domingo, 31 de outubro de 2010

Mes que un ídolo




Uma lição de organização. Foi o que o Botafogo mostrou ao Atlético-MG na Arena do Jacaré.

Os mineiros controlaram o jogo todo. Os botafoguenses atraíam os rivais para seu campo, em uma tática muito bem armada por Joel. No esquema do técnico, o adversário fica com a bola no pé o tempo inteiro, mas sem saber o que fazer com ela fazer. Assim, surgem as oportunidades de contra ataque.

Explicando: os alvinegros, com sua marcação bem planejada, deixam os rivais sem opção. Dessa forma, só restam os cruzamentos que são sempre cortados por uma zaga alta e bem colocada. O atual campeão carioca dão uma falsa sensação de liberdade aos seus duelistas. É um jogo feio, sem dúvidas, mas que dentro das limitações atuais do time se encaixam perfeitamente.

Em um dia de Obina perdendo muitas chances e Tardelli chutando uma bola no travessão, os alvinegros foram lá e meteram dois gols de forma letal.

Mas nesse post vamos falar menos do jogo e mais de uma figura nova no futebol brasileiro. Loco Abreu.

O uruguaio é ídolo, não pelo o que ele é, mas pelo o que representa. O cara chegou no início do ano, desconhecido por muitos. Ao ser apresentado como craque, no início do ano, levou botafoguenses ao êxtase ( mesmo com a maioria sendo total desconhecedora do jogador) e os torcedores rivais, à galhofa.


Pois bem. O uruguaio já chegou pedindo a camisa 13, o que para um clube superstisioso como o Botafogo, se encaixa perfeitamente. Sua estréia foi no maior vexame alvinegro dos últimos tempos. Um 6x0 para se esquecer e desaparecer.

Mas Abreu está acima dessas pequenices. Não foge de responsabilidades. Pelo contrário. Comandou a reviravolta alvinegra e para fechar com chave de ouro, fez o gol de um título há muito desejado, em cima do maior rival. De paradinha, para mostrar que ele tem culhões.

Aliás, culhões são algo que não lhes faltam. E ele já mostrou isso, literalmente. Falaremos disso mais adiante.

No meio do ano, representante de sua pátria, foi para a Copa do Mundo. Não foi titular, mas e daí? Desde quando ele precisa ser titular para levar seu time a vitória? O craque está nos momentos certos. Na decisão por penâltis, esbanjando confiança e categoria, levou o Uruguai para a fase semifinal, a qual o país não visitava há 40 anos.

Com o quarto lugar, voltou ao Brasil. Seu sucesso aqui já estava consolidado. Festa para o Botafogo, que sorria ao lucrar com as ações de marketing sobre o jornalista. Sim, Washington Sebastián Abreu Gallo é formado em jornalismo. Ele é hábil também com as palavras, sua cultura o permite "hablar" e discutir diversos assuntos, algo não muito comum no mundo do futebol. Álias, Loco Abreu já publicou um artigo no jornal "O Globo", esse ano.

O uruguaio permaneceu um tempo de férias, afinal passou um mês um tanto quanto desgastante. A equipe carioca ia bem. Nesse momento, sua presença não era vital. Porém, a situação começou a ficar "preta". As contusões deixavam o time perdido. Ele voltou aos poucos. Surge uma polêmica. O atacante esbraveja contra Joel Santana ao ser substituido. Paira em General Severiano ares de crise. Bola fora. Nada acontece. A situação é apaziguada. Os envolvidos são experientes, vencedores e possuem sede de vitória. Apenas isso.

O tempo vai passando, perde mais jogadores. Loco Abreu mostra sua importância. O atleta passa a atuar em todos os setores do time, não fisicamente. Sua influência e garra levam o alvinegro ao empate em uma partida que parecia perdida, contra o Vasco. Na comemoração, os famosos culhões. "Aqui não tem moleque p...", pensa em dizer ou diz.

O campeonato vai passando, os jogos acontencedo. O uruguaio erra, acerta, vira sinônimo de paixão e também se apaixona. Em sua camisa especial, onde estão seus símbolos mais significativos, surge o escudo do Botafogo.

Ontem, o camisa 13 deu uma assistência e fez um gol. Levou o Botafogo ao 4º lugar. Agora o clube está a 3 pontos atrás do Corinthians.

Não importa que o alvinegro não consiga a vaga ou maiores vitórias. Afinal, se não conseguir nesse momento, conseguirá futuramente. A semente foi plantada. Loco Abreu representa o retorno de um clube aos seus bons momentos, representa o orgulho, a auto estima e a confiança de um time vitorioso, glorioso e histórico. Parabéns herói.

Garrincha, Nilton Santos, Jairzinho, Didi, Maurício, Túlio...Vocês já têm um novo companheiro.

A conta por favor


No Barradão, apenas um time em campo. O Vitória engoliu o Vasco e respirou um pouco mais.


Logo quando se iniciou o jogo deu para perceber como ele se desenrolaria. O placar foi aberto logo no primeiro minuto. Adaílton partiu de seu campo de defesa para o ataque e ao unir garra e velocidade, fez o 1x0. A zaga vascaína bateu cabeça. Jadson Vieira é fraco. Lento e pesado, o jogador explicou o fato de ter precisado ir ao Uruguai e Argentina para fazer carreira. Diogo, substituto de Ramon e Max, não aguentou a responsabilidade da marcação por aquele lado. Sem a ajuda de seus companheiros, ficou sozinho pelo lado esquerdo.

Perto do intervalo, Fernando Prass tomou mais dois gols. Elkesson chutou e o goleiro rebateu de uma forma errada. Acontece, tem crédito. No terceiro, Neto Coruja cabeceou livre e pode até olhar a bola entrar.

Visivelmente o Vasco largou de mão o campeonato. Os jogadores estão displicentes, algo natural. Chegando o fim de ano, com essa situação resolvida, o cara começa a se preocupar muito mais com sua situação contratual, física...A forma como sua equipe vai termina a competição passa ao segundo plano. Essa é uma das deficiências dos pontos corridos. Em seu fim, muitas equipes ficam à toa, prejudicando o ideal da formúla e também outros competidores, direta ou indiretamente.

