segunda-feira, 26 de julho de 2010

Internacional x Flamengo


Um jogo senão excelente, bom. Muitas chances para os dois times, originadas por Taison e Petkovic.


No primeiro tempo vimos um inter tocando rápido a bola e chegando logo ao ataque. Um jogo envolvente. O Flamengo saía bem com a bola, mas chegava no meio campo e não sabia o que fazer com ela. Pet não buscava o jogo e as laterais eram bem marcadas. Léo Moura ficou apagado durante todo o jogo. O inter apresentava uma saída de bola centralizada em Tinga, que em uma dessas oportunidades, tocou para Taison marcar o gol dos gaúchos.


No segunto tempo, como não tinha nada a perder, o Flamengo saiu para o ataque e melhorou muito a qualidade do jogo. Marquinhos e Val Baiano ainda precisam de uma sequência de jogo. O primeiro jogou até bem, mas o segundo não foi visto em campo. Pet quase marcou em diversos escanteios, assim com o inter quase marcou em diversos contra ataques.


Com esse ataque o Flamengo não vai muito longe. E o inter, apresentou um ótimo desempenho, envolvendo o adversário no toque de bola e sendo efetivo na marcação. Candidato ao título.



Grande abraço

A "nova" seleção


Mano Menezes divulgou hoje a lista dos convocados para o jogo contra os EUA. Na lista, muitas surpresas e a realização de muitos pedidos, como se imaginava. Vamos ser frios na análise.


Para o gol, foram convocados: Renan, Victor e Jefferson. Vendo os nomes, podemos constatar que são dois goleiros tarimbados e uma promessa, visando as Olímpiadas, provavelmente. São atletas de qualidade e que possuem seu valor, mas que não devem ter muito futuro com a amarelinha.


Para a zaga, foram convocados : David Luiz, Réver, Thiago Silva e Henrique. Todos esses nomes já foram pedidos, em algum momento, para a seleção. Só era difícil encaixá-los pois no time, nessa mesma posição, haviam nomes consagrados e incontestáveis. Acredito que com esse novo ciclo, alguns jogadores dessa última copa vão sair da seleção, como o Luisão, e assim, vão dar lugar a novos atletas. Lembrando que mesmo reserva na última copa, Thiago Silva já era inquestionável. Ou seja, não haverá grandes mudanças na zaga. David Luiz deve ocupar a vaga do também zagueiro do Benfica e só surgirá outra vaga se Lúcio ou Juan (acredito que esse último com mais chances) sairem da seleção. Mais que isso, não irá acontecer.


Para a lateral : Rafael, Daniel Alves, Marcelo e André Santos. Bons nomes também. Na lateral direita não vai haver nada de novo. Maicon e Daniel Alves vão manter suas posições. A lateral esquerda que será toda renovada, e esses dois nomes parecem que seguirão até o fim. Rafael só foi convocado em vista de 2012, não possui chances de algo maior.


Para o meio: Ederson, Carlos Eduardo, Hernanes, Sandro, Ganso, Lucas, Jucilei e Ramires. É o setor mais contestável e que sofrerá mais alterações durante todo o trabalho. Vamos deixar claro que essa convocação foi de "improviso" e que por isso surgiram nomes como Ederson e Jucilei. Pelo menos são jogadores de qualidade. Dá um alívio enorme saber que será uma seleção técnica, leve. Buscaremos vencer no talento, não na força. Um fato que comprova isso é que Dunga convocava Carlos Eduardo como atacante, e Mano o chamou como meia. Assim, podemos ver que a ideia do novo técnico é ter um meio campo mais leve.


Para o ataque: Robinho, Neymar, André, Alexandre Pato e Diego Tardelli. Bons nomes também. Sem muito o que dizer. Menezes apostou no ataque mais positivo do Brasil e em nomes "aprovados", de qualidade. Outro fato a se constatar é que Dunga convocava quatro atacantes, deixando uma vaga a mais no meio para um Felipe Melo da vida ou um Klebérson ou um Josué,enfim, jogando assim uma das vagas no lixo. O ex-técnico do Corinthians, chamando cinco, comprova mais uma vez sua intenção de se preocupar com o ataque, uma mudança de pensamento que trará esperanças a todos os torcedores do Brasil, menos ao Dunga.



A convocação trouxe bons nomes, que senão melhores que outros, são passíveis da aprovação de todos e vistos com bons olhos. É interessante ver que nenhum desses nomes causou uma grande revolta em jornalistas e torcedores, ditando assim o ritmo do que será essa nova fase. Também é bom dizer que essa seleção foi montada ás pressas e privada de muitos nomes, com isso, podemos ter certeza de que no mínimo metade desses nomes não estará em 2014.


Boa sorte Mano Menezes, estamos com você.



Grande abraço

domingo, 25 de julho de 2010

Quem assume?


O que vimos hoje na F1 foi p típico jogo de equipe que repudiamos. A Ferrari mostra assim qual é o seu primeiro piloto.


