período em que foi convocado Mariano deixou de ser aquele protagonista que se viu principalmente no primeiro turno.

Com toda calma do mundo, em um lance manjado, Carlinhos foi pela esquerda, cortou para o meio e chutou. Empate tricolor. O lateral usa essa jogada em toda partida e já conseguiu fazer outros gols assim. Antes, Deola já havia salvado os paulistas diversas vezes. Xingado até a morte, não se abateu pela pressão de quem estava no estádio.

Em tarde infeliz, Emerson errou tudo que tentou. Não conseguiu tabelar com seu companheiro de ataque, chegou atrasado nas finalizações e ficou em posição de impedimento algumas vezes.

Após o intervalo, o líder do Brasileirão voltou tenso. Fred disperdiçou chances que não costuma jogar fora e Deola continuou salvando os palmeirenses. E quem diria: em uma equipe com Conca, Deco, Emerson e Fred, quem resolveu o problema foi Tartá. A revelação tricolor, se é que ainda pode ser chamada assim, teve toda calma e frieza que os craques do seu time não tiveram. Dominou a bola e mandou no cantinho de Deola, sem chances para o goleiro. Virada tricolor.


Tartá havia entrado no lugar de Deco ainda no primeiro tempo. Uma pena o craque sentir a lesão de novo. Porém, a diretoria do Fluminense já sabia de seus problemas ao contratá-lo.

2x1 no placar, do jeito imaginado. A partir desse momento, a partida deixou de ser disputada. Os alviverdes não demonstravam a menor intenção de ameaçar a equipe carioca. Culpa do Fluminense? Não. O tricolor não tem nada a ver com isso. Outra coisa: a equipe de Muricy, durante todo o campeonato, ocupou os primeiros lugares. Esses últimos jogos foram "feios", porém mais mostram uma falha dessa fórmula atual ( durante a semana será dada uma sugestão nova de disputa) do que demérito de Conca e seus companheiros.


O Fluminense põe a mão na taça. O Palmeiras evidencia as falhas dos pontos corridos.


Grande abraço

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Segura!




O coração pulsa, o corpo treme e os olhos choram ou desejam chorar, ao mesmo tempo em que se preparam para ver uma conquista épica. Em Barueri, São Paulo 1 x 4 Fluminense.


Muricy armou o time com Diguinho no lugar de Fernando Bob, corrigindo seu erro no último jogo. Washington também reconquistou a titularidade, devido ao seu bom desempenho contra o Goiás. De resto, formação ideal quase completa, tirando Emerson.

Já o hexacampeão brasileiro, novamente sem Ricardo Oliveira e Dagoberto, preferiu apostar novamente nos garotos.

A partida começou com o líder do Brasileirão pressionando. Pelas pontas, a velocidade dos laterais. Pelo meio, a técnica refinada de Deco e Conca, com Diguinho cumprindo um papel fundamental para a equipe. O volante sai e rouba a bola com qualidade, evitando uma quebra de ritmo. Ele "carrega o piano" para Deco e Conca como ninguém.

Os lances de perigo de Washington se repetiam. Bem posicionado, apresentava-se sempre em condições de finalizar. A defesa do São Paulo ia resistindo como podia, o ataque vinha por todos os lados.

Com tudo isso, foi interessante ver a frieza dos jogadores por ali. Richarlyson dominava a bola em sua área como se estivesse em um teatro. Já os volantes são paulinos optavam sempre por sair com a bola pelo meio, parte mais congestionada e menos indicada para se afastar o perigo de gol. De forma óbvia, o Fluminense cansou de roubar bolas por ali.

Aos 34 minutos Gum abriu o placar, da maneira mais comum para o time das Laranjeiras nesse campeonato. Conca bateu um escanteio e o zagueiro, vindo de trás, testou para a meta de Rogério Ceni. A essa altura, os cariocas continuavam atrás do Corinthians, que abriu o placar contra o Vitória com Danilo.

Em desvantagem no duelo, a equipe de Carpegiani lançou-se ao ataque. Lucas comandava as ações ofensivas, levou até certo perigo. Causaria um maior se ele e seus companheiros finalizassem corretamente.


Intervalo de jogo e os cariocas de volta à liderança. Viafára empatou para os baianos em Salvador.