No segundo tempo o time até tentou mostrar alguma reação, muito mais por orgulho, mas não deu certo. 4x2 Vitória, merecido.


O Vasco mostrou realmente ser um turista. O rubro-negro baiano corre atrás, a briga está interessante.


Grande abraço

sábado, 30 de outubro de 2010

Bobeou, dançou


No Engenhão, o Fluminense voltou ao velho ritmo, venceu o Grêmio e torce hoje para uma derrota do Cruzeiro.

Com os desfalques, Muricy armou a equipe no 451, com Marquinho e Júlio Cesar no meio e Washington isolado no ataque. Acertou, fez o melhor que pode. Dessa forma o tricolor facilitou a vida de Conca. O argentino teve sua responsabilidade dividida com mais outros dois jogadores e junto com essa obrigação, também desmenbrou a marcação gremista.

Os gaúchos contaram com a volta de Souza ao time. O meia jogou mais recuado, sua função foi dar mais qualidade ao "passe" do clube de melhor desempenho no segundo turno. Vilson, Lúcio e Douglas completaram esse setor.

A primeira etapa começou com a já famosa blitz do líder. Atacando por todos os lados, girando a bola com toques rápidos e envolventes, o Fluminense torna-se mortal. Aos 19 minutos Conca recebeu passe de Mariano, deu um drible de corpo em Souza e chutou, de fora da área. Golaço. O candidato a craque do Brasileirão fez algo que dele muito se cobra. Sua capacidade é inquestionável, mas falta em seu perfil o desejo pelo gol. Ele deve arriscar, chutar mais. Fazer o que se espera de um autêntico camisa 10.

Após o 1x0, o Grêmio tomou as rédeas da partida. O tricolor carioca recuou, resolveu esperar o adversário em seu campo. Esse Fluminense de Muricy é o time mais fácil de se analisar no campeonato. Ele repete o mesmo comportamento em todo o jogo. Pragmático, o técnico tricampeão brasileiro construiu uma "fórmula mágica", que certa ou não, bonita ou não, deu resultado. E é por isso que essa equipe encontra dificuldades contra times menores, pois com eles, a equação não se encaixa. Muricy precisa de esquemas táticos que exponham o rival para que sua magia dê certo.

E como previsto, a equipe de Renato Gaúcho agrediu, mas sem sucesso. Quando isso acontece, invariavelmente, o clube das Laranjeiras vai lá e mata o jogo. Em um lance de Thiaguinho no ataque, saiu o segundo gol. O lateral tocou para Conca que passou para Washington. O pivô entrou na área e devolveu para o "hermano", livre, marcar. Os cariocas aumentara sua vantagem no placar e decidiram o embate.

O Fluminense mostra-se uma equipe unida, fortalecida na dificuldade. O Grêmio ainda luta por uma vaga na Libertadores.


Grande abraço

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Novas caras


Um novo Flamengo e um novo Corinthians. No Engenhão, um jogo entre duas equipes que passaram por recentes transformações.

Luxemburgo inovou e armou o time com três atacantes. O técnico colocou Diogo no lugar de Kléberson. Ele ficou mais centralizado, enquanto Devid caiu pela esquerda e Diego Maurício, pela direita. Dessa forma o meio ficou com Maldonado, Willians e Renato, com só o último saindo para o ataque.

Tite colocou seus jogadores todos atrás da linha da bola. A defesa foi a grande preocupação. Além de os laterais não subirem, os setores da equipe se compactaram, com William e Chicão perto dos volantes. Ronaldo e Bruno César ficaram mais soltos no ataque, apesar de o segundo também ter a obrigação de marcar. O novo treinador corinthiano mudou a função de Elias. O camisa sete ficou mais preso às táticas defensivas, diferente da época de Adilson Batista, em que tinha total liberdade para atacar e comandar o time.

O primeiro tempo foi brigado, com o Flamengo melhor. Juan, Renato e Diogo construíram os lances com agilidade. O time trocava toques rápidos, em função da pressão rival. Um flamenguista chegava a estar cercado por três adversários. Diego Maurício fez um bom papel, faltou para a equipe chances concretas. Só Devid destoou do ritmo rubro-negro. O atacante parece estar meio perdido ainda, apesar de seu esforço.

E para fazer jus ao futebol e sua essência, os paulistas saíram na frente. Aproveitando-se de um "bate-cabeça" da defesa, Ronaldo recebeu livre para mandar por cima de Lomba. Após o gol, os cariocas perderam o "norte". Afobados, cometeram falhas até o fim da primeira etapa.

No intervalo, Luxa mexeu no time. Marquinhos entrou no lugar de Devid. Com ele na esquerda, Renato foi deslocado para o meio. O Flamengo não deixava o Corinthians com a bola. O atual campeão brasileiro encurralou os paulistas, que ficaram sem saída de jogo.

A predominância do atual campeão brasileiro não se traduziu no placar. Ponto negativo apenas para Willians, que não acertou "um" passe. Ir ao ataque não é a dele, pelo menos não em jogadas individuais.

O Flamengo vai projetando o time para o próximo ano. O Corithians vê o título mais longe.


Grande abraço

terça-feira, 26 de outubro de 2010

$ucesso


Dalton, Bruno Paulo, Oscar e Diogo. Dentre tantos outros jogadores não citados ou não sabidos, eles se destacam por um ponto em comum. Todos entraram em rota de colisão com seus clubes formadores.

Dalton e Oscar saíram de Fluminense e São Paulo, respectivamente, no início do ano. O zagueiro processou seu clube devido ao não cumprimento de pagamento no FGTS. Já o meia, alegou no processo que, aos 16 anos, foi coagido pelo tricolor paulista a assinar um contrato, reclamando também do atraso de salários e FGTS.

Bruno Paulo saiu do Flamengo e de lá começou a sua peregrinação. O atleta disse que a intransigência de Marcos Braz, ao praticamente obrigá-lo a assinar um novo compromisso, motivou a sua saída do rubro-negro. O lateral Diogo chegou a brigar com o São Paulo, alegando novamente a questão de aliciamento, mas desistiu e retirou o processo.