A equipe está em seu papel, discutível, é verdade, mas que precisa ser feito de algum modo. A vitória envolve não só os pontos conquistados, envolve contratos, exposição, e outras coisas que trazem lucro a equipe. Tá no contrato que isso pode ser feito? Não sabemos. Alguém poderia ter peito para nos dizer? Sim.


Se está no contrato, Massa não deve ficar emburrado. Se não gostou do que aconteceu, não tivesse se submetido à isso, simples.


Se não está no contrato, Massa demonstrou falta de "peito". Não é bom piloto? Não se garante? Então deveria ter colocado seu amor próprio em primeiro lugar e desrespeitado a ordem da equipe, pois acima de tudo está o orgulho próprio.


O que aconteceu não é novidade. O fato novo é não termos mais aquele velhos pilotos que nunca admitiram uma atitude como essa, como Prost, Piquet, Senna...


Saudades...



Grande abraço

A Era Mano Menezes


Bom, a Era Muricy durou algumas horas e depois de muitas especulações, Mano Menezes aceitou o convite da CBF.


O Fluminense fez jogo duro, e prendeu Muricy lá. É bom deixar claro que Muricy ficou lá porque os tricolores quiseram, não por sua própria vontade e também que na seleção o salário dele seria por volta de 300 mil reais, e no clube carioca ele ganha 600 mil. Ou seja, não é só "amor" não.



O Mano foi uma ótima escolha. Sua carreira é curta, mas credenciada ao cargo. Com o Grêmio alcançou uma final de libertadores e foi um dos protagonistas da "Batalha dos Aflitos", um dos maiores jogos da história do futebol brasileiro. Também dirigiu o Corinthians, sendo campeão da Copa do Brasil e colocando o Corinthians na primeira posição do Campeonato brasileiro, até o jogo de quinta passada.


Pois bem, um técnico acostumado a pressão, detentor de grandes títulos e que joga um futebol pra frente ( O Corinthians no ano passado jogava no 4-3-3).



Sorte Mano, estamos com você.



Grande abraço

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A Era Muricy


Hoje, sexta-feira, a CBF divulgou o nome do novo técnico da seleção brasileira. O escolhido foi Muricy Ramalho, tricampeão brasileiro pelo São Paulo e campeão estadual pelo Internacional, Náutico e São Caetano.


Dos nomes cotados, não era a melhor opção. Felipão era unanimidade, mas sua relação com o Palmeiras impediu a consolidação de um acordo com a CBF. Depois veio Mano Menezes, garantido até por meios da imprensa como novo treinador.



Pois bem, Muricy entra na seleção deixando seu time (Fluminense) em primeiro lugar do Brasileirão.


Vamos ver se ele consegue organizar esse time da maneira que os torcedores gostam, o que vai ser difícil. Difícil porque Muricy não é adepto do futebol bonito. Dunga também não era, se respaldava em seus resultados, mas na hora H....


Quem já viu um time dirigido pelo tricampeão brasileiro vê que suas equipes são eficientes e com garra, mas só. É provável que um time dirigido por ele dê resultado aqui no Brasil, mas seleção brasileira é outro nível.


Na amarelinha há diversas opções que impõem ao treinador a armação de um esquema ofensivo, e isso o ex-técnico tricolor não sabe fazer. Todos os seus times apresentavam ótimo esquema defensivo, lembro que em 2006 o time do São Paulo ficou mais de cinco jogos sem tomar gol, e conseguia suas vitórias na base do contra ataque ou de bolas alçadas na área.


Mas na seleção brasileira é esse tipo de jogo que vai ser usado? Há a obrigação de se jogar ofensivamente, e é aí que o Muricy irá se perder. Uma defesa boa te permite vencer campeonatos de pontos corridos, onde a regularidade é premiada. Agora, num mata-mata, onde o objetivo é marcar gols, a tática desse técnico não é eficaz....


Péssima escolha, veremos até onde ele vai.



Grande abraço

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Futebol (?)


O jogo entre Grêmio e Vasco foge de qualquer análise. A chuva impediu a realização do espetáculo e vimos uma partida de futebol de areia. Os dois times fizeram gols originados de falhas do adversário, e no fim, Titi impediu com a mão o gol da vitória dos gaúchos.



Mas por que permitir que o jogo role assim? Não seria mais sensato adiar o jogo, para o outro dia, que seja, só para preservar o futebol? Por qual razão isso não acontece?



O futebol deve ser sempre preservado, acredito que o espectador prefira ver um jogo em condições normais, de outro time, a um jogo do seu próprio, que na verdade não pode ser considerado uma partida. Talvez eu esteja errado, não sei.


Existem interesses acima dos habituais que impedem a tomada de certas atitudes que preservem todos os ingredientes de uma partida.


Saem perdendo os times, os jogadores e os torcedores.




Grande abraço

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Essência


O fim de semana foi bom para o futebol carioca. Tirando o Botafogo, todos cumpriram seu papel. O Fluminense mostrou ter se adaptado ao estilo de jogo do Muricy e venceu. O Flamengo enfrentou um time fraco e conseguiu os três pontos, assim como o Vasco, que ainda teve a facilidade de ver dois adversários expulsos.


Mas hoje eu vou tomar a liberdade de não analisar tanto os jogos, para falar de uma situação que tomou conta do futebol.