E quando as condições passam a ser favoráveis, é aí que surge o perigo. O time de Gérson, logo aos 2 minutos do segundo tempo, perdeu grande chance com Washington. Deco, em sua melhor partida, cruzou para o pivô, livre, dominar e inervar qualquer um que estivesse torcendo pelo Fluminense naquele momento.

Mais tímido, o tricolor carioca passou a dar campo para seu adversário. Como castigo, Gum, contra, empatou o jogo. Desespero, decepção e tensão. A possibilidade de mais uma oportunidade ser descartada ( vide Goiás), passa a jogar contra.

A tranquilidade foi embora e o sistema ofensivo da equipe de Muricy perdeu a calma. Porém, o destino tratou de corrigir a situação. Corrigir sim. Quem é melhor, deve vencer, sem mais. É bonito demais ver esse time atacar. Xandão foi expulso em lance com Fred. Apesar disso, com um a mais, o Fluminense continuou demonstrando impaciência.

8 minutos depois, Richarlyson também recebeu o cartão vermelho. Ele joga por grife, de certo modo é colocado em um nível diferente dos outros, alguma razão para isso deve ter.

O jogo estava na "mão", era só saber matar. Muricy tirou Valencia e colocou Tartá em campo. Não havia necessidade de defender, tanto pelo momento do jogo quanto pelo momento do campeonato. Porém, fica mais fácil tomar qualquer decisão quando os riscos são pequenos.

Conca virou, Fred aumentou e novamente o argentino, concluiu. Massacre do atual líder no fim, que poderia ter construído um placar maior se não fosse Rogério Ceni. Restam Palmeiras (fora) e Guarani (casa), respectivamente.

O Fluminense segura o grito e tenta manter uma racionalidade inexistente. Para o São Paulo, nada muda, ou talvez sim.


Grande abraço

Já passou


Na Arena do Jacaré, Cruzeiro e Vasco mostraram o que querem. Os mineiros buscam ainda o título e os cruzmaltinos estão afim de férias.


PC Gusmão jogou sem Felipe, mas contou com a volta de Carlos Alberto. Zé Roberto ficou um pouco mais afastado da área em função da posição do ídolo vascaíno.

O Cruzeiro foi com o time quase completo, apenas com Roger no lugar de Gilberto, o que não muda muito pela qualidade de seu substituto.

o 3º colocado do Brasileirão massacrou seu rival desde o início. Fez o que quis pelo lado direito. O Vasco estava "rendido". Não houve o mínimo esboço de reação. Só foi preciso alguns escanteios para que a partida fosse concluída. Roger, Henrique e Edcarlos resolveram seus problemas em 32 minutos de jogo.

Após os gols, a "raposa" só administrou o resultado, sem muitos problemas.

Zé Roberto esteve mal. O fato de ter sido colocado longe da área dificultou seus pontos fortes. O campeão brasileiro ficou responsável pela saída de bola, e por aquela parte do campo tentava todos os seus dribles e passes de efeito. Definitivamente, era o lugar errado. Carlos Alberto, quando aparecia, levava perigo ao rival. Porém, ele precisa ser mais presente. A sensação de que o Vasco gira em torno dele dentro e fora de campo é clara.

A equipe visitante fez seu gol de honra ainda no primeiro tempo, dando números finais ao jogo.


O Vasco já vive e respira 2011. Para o Cruzeiro, há muito pelo que se lutar em 2010.


Grande abraço

Baque


Era para ser um dia feliz no Engenhão. Porém, Andrezinho e Rafael Sóbis estragaram a festa de botafoguenses e colorados.


Explico: se o Internacional perdesse, o Grêmio seria diretamente prejudicado na luta por uma vaga na Libertadores.

O Botafogo foi à campo com Edno no ataque, Túlio Souza no lugar de Somália e Fahel substituindo Marcelo Mattos, que não joga mais esse ano.

O Inter foi com a equipe B, mas só no nome. A maioria dos jogadores ali já participaram em algum momento do time titular. Outros, acabaram de ser campeões da Copa Sub-23.

A primeira etapa, apesar do já conhecido domínio da posse de bola do campeão da Libertadores, o "Glorioso" apresentou as maiores chances de gol. Fahel deve duas oportunidades. Em uma chutou do jeito como veio, pois não teria tempo nem qualidade para controlar a bola. Muriel salvou. Na outra, viu o travessão caprichosamente evitar sua consagração.

Enquanto o time de Celso Roth controlava o meio campo, os cariocas levavam perigo pelas laterais. Principalmente pela esquerda. Os cruzamentos eram os lances mais presentes.