Instabilidade no emprego já é um fator negativo para profissionais experientes, imagine para os que estão começando. Na construção de um início de carreira sólido, por mais que as condições básicas não sejam as ideais, é fundamental a formação de um "nome".

O empresário, na ambição de fazer fortuna, não permite isso. Ele funciona como "pai" do menino, logo, sua influência sobre ele é forte. Aí mora o perigo. Com 13 anos, um "projeto" de atleta já possui representante. Sem uma base familiar sólida, os futuros profissionais viram presa fácil para os descobridores de talentos.

Por outro lado, os clubes chegam a ter tanto poder sobre uns que até os transformam em escravos. Contratos de "gaveta", exclusão do ambiente de trabalho, enfim, metódos ameaçadores e corriqueiros utilizados por essas instituições.

Os jogadores são eternos reféns. Vítimas de um sistema que impõe regras para o sucesso.

Grande abraço

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Tá nas suas mãos




Na Arena da Baixada, Atlético-PR e Fluminense jogaram em 30 minutos tudo que não foi feito nos outros 60.


Muricy manteve a formação dos últimos jogos, com Thiaguinho no lugar de Mariano, suspenso.

A partida começou com as duas equipes se respeitando muito. Os paranaenses basearam seu sistema ofensivo nas jogadas laterais e nas bolas paradas de Paulo Baier. O Fluminense ia ao ataque com Conca, Marquinho e Thiaguinho. O substituto do camisa dois tricolor tem qualidade. Seu apoio é bom, ele peca apenas na parte defensiva.

E aquele Marquinhos, lembram dele? O lateral ex-Duque de Caxias, escolhido pelo técnico tricampeão como reforço, só jogou um jogo, contra o Santos. Será que ele não voltará mais? O dinheiro foi gasto em vão? O atleta foi o único culpado pela derrota desconcertante?

Se no primeiro tempo não houve grandes oportunidades, o segundo foi teste para cardíaco. Precisando da vitória, os rivais abandonaram a responsabilidade tática e foram em busca da vitória.

O rubro-negro saiu na frente. Em bola parada de Paulo Baier, Washington cabeceou de costas para sua própria meta, tirando Berna do lance. Em desvantagem no placar, o Fluminense encurralou seu adversário. O tricolor passou a atacar por todos os lados, com um fôlego impressionante.

Diogo tem um papel fundamental na saída de bola do líder do Brasileirão. O jogador é opção para quando Conca e os laterais estão marcados. Marquinho também faz uma função importante como coadjuvante do argentino. Com certa técnica e muita garra, ele se destaca. E como um prêmio, ele empatou o jogo. Pegou de primeira uma bola fora da área, marcando um dos gols mais bonitos do campeonato.

Porém, o duelo ainda não havia acabado. Wagner Diniz, em jogada individual e contando com a sorte, virou para o time da casa. Alívio para uns, desespero para outros. Novamente os cariocas foram com tudo para o ataque e Tartá, estreante de ontem e que deveria ser titular, sofreu pênalti.

Aí o coração foi a mil. Washington quis porque quis bater e Conca, com personalidade e gana, não fez sua vontade. Bom para o Fluminense. 2x2.

Um parágrafo especial para o personagem da partida. Washington vive uma situação difícil. O pivô não marca há nove jogos. Além disso, fez um gol contra. Essa pressão o está deixando afobado. Ele deixou de criar diversas jogadas de perigo para seus companheiros, pois sempre tentava o arremate.

O camisa nove é individualista, todos sabem. Saiu do São Paulo por não aceitar ser reserva. A questão é que para o "coração valente" ser titular, ele deve estar sempre marcando, pois não há nele outra grande qualidade, como atleta. Cabe ao técnico tricolor controlar o ego de seu atacante, para que seus interesses não superem os de seu clube.


O Fluminense está com o campeonato nas mãos. O Atlético-PR, precisa de algo mais para levar a vaga da Libertadores.


Grande abraço

Mais do mesmo



Um clássico de poucas chances. Foi assim a primeira partida entre Vasco e Flamengo no Engenhão. Os cruzmaltinos saíram na frente, com Cesinha .No fim, Renato empatou para os rubro-negros e deu números finais ao placar. Com esse resultado a equipe de Paulo Cesár Gusmão ocupa o 12º lugar com 42 pontos. O Flamengo vem logo atrás, com 38.

O jogo começou com o time de São Januário pressionando a defesa adversária. Zé Roberto e Fágner levavam perigo à defesa do atual campeão brasileiro. O sistema defensivo flamenguista, vulnerável, cometeu erros constantes de saída de bola. Numa dessas falhas saiu o primeiro gol vascaíno. Cesinha recuperou a bola no meio campo e lançou para Zé Roberto. O meia cruzou e contando com uma falha de Wellinton, que rebateu a bola na trave, o zagueiro vascaíno,que iniciou a jogada, ficou livre para marcar.

Após sair na frente, o Vasco recuou e deu mais liberdade aos rubro-negros. O Flamengo chegava com tranquilidade ao ataque, mas pecava no momento da assistência. Klebérson, responsável por dar a qualidade ao passe, esteve apático durante todo o período em que permaneceu em campo. No intervalo Luxemburgo mexeu e colocou Petkovic em seu lugar.

A segunda etapa trouxe emoção aos pouco mais de 25 mil torcedores presentes. Precisando do resultado, o hexacampeão se lançou ao ataque. Aos 19 minutos, Dedé atingiu Willians com um carrinho na perna e recebeu cartão vermelho. Com um a menos, o recém chegado a série A se desequilibrou. PC Gusmão perdeu o controle e esbravejou contra o árbitro, sendo expulso. O técnico cruzmaltino se negou a sair do banco de reservas. Foi necessário o pedido de um reforço policial para que ele entrasse em seu vestiário.

Acuado e sem opção de ataque, o Vasco viu seu rival empatar. Marquinhos cruzou para Renato que de costas, cabeceou para a meta de Fernando Prass. Lance indefensável. À essa altura o treinador vascaíno já havia modificado a equipe com o intuito de segurar o resultado e como consequência perdeu a capacidade de criação.

No final, Fernando Prass se lesionou e o jogo foi paralisado por mais de 5 minutos. Ao ser fiel ao período de retardo da partida ao da o acréscimo, o juiz motivou a reclamação rubro-negra. Eles alegam que com as substituições durante a segunda etapa, o tempo acrescido deveria ter sido maior. O 1x1 persistiu e as equipes não sofreram alterações em suas posições na tabela.

O Vasco é um turista no Brasileirão. Para o Flamengo ocupar esse quadro, falta pouco.


Grande abraço

domingo, 24 de outubro de 2010

Sonolento


No Engenhão, Botafogo e Vitória protagonizaram um jogo entediante.

Os cariocas foram para a partida desfigurados, sem identidade. Com um Lúcio Flávio apático, o time pouco criou. Joel colocou Somália como meia e adiantou Marcelo Mattos, em vão. Eles não têm cacoete de atacante.

O rubro-negro, com três volantes no meio campo, foi com a clara intenção de jogar no contra ataque. Até deu certo. No primeiro tempo, os baianos tiveram facilidade para entrar na área do rival. Eles roubavam a bola e tocavam pra Júnior, responsável por fazer o pivô para esperar seus companheiros chegarem à meta rival. Com uma defesa lenta e pesada, os botafoguenses bateram cabeça. Se não fosse o Jefférson, a equipe de Antônio Lopes teria aberto o placar.

A Estrela Solitária tinha um sistema defensivo sólido. Porém, sem Fábio Ferreira e Antônio Carlos, jogadores agéis e velozes, o esquema perdeu suas características. Além disso, eles fazem falta também no ataque. O jogo aéreo da equipe não é o mesmo sem eles. Joel até tentou consertar isso e colocou Danny Morais fazendo a função tática dos titulares nas bolas paradas, sem sucesso.

O Vitória abusou da violência. Fez tantas faltas na entrada de sua área que em uma hora a bola entrou. Marcelo Cordeiro chutou no ângulo de Viafára, com maestria.

O segundo tempo foi "pobre". O Botafogo recuou, com Fahel entrando no lugar de Jóbson. O treinador alvinegro passou a jogar com dois meias ( Renato Cajá e Edno) e um atacante ( Loco Abreu). Sua intenção foi aumentar a posse de bola do time para que essa pudesse ser cruzada para o uruguaio.

No fim, o atual campeão baiano passou a presisonar mais, algo natural quando a equipe rival decide recuar. Os rubro-negros tentaram, mas nada fizeram.


O Botafogo conquista uma vitória fundamental para a consolidação de seus objetivos, está na briga. A situação do Vitória e preocupante e com esse time, não há perspectivas de melhora.


Grande abraço

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Consciência




Na última sexta Deco e Carlos Alberto prestigiaram a escolha do samba da Unidos da Tijuca. Uma foto foi feita e a polêmica, instaurada.

Os dois jogadores se encontram no Departamento Médico de seus respectivos clubes, com lesões graves.

Até que ponto essa situação caracteriza um descompromisso com seus pagadores e torcedores, lembrando que eles estavam em sua folga?

Essa é uma discussão eterna no futebol.

Alguns dizem: "Em seu tempo livre, o boleiro tem direito a fazer o que quiser, afinal ele é um ser humano como qualquer outro".

Errado. Ele é um atleta. Um esportista usa seu corpo para ganhar seu sustento. Dessa forma, seu trabalho em manter-se saudável está diretamente ligado ao seu desempenho profissional. E nesse caso, todo dia é segunda-feira. Ou talvez o organismo escolha um dia para descansar, pode ser que alguém consiga provar isso cientificamente, quem sabe.

Uma classe especial de trabalho merece um ritmo diferenciado de vida. Afinal, para ganhar 100,200,300 mil por mês, deve-se ter algum sacrifício. Outra especificidade é a sua vida útil. Os caras se aposentam antes dos 40. Ou seja, não é nem inteligente da parte deles ter uma rotina boêmia.

Além de toda essa questão da saúde, há a imagem do clube. E eles recebem salário também por ele.

A instituição deve ser respeitada, mesmo que seus atuais administradores não sejam sérios ( situação hipotética, não é uma crítica direta à Vasco e Fluminense), há uma legião de apaixonados por trás dela.

O exemplo mais atual é o Flamengo. Bruno, Adriano e companhia fizeram a festa. O desempenho em campo era o álibi para o "bundalelê" fora dele. Pois bem, a magia acabou e a imagem do clube se arranhou eternamente. Caiu na galhofa. Escandâlos e mais escandâlos deram ao rubro-negro ares de departamento de polícia. Se valeu a pena ou não, é uma questão discutível e indefinida.

No caso mais específico do Brasil, dá-se a impressão que os jogadores estão cansados da "pegada" européia e decidem vir para cá, pois aqui poderão curtir a vida e continuar ganhando seu dinheirinho suado (?) do fim do mês.


Esportistas são especiais. Falta base e educação para que alguns possam se comportar de forma digna.


ps: Lembrando que essa foi uma discussão ampla e que apenas se aproveitou do fato da semana passada para originar um maior aprofundamento. Nenhuma crítica está ligada diretamente ao Deco e ao Carlos Alberto.


Grande abraço

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Saber aproveitar


No Engenhão, Fluminense e Botafogo deram segmento ao que (não) estão fazendo nos últimos jogos.


Com Mariano, Diguinho e Emerson de volta, Muricy armou o time mais próximo de sua formação ideal. Os jogadores são os mesmos. Já a fase, é outra. Washington completou oito partidas sem marcar.

Do outro lado, também havia uma equipe combalida. Parece que a confiança do Botafogo foi embora junto com Maicosuel. Lúcio Flávio não é mais aquele de 2006, 2007, onde era líder. Inapto, o camisa dez transformou sua frieza, antes fator determinante para vitória, em passividade.

O tricolor dominou o primeiro tempo, com alguns lances perigosos. Jeffersón teve boa atuação nos chutes do rival. Só depois dos 40 minutos o alvinegro deu o ar da graça, e quase marcou. Livre dentro da área, Loco Abreu pegou uma bola de primeira e mandou lá longe.