Ainda no primeiro tempo, uma jogada curiosa. Glaydson recebeu a bola em seu campo e a levou até a área adversária, tranquilamente. A defesa botafoguense assistou de camarote, para o desespero e incredulidade dos torcedores e do técnico.

Após o intervalo, Jóbson entrou no lugar de Túlio Souza. O talentoso jogador não está valendo a dor de cabeça que dá ao clube. Não faz gol, tenta dribles desnecessários, passa na hora de chutar, chuta na hora de passar.

Andrezinho abriu o placar para os gaúchos, com Rafael Sóbis o ampliando poucos minutos depois. Os dois gols originaram-se de falhas do sistema defensivo alvinegro. Márcio Rosário, um dos que assistiram ao lance de Glaydson no primeiro tempo, rebateu uma bola no pé de Andrezinho e deixou Sóbis livre dentro de sua área. Leandro Guerreiro também cometeu falhas. A partir disso vê-se como Fábio Ferreira é peça vital para o time. Alto e ágil, o zagueiro sabe se colocar e antecipar de forma correta e segura.


Ficou muito claro para todos que o Botafogo jogou acima de seus limites o campeonato inteiro. Entretanto, se esperava que nesse último jogo não fosse diferente.


Grande abraço

domingo, 21 de novembro de 2010

Por agora, basta


Quase 40 mil torcedores, recorde do Engenhão nesse campeonato, assistiram o Flamengo diminuir suas chances de rebaixamento e o Guarani praticamente confirmar seu lugar na Série B.

Luxemburgo armou o time com dois atacantes, mas na prática foi um só. Deivid ficou perto da área, enquanto Diogo ocupou a posição em que Renato vinha atuando nos últimos jogos. O "canhão" rubro-negro jogou mais próximo ao círculo central e ficou responsável pela saída de bola. A entrada de Klebérson também colaborou para essa mudança. O pentacampeão voltou à titularidade com o objetivo, teoricamente, de munir o setor ofensivo.

O Guarani veio para o Rio buscando a vitória. Vagner Mancini armou um meio campo leve e habilidoso. O treinador sabia que era necessário se arriscar. Ele prendeu os laterais, bem participativos no ataque, para Léo Moura e Juan terem espaço para agredir e deixar suas retaguardas desguarnecidas. Dessa maneira os bugrinos teriam liberdade para trabalhar as jogadas pelos flancos.

A partida começou a mil por hora. Renato, com 2 minutos, abriu o placar em uma cobrança de falta. Trocou a força pelo jeito, e deu certo. Tudo parecia tranquilo e sob controle. Porém, inexplicavelmente, os flamenguistas recuaram. Era visível a insegurança deles. Os caras entraram em campo "pilhados", havia uma grande responsabilidade em seus ombros.

Sem ter nada a ver com isso, Baiano ia ditando o ritmo dos paulistas e do jogo. O ex-Palmeiras distribuia o jogo e era o "dono" das bolas paradas. Em uma delas seu esforço foi recompensado. Contando com uma falha de Lomba, autoconfiante demais, o jogador empatou o duelo.

Nervos à flor da pele. A experiência dos atletas rubro-negros não ajudava em nada. Pelo contrário. A passividade dos consagrados jogadores ia inervando Luxemburgo e os torcedores. Deivid sentiu o tornozelo e deu lugar ao jovem Diego Maurício. A revelação correspondeu e marcou o segundo gol do time da casa. Em um lance brigado entre Diogo e a defesa alviverde a bola sobrou para o atacante que havia acabo de entrar chutar, sem cerimônia.

É notória a decepção dos flamenguistas com o desempenho de Diogo. Porém, disposição não lhe falta. Algo que nesse momento basta para ele continuar em campo.

No segundo tempo, mais emoção e menos razão. Mancini encheu o Guarani de meias e pontas. O Flamengo manteve-se mais organizado. Pet entrou e trouxe a frieza e tranquilidade necessárias para a manutenção do resultado. À medida em que Baiano ia cansando, os paulistas chegavam menos ao ataque. E assim foi até o apito final.

Curioso ver no encerramento da partida a reação dos atletas rubro-negros. Ajoelharam e apontaram ao céu, como se tivessem ganhando um título. Retrato de toda a pressão sofrida por eles durante essa semana.