Na segunda etapa nada se alterou. A "cara" de 0x0 da partida ia ganhando traços.

Mariano pouco apareceu. Uma das principais armas do segundo colocado, o jogador apoiou de forma tímida. No Botafogo, Jóbson até construiu algumas jogadas, mas finalizou mal em todas.

Muricy e Joel mexeram em suas equipes, em vão. Os atletas foram trocados, mas a mentalidade em campo continuou. O treinador alvinegro até tentou fugir desse marasmo, colocando Caio no lugar de Alessandro, mas não deu certo. A revelação botafoguense só apareceu ao simular uma falta.


No fim, o Fluminense viu os três pontos de perto, porém, Antonio Carlos bloqueou o chute de Júlio Cesar, evitando o gol da vitória tricolor.


Os cariocas contam com a sorte dos tropeços de rivais. Resta saberem aproveitar essa situação da melhor forma.


Grande abraço

Ainda não acabou


No Serra Dourada, um contraste de realidades entre Atlético-GO e Vasco.


O primeiro tempo foi truncado, com nenhuma das equipes dando espaço. Renê Simões marcou os pontas do rival. Dessa forma, Felipe teve a bola dominada, mas não concluía o passe, pois Éder Luís e Zé Roberto (apagado) sempre contavam com a companhia de um marcador. O camisa seis vascaíno então viu-se obrigado a tentar outra alternativa, o chute em distância, e assim criou o lance de mais perigo da partida, até então.

Sem Elias, os goianos tiveram em Anaílson sua fonte de criação. O ex-São Caetano chegava à área adversária, mas seus companheiros, afobados demais, concluíam mal. Era perceptível o desespero e a gana dos atleticanos.

Com o 0x0 persistindo no placar, a partida ficou mais aberta na segunda etapa. O rubro-negro aumentou a pressão, seus atacantes perdiam gols incríveis, e os cariocas iam se segurando como dava, até Carlinhos ser expulso.

O cartão vermelho não só deixou a lateral esquerda desguarnecida. Ele mexeu no time todo. Como o "bacalhau" já havia colocado dois atacantes e um meia em campo, Acácio teve que improvisar. Sem sucesso, o Vasco acabou com seu lado esquerdo e ataque afetados.

A pressão do clube da casa aumentou, e como uma recompensa, após uma linda defesa de Prass, a bola caiu nos pés de Anaílson. Gol do Atlético. A partir daí os cruzmaltinos se "renderam", restava apenas esperar o fim do jogo.

Márcio anotou o segundo tento do rubro-negro, de pênalti.


A tática de PC não deu certo ontem. Acontece. Renê soube neutralizar as armas vascaínas. Deixou Felipe com a bola, e bloqueou suas opções de passe.


O Vasco faz turismo no Brasileirão. O Atlético-GO quer deixar a situação cada vez mais emocionante na parte de baixo.


Grande abraço

domingo, 17 de outubro de 2010

Valorizar riquezas


O Estádio Olímpico João Havelange, vulgo Engenhão, é uma das construções mais modernas de nosso país, de nível internacional.

Ele se compara, sim, aos projetos feitos para a Copa do Mundo, sem levar em consideração a capacidade de público, um pouco reduzida. As dependências são amplas e arejadas, com câmeras localizadas em pontos específicos do ambiente, afim de visualizar e administrar com efetividade as mais diversas situações que podem se originar em grandes aglomerações. Há também um estacionamento amplo, um espaço confortável para a imprensa e camarotes, ao contrário do Maracanã, próximos ao campo, com uma infraestrutura avançada. Porém, o sucesso técnico não corresponde ao público. E para ficar claro, a "engenharia" nada tem a ver com isso.

Os governantes falharam na criação de um ambiente necessário para qualquer espaço público. E o erro não está no fato de o estádio se localizar distante dos grandes centros da cidade. Na Europa e também na África do Sul ( o Soccer City é um exemplo), diversos de seus "templos" são construídos em áreas periféricas. A diferença é que lá existe todo um estudo urbanista capaz de estimular a visitação das obras.

Aqui, o transporte público é falho. Só há, praticamente, o trem. E são nos "trilhos" que as torcidas rivais se degladiam ( isso é senso comum), afetando diretamente outro aspecto, a segurança. Alguém pode dizer: "Mas e os táxis?". Bom, se o espectador não tiver problemas com extorsão, sim, essa pode ser uma boa saída.

As ruas são diminutas, as pessoas se espremem e são jogadas para fora da calçada, obrigadas a lutar com os carros por um espaço. A iluminação é precária, facilitando uma série de distúrbios comuns à cidade.

Enfim, qualquer critica ao Engenhão deve ser melhor analisada. O estádio é excelente. Moderno e seguro, amplo e arejado. Sem qualquer exagero, é de nível internacional.

Resta ao poder público resolver os problemas criados por ele próprio. Que aprenda a valorizar nossas riquezas, nossas qualidades.


Grande abraço

Vontade


No Engenhão, o Flamengo lavou a alma contra o Internacional.


Os gaúchos começaram ditando o ritmo do jogo, com um amplo domínio no meio campo e na defesa. O 451 de Celso Roth é inteligente, pois deixa sua equipe com mais jogadores em dois setores do campo que impossibilitam o trabalho com calma do adversário. Tinga é coração da equipe, a bola sempre passa pelo seus pés. O volante "cai" por todos os lados, e privilegiado pelo esquema, tem sempre um companheiro próximo a si, para construir tabelas e outros lances de efeito. Apesar do controle, o colorado não conseguia chegar à área dos flamenguistas.

O rubro-negro se assustou com a pressão do rival. Errou inúmeros passes, além de não conseguir criar jogadas ofensivas. Era lançamento longo e Diego Maurício que se virasse contra dois, três defensores rivais. Até Juan se apresentar, foi assim. O lateral apareceu e o Flamengo concentrou todas suas jogadas pela esquerda, e deu certo. Em um de seus cruzamentos, Deivid sofreu um penâlti, revertido pelo próprio.

É interessante ver como a saída de Silas mexeu com os atletas. A movimentação e a vontade deles aumentou consideravelmente. Estranho como um time consegue mudar de uma hora para a outra. A mesma situação com o Atlético-MG. Com um treinador novo devem chegar jogadores "novos", talvez seja isso.

Na segunda etapa, com dois gols atrás no placar (Renato marcou o segundo gol de falta, um golaço), o Inter, claramente, largou a partida de mão. O atual campeão da Libertadores decidiu se poupar, já que no fim do ano vai participar do Mundial, e propiciou o aumento do controle carioca. Celso Roth decidiu apostar na equipe até os 25min, quando tirou D'Alessandro, Alecsandro e Tinga, ao mesmo tempo. Aí ele confirmou a despedida do Internacional da luta pelo título.

Deivid marcou o terceiro gol e Renan defendeu o que seria o 4x0, em um chute potente de Kleberson. O Hexacampeão manteve-se sereno até o fim da partida. O rival não ameaçava.

Luxemburgo retorna em bom estilo, junto com o Flamengo. O Internacional confirma suas prioridades e será um mero turista até o término do campeonato.


Grande abraço

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Versatilidade


Em São Januário, Vasco e Corinthians protagonizaram um jogo de estudo, por uma parte, e de desespero, por outra.

O "bacalhau" começou a partida indo pra cima, mas sem pressa. PC Gusmão armou uma equipe muito fria e calculista, bem orquestrada. Éder Luis, Zé Roberto e Felipe cumprem funções opostas, bem efetivas. O Vasco é versátil. Essa é a palavra.

Os cariocas armaram todas as suas jogadas pela esquerda, fizeram a festa por ali. Os atacantes vascaínos são muito velozes, sabem se movimentar e estão sempre bem colocados. Felipe é o responsável por ditar o ritmo, dar uma cadência ao time. Esse contraste entre seus atletas possibilita um "leque" extenso de táticas, que permitem ao técnico trabalhar de acordo com o momento vivido na partida.

Zé Roberto e Éder Luis mataram o jogo logo no início, deixando o Vasco com dois gols de vantagem no placar.

O Corinthians se descaracterizou. Com esses jogadores, não será campeão. Os paulistas possuem um meio campo leve, com uma defesa lenta. Aí, a conta não fecha. Para se ter essa formação, é preciso que o ataque seja mortífero, como aquele Botafogo do Cuca. Parece que essa realidade foje ao padrão atual dos corinthianos, pelo menos nos últimos jogos.

O segundo tempo começou com o terceiro colocado tentando construir uma pressão, em vão. PC fechou o Vasco de uma maneira em que todos cruzmaltinos se posicionacem próximos uns aos outros, facilitando assim uma marcação intensa e a saída de bola rápida no contra ataque. Nessa organização, o clube de Ronaldo era obrigado a sair para o jogo com seus zagueiros, dificultando assim a organização ofensiva.

Com poucas emoções até o fim da partida, o 2x0 foi matindo sem maiores ameaças.

O Vasco entra numa fase decisiva para a consolidação de suas pretensões. É agora ou nunca. O Corinthians degringóla, mas está longe de dar adeus ao título, pelo contrário.


Grande abraço

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Valores




Flamengo e Atlético-GO protagonizaram um jogo de propostas diferentes. Um quis jogar com a bola, o outro, sem.






O clube carioca manteve o domínio da partida desde o início. A questão é que seus jogadores não obtiveram sucesso em furar o bloqueio imposto por Renê Simões. Com oito atletas atrás da linha da bola, Juan, Léo Moura, Kleberson e a novidade, Correa, deveriam ter jogado mais "abertos".




Luxemburgo trocou Correa e Willians de lugar. Antes, mais fixo na cabeça da área, o camisa sete ganhou mais liberdade. O oposto aconteceu com o maior ladrão de bolas do último campeonato.




No início da partida Diogo se contundiu, com Diego Maurício entrando em seu lugar. Com menos "grife", a revelação rubro-negra foi bem mais efetiva. Sua movimentação conseguiu surpreender a defesa goianiense, mas ele precisava de mais um companheiro para trabalhar as jogadas. Depois de muitos anos e eternas promessas, parece que o Flamengo conseguiu revelar um bom atacante.




No segundo tempo, Luxemburgo sacou o inapto Klebérson ( a cada jogo brilhante, ele fica dez sem dar o ar da graça em campo) e pôs Marquinhos. O hexacampeão brasileiro aumentou a pressão, mas continuou enfrentando problemas para furar o bloqueio do Atlético-GO.




Já no fim da partida, Val Baiano trouxe tranquilidade aos flamenguistas. Em um cruzamento de Marquinhos, cabeçeou com destreza para o gol de Márcio. Lavou várias almas, incluindo a própria.




Em desvantagem no placar, os goianos saíram em busca do empate, nada tinham a perder. A equipe da Gávea se acuou e cometeu uma série de faltas na entrada de sua área. Passou por sustos e quase levou o empate. Seu treinador ia à loucura com a displicência de Juan. Diego Maurício, como um prêmio, marcou o segundo gol em lance individual e minou as chances de reação do seu rival.








O Atlético-GO sabe que já não dá mais. Sem Elias, o time perdeu sua principal arma. O Flamengo, respira aos poucos, mas está longe da salvação.








Grande abraço

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Semelhanças


Atlético-PR e Vasco protagonizaram uma partida nada emocionante.



Os dois times são planejados para destruírem jogadas, ao invés de construí-las, pelo menos quando estão sem suas mais efetivas armas de ataque.


Éder Luis e Zé Roberto não vão salvar os cariocas em todo jogo. O camisa dez cruzmaltino se posicionou no meio campo e até tentou fazer algo, mas ali ele pouco funciona. O ideal é que fique próximo à área.


No outro lado, uma andorinha só não fez verão. Paulo Baier não tem pique para jogar com a velocidade de antes. Seu cerébro pensa, funciona, e bem, mas seu corpo deixa de obedecer. Na verdade, ele está parecendo mais um Kicker ( atleta do futebol-americano responsável pelas bolas paradas).


Os estrangeiros não substituíram Guerron e Branquinho à altura. Os paranaenses buscavam sempre as jogadas pelas laterais, com Nieto ou seus zagueiros de referências na meta adversária. Levaram perigo, mas em todos os lances cometeram pequenos erros que impossibilitaram o gol.