Alívio rubro-negro, temporariamente. As partidas de hoje darão o real quadro da situação lá da Gávea. O Guarani voltará a fazer o clássico com a Ponte Preta no próximo ano.


Grande abraço

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sem alarde


Em Doha, no Qatar, Brasil e Argentina jogaram um amistoso decidido aos 46 minutos do segundo tempo, por Messi.

Mano Menezes teve sua primeira derrota, mas de maneira alguma isso é preocupante. O processo de formação de um time ainda está no início e para que os testes sejam feitos, deve-se haver tranquilidade.

A experiência traumática na África do Sul ajuda nessa questão. Os erros e acertos são melhores aceitos, desde que se utilizem novos jogadores, possuídores do respaldo da maioria da torcida. Neymar, Jucilei, Elias, Douglas, André, enfim, nomes recém chamados e de pouca ou nenhuma rejeição por parte dos brasileiros, partes de uma nova fase, um "respiro" à truculência dos últimos 4 anos.

Ronaldinho Gaúcho voltou. O craque precisa agora de um período de readaptação e uma sequência, tanto pela sua qualidade como pelo seu histórico. Apesar de pouco ter jogado pelo Brasil da mesma forma que atuou pelos seus clubes, é inegável sua trajetória vitoriosa pela seleção pentacampeã.

O grande mistério de todo esse trabalho é ver como será a volta dos jogadores da Inter de Milão ao grupo, se é que ela acontecerá. Júlio Cesar, Lúcio, Maicon, elementos de confiança do técnico Dunga, marcados ( principalmente o goleiro) por uma derrota doída.


Vitória ou derrota, tirando o orgulho, não mudam nada nesse começo.

Grande abraço

domingo, 14 de novembro de 2010

Merecido




Em Abu Dhabi, Vettel se consagrou como o piloto mais jovem a conquistar o título de campeão da Fórmula 1.


Foi uma corrida interessante. Logo na largada Alonso perdeu lugar para Button, indo para o 4º lugar e ficando uma posição a frente de Webber, até esse momento, seu maior rival. Porém, até esse ponto, nada com o que se preocupar.

Michael Schumacher e Liuzzi trataram de deixar a corrida mais interessante. A Mercedez do alemão rodou logo na primeira curva, resultando no choque com o automobilista da Force India. Safety Car na pista e concorrentes nos boxes.

Alonso voltou em 11º, mas ainda subiria algumas posições logo que todos os carros fossem fazer o pit stop. E isso aconteceu, mas não do jeito que a Ferrari queria. O espanhol encontrou pela frente um adversário que lhe traria e trará eternas dores de cabeça. Vitaly Petrov segurou com maestria o rival, sem em momento algum se utilizar de jogo sujo.

Jogo sujo aliás que foi a grande lição dessa temporada. No meio do ano Massa foi obrigado a ceder a liderança de uma corrida para que seu companheiro pudesse alcançar uma maior pontuação. No Brasil, em Interlagos, a Red Bull teve essa mesma oportunidade. Não a usou. Vettel, até então "retirado" do grupo de postulantes ao título, ganhou o GP, com Webber em 2º. Se essa manobra fosse realizada lá, hoje veríamos Alonso campeão. Webber não aproveitou a oportunidade, talvez a última de sua carreira, de ser campeão.

Por fim, mais uma atitude antidesportiva do ex-Renault. O derrotado reclamou com Petrov, que havia complicado sua vida, impedindo sua passagem. Ué, esporte não é isso? A alegria e o choro de Vettel serviu como contraste e esperança de uma Fórmula 1 que possa respeitar as bases primordiais de uma competição justa.


Parabéns Vettel!

Grande abraço

É desse jeito que se faz?


Ontem, no Pacaembu, Corinthians e Cruzeiro jogaram por suas vidas no Campeonato Brasileiro.

Partida pegada, com os mineiros um pouco melhores, mas sem levar muito perigo.

No fim, a equipe "celeste" pressionava e sufocava o atual líder ( o Fluminense joga hoje). Até que aos 42 minutos do segundo tempo o juiz marca pênalti em cima de Ronaldo. Aí, o "circo" já estava feito. Gil subiu para dividir uma bola alta com o camisa 9, que caiu com o impacto. O lance é duvidoso, passaria batido para alguns e possuem relevância para outros. Mas a questão não é essa.

Se fosse na área corintiana a penalidade seria marcada?