O Vasco concentrou seu jogo em Fágner, Zé Roberto e Éder Luis. Seus lances individuais foram poucos eficientes e assim, os cariocas diminuíram seu desempenho.


O segundo tempo foi o retrato do primeiro, apenas com o aumento da incidência de lances perigosos, algo normal no futebol. Quanto mais próximo o fim de uma partida, menos a equipe em desvantagem respeita sua organização inicial, se lançando de qualquer forma ao ataque.



O Atlético-PR vai ficar nessa mesmo, eles jogam para defesa. Perceba: mesmo com suas melhores armas ofensivas, o rubro-negro faz poucos gols. O Vasco pode evoluir, depende dos jogadores.




Grande abraço

Nocaute




Fluminense e Santos, no Engenhão, fizeram um jogo emocionante, até a página dois.



O tricolor foi à campo com Marquinho no lugar de Deco, Valencia na posição de Fernando Bob ( essa mudança ocorre desde o jogo contra o Prudente) e Marquinhos substituindo Mariano. Pelas trocas, fica claro que o time de Muricy se enfraqueceu. Sem o lateral direito, a equipe perdeu sua válvula de escape, seu desafogo. O treinador tricampeão brasileiro, ao colocar Valencia, liberou Diogo. O volante ganhou mais liberdade para sair com a bola. O objetivo foi deixar o lado direito menos capenga.



O duelo começou disputado, ambos os clubes chegavam facilmente à área adversária. O Santos usava sua velocidade e levou perigo. Só não abriu o placar por falhas no último passe. Já o Fluminense, cadenciava o jogo, trabalhava bem a bola. Todos procuravam Conca. O argentino participou intensamente dos lances ofensivos de sua equipe. Na verdade, sem ele, dificilmente os paulistas seriam agredidos.



No segundo tempo, o quadro mudou. Muricy tirou Marquinhos e colocou André Luis. Sua intenção foi liberar o lateral direito para o ataque, porém, o renomado técnico se esqueceu que quem estava lá não era Mariano.



Na medida em que o tempo ia passando, Conca ficava mais exausto. O craque do líder do Brasileirão, sobrecarregado, sentiu o cansaço imposto pela correria da partida.



As jogadas em velocidade dos santistas começaram a funcionar, e os gols começaram a sair. Em noite infeliz da zaga tricolor, Zé Eduardo fez a festa. Em todos os lances os zagueiros ou perderam na velocidade ou ficaram "dormindo".



Fred sentiu a lesão de novo. Com poucos minutos em campo, o craque voltou a se machucar. E junto com sua derrocada, foi o Fluminense. Seus companheiros se abateram, a preocupação dos jogadores foi notória. No banco, não havia substituto.



Um 3x0 sem culpa do técnico. Muricy fez o que pode, mas como disse na entrevista, o tricolor teve azar. Os desfalques estão sendo fundamentais para essa fase instável do time. O esquema planejado pelo técnico fica deficiente sem eles.



O Santos traça seu passeio no campeonato, com poucos objetivos e divertindo seu público. O Fluminense precisa mostrar força.




Grande abraço

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Vida nova


Como adiantado pelo "furo" do blog, hoje Luxemburgo assumiu como técnico do Flamengo.



Essa mudança tem tudo para ser benéfica para as duas partes.



O treinador vê no clube carioca a chance de ressurgir e calar seus críticos, apesar de não precisar. Luxemburgo é um vitorioso e seu cúrriculo prova isso. É injustiça e oportunismo colocá-lo como único culpado pelo o que aconteceu com o Atlético-MG. Quantos gols Tardelli fez no Brasileiro? Diego Souza está sendo realmente efetivo na equipe? Enfim....



Sua competência é inquestionável e em seu time do coração, deve obter sucesso.



O Flamengo, depois de muito tempo, conta com um técnico de nome. E quando me refiro à essa questão, deixo claro que é quanto à títulos, passagens por seleção e clube estrangeiro.



Há uma nova voz, forte e respeitada, capaz de mudar o ambiente atual.



Boa sorte




Grande abraço

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Já é realidade

Já está tudo certo para Luxemburgo ser o novo técnico do Flamengo. Ele será anunciado nesta terça, pela manhã.

Só uma discordância de última hora impedirá a assinatura do contrato.


Amanhã uma análise mais profunda sobre essa contratação aqui no blog.




Grande abraço

O esporte e sua base



O Vôlei está em crise. A Liga Mundial, em seu regulamento, colocou o duelo Brasil e Bulgária em uma situação constrangedora: a derrota seria mais benéfica que a vitória, para os dois.
Quem perdesse, além de evitar grandes deslocamentos, cairia na chave mais fácil.


Esse caso é só uma consequência de um trabalho muito maior, que buscava, na realidade, beneficiar a equipe da casa, a Itália. O estatuto foi construído de tal forma que a seleção anfitriã, fatalmente, teria sua trajetória facilitada, tanto na logística quanto na dificuldade de seus jogos.

Só que quem fez as regras não previu a tragédia que ia acontecer, ponto negativo, um escândalo para o vôlei mundial.



Vamos analisar o comportamento dos duas equipes.


Além de concentrar suas partidas em toda uma cidade, a seleção perdedora enfrantaria um grupo mais fácil.


Como entrar numa partida sabendo que é melhor perder? Como ir contra o esporte?




Há muitas coisas envolidas em um jogo. O técnico que vai comandar um time sabendo que a derrota é benéfica vai se arriscar o menos possível. Isso é natural. Qualquer um nessa posição agiria dessa forma. Não da para crucificar.



Vai deixar um jogador se contundir? Vai perder um elemento fundamental do time para etapa decisiva?



Por outro lado, vai criar uma mancha para vida inteira? vai, com o time mais forte do mundo, se acovardar?




A situação é delicada, remete a ética e aos ideais desportivos de conduta dos envolvidos nessa área.


Não há certos em todo esse imbróglio. O erro foi deixar a situação chegar a esse ponto.




Grande abraço

domingo, 3 de outubro de 2010

Sabor amargo


Ontem, Botafogo e Flamengo protagonizaram uma partida aquém de seus interesses.