O choque houve, é fato. Porém isso é algo comum nesse esporte, onde já há alguns anos é entendida a casualidade desse tipo de lance, principalmente fora do Brasil. É necessário, até ser provado o contrário, acreditar na idoneidade dos pontos corridos, do juiz. Assistimos algo em que acreditamos ser real. Sem isso, nem valeria a pena prestigiar qualquer tipo competição.

A revolta dos cruzeirense foi notória. Fabrício se desestabilizou completamente e pela primeira vez vi um jogador abandonar a partida por livre e espontânea vontade.

Se a falta não tivesse sido marcada, a polêmica, agora, seria bem menor. Edilson Pereira de Carvalho deixou uma ferida que ainda não cicatrizou. Por isso, o cuidado com qualquer tipo de análise é fundamental, para que não haja injustiça. De certo, só uma constatação:

Sandro Meira Ricci, o novo protagonista do campeonato.

Volto a perguntar : Se fosse na área corintiana a penalidade seria marcada?


Olho nos jogos do Fluminense e principalmente, pelo bem do esporte, nos do Corinthians.


Grande abraço

Marasmo


Na Arena do Jacaré, o Flamengo foi goleado pelo Atlético-MG e pode tornar essa reta final de campeonato bem emocionante para seus torcedores.


Sem Deivid e Renato, Luxemburgo voltou ao 442, com Pet na armação e Correa em seu posicionamento original. O técnico optou por jogar com dois pontas no ataque e deixou Val Baiano no banco. Willians teve liberdade para chegar ao ataque, pela esquerda.

O início da partida foi de muito respeito. O "Galo" teve a posse de bola, enquanto os rubro-negros aguardavam o rival em seu campo, bem resguardado. Até que a partir de um momento os cariocas decidiram atacar. Tiveram até algumas chances reais de gols, mas como não havia um jogador dentro da área, havia ainda o trabalho de passar pelos zagueiros atleticanos.

Todos os lances de perigo do visitante se originaram pelo lado esquerdo, com Pet envolvido. Diogo ficou o jogo inteiro plantado no meio, nem dando velocidade, nem dando criatividade. Quantos tijolos dariam para se comprar com o preço que ele custa ao Flamengo? ( O clube criou um projeto para estruturar seu CT conhecido como " campanha do tijolinho", com R$ 250,00 cada).

Os mineiros, sem nada a perder, davam espaço na defesa, porém imprimiam um ritmo ofensivo de tirar o fôlego. Leandro fez o que quis pelo lado de Léo Moura, que esteve em péssima noite.

Além do espaço, o time de Dorival Júnior ainda contava com os sucessivos erros de passe flamenguistas. É incrível a alta incidência de falhas nesse fundamento. Falta de técnica desses jogadores experientes não é. Displicência, pode até ser. O Brasileirão não acabou. É preciso que haja um choque de realidade no Ninho do Urubu. Ano passado, nessa mesma fase, o Coritiba estava em situação semelhante a do atual campeão brasileiro.

No intervalo, com 2 gols de desvantagem, Luxemburgo fez logo 3 substituições. Marquinhos, Val Baiano e Negueba entraram no lugar de Petkovic, Diego Maurício e Correa. O técnico, por omissão não erra. Porém, só Marquinhos correspondeu ao que foi pedido. O atleta conseguiu dar uma maior movimentação ao ataque, mas os erros rubro-negros trataram de encerrar o jogo.

4x1, merecido.


O Flamengo precisa sair desse marasmo. O Atlético-MG não vai cair.


Grande abraço

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Na praia, já está


No Castelão, o Botafogo demonstrou mais vontade de vencer, mas encontrou pela frente um adversário melhor organizado que o Avaí.


Com Túlio Souza no lugar de Marcelo Mattos, Joel manteve a formação tática do time, porém, a iniciativa mudou.

O alvinegro carioca começou o jogo pressionando, pois sabia que o empate provocaria, teoricamente, a perda de sua posição. O Atlético-PR, com 53 pontos, enfrenta o Grêmio Prudente em casa. Os paranaenses possuem duas vitórias a mais que seu rival direto na luta pela Libertadores.

Alessandro e Edno tiveram mais liberdade para subir, enquanto Fahel, Túlio Souza, Leandro Guerreiro, Danny Moraes e Márcio Rosário formavam o cinturão "glorioso". Lúcio Flávio permaneceu um pouco mais recuado, mas também marcou presença no setor ofensivo.

Aos 11 minutos saiu o primeiro gol. Edno cruzou rasteiro pela esquerda, a bola passou por Alessandro, que tentou uma letra ineficaz, e caiu na entrada da área para o chute de Lúcio Flávio, desviado por Loco Abreu para a meta rival. A partir disso, a confiança dos cariocas aumentaram na mesma proporção que a pressão cearense.

Dando o resultado como seguro, o Botafogo recuou. O Ceará se comporta de uma maneira muito padronizada. Suas jogadas, formas de defender e atacar, são sempre as mesmas. Indo pelas laterais, onde não se precisa de tanto rebuscamento técnico, a equipe ia chegando. Entretanto, apesar do domínio, o empate saiu de um lance involuntário. Leandro Guerreiro ajeitou errado uma bola e Magno Alves se aproveitou. 1x1. Antes, Jefférson já havia salvado o terceiro colocado do Brasileirão em dois chutes.

Os donos da casa viraram o placar em um belo gol de Geraldo, de fora da área.

A segunda etapa teve um panorâma diferente. Dessa vez, foi o Botafogo que tomou as rédeas do duelo. Com sucesso, chegou rápido ao segundo gol. De novo, Loco Abreu. O Midas alvinegro sempre se faz presente nas horas em que seu clube precisa. O atual campeão carioca poderia até ter virado o jogo, se não contasse com uma noite infeliz de Jóbson. O atacante errou tudo que tentou. Afobado, desperdiçou jogadas e agora passa a ver a paciência dos torcedores e dirigentes com suas falhas, acabar.

Um empate péssimo para o Botafogo e bom para o campeonato. A briga pela quarta vaga vai ser emocionante. O Botafogo pega o Grêmio na última rodada, que faz ainda um clássico com o Atlético-PR no Olímpico.


Grande abraço

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Tinha que ser assim?


No Engenhão, o que se viu foi um Fluminense pragmático e um Vasco conformado, sem maiores objetivos a alcançar ( caprichos dos pontos corridos).


Muricy, com um caminhão de desfalques, manteve o mesmo time do último jogo, com Valencia no lugar de Diguinho, suspenso.

Os vascaínos foram no 433, com Jonathan e Nunes entrando na equipe e Felipe sozinho no meio para armar. Erro feio de PC.

Com cinco no meio campo, o tricolor engoliu o "bacalhau". Fernando Bob não deixou o camisa 6 adversário armar, e as roubadas de bola se tornaram comuns. Em um lance de destruição de jogada, surgiu o primeiro gol. Tartá desarmou Felipe e tocou para Washington. O camisa 99 entrou na área e chutou cruzado. Prass rebateu nos pés do garoto das Laranjeiras, que só empurrou a bola para o fundo da baliza.

O atual campeão da série B esteve rendido no primeiro tempo. A equipe tentava entrar na defesa adversária pelo meio, muito congestionado. Dessa forma, ficou fácil para o sistema defensivo tricolor.

Na segunda etapa, só deu Vasco. Os cruzmaltinos passaram a atacar pelas laterais, principalmente com Fágner, e criaram lances perigosos. Foi impressionante constatar que o líder do Brasileirão não conseguia pegar na bola, jogando contra o 11º colocado, mesmo sendo um clássico.

Que fique claro: a tática de Muricy é eficiente, isso é inquestionável. Porém, seus "meios" vão contra ao que é pregado nesse esporte. O objetivo do futebol é fazer gols, não evitá-los. De 19 jogos em que o Fluminense fez gol antes dos 30min, apenas em 10 ele venceu. Aproveitamento de 52,6% dos três pontos conquistados. Para se ter uma ideia, o Flamengo, ano passado, foi campeão com 50% de vitórias, pior desempenho da era de pontos corridos. Os números mostram um desempenho superior a média do atual campeão, porém é preciso lembrar o fenômeno que houve no ano passado, uma excessão a regra. Além disso, é bom frisar que a análise foi feita sobre jogos onde o clube já contava com alguma vantagem.

É melhor a equipe buscar o segundo tento ao invés de se resguardar na defesa, abrindo mão da partida. E a justificativa do enfraquecimento do time devido aos desfalques não cabe, pois o treinador tricampeão brasileiro jogava da mesma forma quando podia contar com seus craques. Contra fatos, não há argumentos.


Os vascaínos tentaram, chutaram uma bola na trave, tiveram um último lance, mas não teve jeito. Ontem a noite foi tricolor.