O jogo começou com as equipes se respeitando muito. A intenção delas era não se arriscar. Os alvinegros tiveram dificuldades na saída de bola. Túlio Souza ficou preso, Lúcio Flávio pouco se movimentava e sobrava apenas para Somália essa função. Aí ficou fácil para o Flamengo marcar. Silas organizou o time no 352, com Angelim e Renato ocupando o lado esquerdo.



Em um primeiro tempo de poucas chances, Lúcio Flávio cobrou uma falta à la Pet e colocou seu clube à frente no placar. Apesar de ter saído derrotado na etapa inicial, o rubro-negro foi quem teve mais oportunidades de gol. Todas pela direita, originadas da movimentação de Léo Moura ( sempre ele) e Kleberson.


Na volta do intervalo, o duelo permaneceu igual. Muito respeito e pouca emoção. Joel até tentou mudar essa pasmaceira, mas no momento em que iria colocar Caio, Alessandro foi expulso. Pênalti para Pet cobrar, perder e Léo Moura empatar. Logo após ao lance, Renato tomou vermelho. A partida voltou a ficar igual.



O Botafogo ainda deve ter esperanças, mesmo que remotas. O Flamengo precisa de um "choque", começando pela saída de Silas.



Grande abraço


A bola pune


Grêmio Prudente e Fluminense fizeram uma partida de muita luta. Um batalhou para sobreviver. O outro, para se glorificar.



O primeiro tempo começou com o tricolor indo pra cima com Conca e Carlinhos. Diogo era o responsável pela saída de bola, junto com Deco. Devido a sua qualidade, o time carioca acaba impondo o ritmo do jogo naturalmente.


O Prudente não tinha um desafogo. Tentavam uma jogada ou outra, conseguiram algumas bolas paradas, todas nas costas do Carlinhos, mas sem sucesso. Com jogadores de um nível abaixo da série A, a equipe faz o que pode.


De tanto pressionar, o Fluminense achou o primeiro gol. Rodriguinho recebeu passe de Conca e bateu de primeira. Golaço.


O líder do Brasileirão está com dificuldades na finalização. Washington, responsável por essa função, não marca há cinco jogos. Rodriguinho perde muitas oportunidades, tenta enfeitar sempre. Fred precisa voltar para que o Fluminense retorne ao seu velho ritmo. O prazo de validade de seu reserva vai acabar ou já acabou.


Na segunda etapa, os dois rivais mudaram seus comportamentos. Os paulistas voltaram mais ofensivos, mesmo que isso não representasse algo relevante. O time das Laranjeiras diminuiu o ritmo, mas em função da fragilidade de seu adversário, não recuou tanto como em outros jogos.


É curioso ver como Muricy arma o Fluminense. Ele é metódico. Toda partida é igual. Em um tempo ele usa uma lateral para atacar e no outro, inverte o lado. Os jogadores são sempre usados da mesma forma, não saem de seus "espaços".


Por um lado, o treinador acaba implementando uma filosofia que se bem aceita, vira sinal de sucesso. Por outro, quando existe necessidade de improviso, ele se perde todo. É só ver o exemplo do São Paulo. Lá ele usou Richarlysson em todas as posições. No Rio, o escolhido foi Marquinhos. A fórmula de sucesso, pode ser a da derrocada. É preciso saber trabalhar dentro das adversidades.


Aos 27 minutos, o Prudente se aproveitou de uma falha da defesa tricolor e empatou o jogo. Só assim mesmo para a "abelha" conquistar pontos. Eles se esforçam, mas nada disso adianta se não há uma equipe organizada tática e técnicamente.



O Fluminense perde mais uma incrível chance de disparar. O Prudente, respira por aparelhos.




Grande abraço

sábado, 2 de outubro de 2010

Unidos venceremos


Em São Januário, Vasco e Goiás protagonizaram uma partida de reviravoltas.


A equipe de Jorginho buscou, claramente, o empate. O técnico organizou o time no 361. Com seis defendendo e só um meia e um atacante, eles abdicaram do jogo.

Mas como o futebol é imprevisível, o 18º colocado saiu na frente. Em um lance que se tornou a marca do Goiás em todo o primeiro tempo, Marcão lançou a bola do meio campo, Felipe contou com a falha da defesa vascaína e livre, marcou. O Esmeraldino tinha essa como única jogada ofensiva. Assim que o lateral esquerdo chegava a linha média, cruzava em direção à área.

O Vasco era ineficiente no ataque. Felipe está sobrecarregado. O experiente jogador foi infeliz em suas jogadas individuais e mal passava a bola. Dessa forma a equipe cruzmaltina construíu seu jogo por todo o primeiro tempo, através de lances pessoais. O time de Dinamite tentava chegar ao gol adversário apenas pelo meio. Não utilizava as laterais. Era pouco para quem estava enfrentando uma equipe tão fechada, mas como "água mole em pedra dura", Éder Luis recebeu um belo passe de Zé Roberto e empatou o duelo.

Dez minutos depois, Jones colocou o Goiás novamente à frente no placar. Valmir Lucas carregou a bola e tocou para o ex-América, que passou por Titi ( O zagueiro teve noite infeliz. Participou dos dois gols sofridos pelo Vasco) e fez o segundo gol dos visitantes.



Na segunda etapa, PC Gusmão armou um time mais leve. Sacou o ineficiente Rafael Coelho e pôs o veloz e habilidoso Allan. Felipe já havia saído, por contusão, com o ponta Jonathan entrando em seu lugar. O "bacalhau" trocou os lances individuais pelas jogadas laterais. A equipe passou a agredir mais. O Goiás foi encurralado. Zé Roberto passou a chegar mais à área, onde leva um maior perigo. Max e Fágner imprensavam os "verdes".

De tanto insistir, a equipe carioca virou o jogo. Futebol sempre privilegia o ataque. Não adianta. Existem exceções, claro, mas que só servem para confirmar a regra.



O Vasco volta ao seu ritmo habitual e deve conquistar posições mais elevadas. O Goiás faz o que pode e até é capaz de dar esperanças aos seus torcedores, em vão.




Grande abraço