O Fluminense se aproxima do título. O Vasco, vegeta.



Grande abraço

Só vontade não basta


Na Ressacada, Avaí e Botafogo tinham muito a perder e apesar disso, conseguiram pouco jogar.


Joel armou o time com Edno na lateral esquerda, já que Marcelo Cordeiro e Somália estão contundidos. Leandro Guerreiro continuou de terceiro zagueiro, enquanto Fahel ficou responsável pela contenção. Marcello Mattos tinha liberdade para atacar, dando apoio ao Alessandro.

O clube de Guga contou com a volta de Roberto, o desafogo da equipe.


A partida começou com o "Leão" tendo o domínio da posse de bola, mas sem objetividade. E é dessa forma que o Botafogo prefere se organizar. Ele deixa seu adversário dar o ritmo da partida, para que em um lance de contra ataque, mate o duelo ou então, no mínimo, seja capaz só de se proteger, garantindo um ponto. E foi isso que aconteceu ontem.

Em um dos piores encontros até agora do campeonato, pouco se viu de um bom futebol. Os catarinenses só sabiam reclamar. Dava para perceber que a equipe toda estava pilhada. Qualquer gesto do árbitro era motivo de contestação. Entre eles mesmos houve entreveros. Zé Carlos e Caio discutiram asperamente por uma bola perdida pelo meia.

Como desencargo de consciência, já no fim do jogo, Joel tirou Alessandro e colocou Caio em seu lugar. Adquiriu uma maior ofensividade, mas sem desproteger a defesa, já que o atacante atuou pela lateral.

O lance mais emocionate ( e o único), foi uma defesa de Jéfferson, de puro reflexo. Além disso, só um 0x0 de dar sono.


Para o Botafogo, o título ficou difícil. O Avaí já está na segunda divisão.


Grande abraço

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O grito começa a ficar entalado




No Beira-Rio, Internacional e Fluminense ajudaram o campeonato a ficar mais emocionante.


Muricy armou o time com Tartá no lugar de Júlio César, com Washington isolado no ataque. Das opções restantes, é a melhor formação. Dessa maneira, Conca passa a contar com a companhia de Marquinho e Tartá no sistema ofensivo, desmenbrando a marcação da equipe adversária e aumentando o número de opções do tricolor. Rodriguinho não é aquele jogador atuante do período em Santo André e por isso, deixou de ser confiável.

No caso de ontem, essa organização tática ainda serviu para igualar forças com o colorado. Os gaúchos jogam de forma semelhante, com também cinco no meio campo (três meias e dois volantes).

O jogo começou com as duas equipes se respeitando, mas com o Inter levando uma ligeira vantagem. As oportunidades saíam para os dois, com os gaúchos mais contundentes. Alecsandro protagonizou o lance mais perigoso. Livre, na marca do pênalti, o atacante cabeçeou para que Diguinho pudesse salvar em cima da linha. Essa jogada do atual campeão da Libertadores está manjada. Falta lateral e escanteio, mira apontada para o camisa nove. Ou ele se posiciona na segunda trave e se deslocada para frente da área ou ele fica próximo à sua entrada, para dar uma "casquinha" e desviar a trajetória da bola.

O líder do Brasileirão construía suas jogadas pela esquerda e pelo meio. Mariano quase não foi solicitado. Interessante para quem é um dos principais destaques do time. Nos últimos duelos vê-se um Conca diferente. O argentino agora arrisca mais chutes de fora da área, a gana pelo gol aumentou.

Apesar de os dois rivais se fazerem presentes no ataque, apenas um goleiro foi requisitado. Berna teve dia de salvador e, com o perdão da rima, conseguiu provar seu valor. Ele salvou um chute de Giuliano à queima roupa e quando precisou contar com a sorte, viu uma bola de Alecsandro bater na trave.

No segundo tempo, não houve muitas mudanças. Em determinado momento Muricy resolveu preservar o ponto valioso conquistado fora de casa e colocou Belletti na vaga de Conca. Destaque negativo para Tartá. A revelação ( será que esse título ainda lhe cabe?) não foi vista na partida. Parece que foi lá só para tomar um cartão amarelo.


O Fluminense continua na liderança. Está ficando bonito. O Internacional continua sua peregrinação pelos pontos corridos. Veremos se no futuro ele não será o "fiel da balança" na luta pela taça ou pelo rebaixamento.


Grande abraço