Hoje os times tem muito medo de perder. São capazes de pressionar e serem pressionados por rivais de forma semelhante.


Quando um time abre o placar, há duas opções: continuar pressionando para "matar" a partida ou se defender e rezar pro jogo acabar com o placar favorável.


Grande parte dos times escolhe a segunda. Mas por qual motivo? Bem, o medo de perder se tornou maior do que a vontade de ganhar por diversas circunstâncias.


A primeira é a questão do técnico. Eles estão sempre com o cargo posto a prova. Devido a isso, surge uma insegurança natural que leva o profissonal a tentar garantir o resultado por meio do resguardo. Se expondo, o time corre mais riscos, e por isso, não é o mais aceitável. Se toma o empate, vai ouvir: "Tudo bem, pelo menos garantimos um ponto e fizemos o máximo possível para garantir o resultado.", se perde, passará batido pois os méritos cairão em cima do oponente. E se vence ganhará todos os louros de uma heróica vitória. Ou seja, o treinador tem muito mais a perder buscando o gol, então, arriscar pra que? É compreensível que se utilize desse método de jogo quando se treina um time bem inferior aos outros, mas em um campeonato nivelado como o nosso, não dá para engolir essa justificativa.


A segunda questão é a dos jogadores. Recuar depois de conseguir o gol, é a tendência natural, mas abdicar do jogo, não. Nesse momento surge o medo do erro, ninguém quer levar a culpa por um resultado negativo. Sabemos que hoje o futebol é muito mais que um esporte, e talvez questões externas como família, negócios, pese para eles. Também coloco o técnico nessa "bolha". Contudo, é necessário que haja todo um respaldo por parte do clube para deixá-los tranquilos.


A terceira e última questão é o resultado. Esse jogo, está dando certo. Todos os times tem pelo menos uma chance de gol por jogo, e por isso, não pressionam, pois uma hora surgirá o contra-ataque e se o time tiver qualidade, marcará o gol. Também existe toda a questão econômica que envolve o clube empresa, resultados positivos envolvem contratos positivos. A última Copa do Mundo foi isso. Poucos gols, muito medo. E é bom citar que muitos desses gols foram gerados de falhas.


Pois bem, esse futebol pragmático dá resultado, é inquestionável. Mas o gosto que todos nós temos pelo futebol é devido só a vitória? Porque se for assim, temos que lotar os ginásios de vôlei, esporte muito mais vitorioso nos últimos anos.


Quais eram os times do São Paulo tricampeão brasileiro? Alguém lembra?


Qual time será mais lembrado, o da Alemanha da Copa de 2010 ou o da Holanda?


E os times do Cuca (campeão apenas uma vez), principalmente os da passagem pelo Botafogo, serão lembrados? Será que alguém não tem saudades dos belíssimos gols do Dodô?


Futebol, com o perdão do trocadilho, é uma arte. Sua aura deve ser preservada.



Grande abraço

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Flamengo x Botafogo


Um jogo frio, literalmente. Em um Maracanã abaixo das expectativas, tanto em relação ao gramado quanto ao público, os dois times fizeram um jogo sofrível.


O Flamengo dominou o jogo no primeiro tempo. Todas suas jogadas surgiram pelo lado direito, com Willians, Léo Moura e Vinícius Pacheco, que se movimentou muito bem durante o jogo. Os flamenguistas tem poder de criação e técnica, mas seu ataque é bem fraco. Vinícius não é finalizador, apesar das boas chances, e Diego Maurício está "verde" ainda. Já vimos esse filme com o Paulo Sérgio ( o mesmo que fez o gol) e Bruno Mezenga. É preciso de jogadores mais tarimbados para o ataque. O Botafogo fez seu jogo habitual, bastante metódico. As principais jogadas de ataque surgiram com Marcelo Cordeiro, que foi sacado do time durante a temporada devido ao fraco desempenho defensivo. Caio se joga demais, impressiona sua postura. Será que não lhe disseram que essa postura só o prejudica? O time de General Severiano jogou recuado, esperando contra ataques ou erros do adversário. Vai ser interessante ver como o Joel irá lidar com todos esses bons reforços de ataque que chegaram ao time. Ele é um técnico preparado para armar esquemas defensivos, apenas. Deve se perder, infelizmente.


No segundo tempo o jogo ficou mais igual. O Botafogo saiu mais para o jogo e perdeu grande chance logo no início com Edno, na sobra de uma cobrança de escanteio. É verdade que buscou o gol, mas não construiu nenhuma jogada efetiva. A entrada de Jobson melhorou muito o ritmo do time. Tem tudo para ser titular. Da parte do Flamengo, Pet apareceu mais no jogo e ao dar um belissímo passe para Vinícius Pacheco, iniciou a jogada do gol rubro-negro. Depois disso, muita correria, como foi no jogo todo, e só. Os dois times chegaram ao ataque, mas não sabiam o que fazer com a bola.


Flamengo e Botafogo não irão lutar contra o rebaixamento, tampouco vão aspirar pelo título ou libertadores.



Grande abraço

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Goiás x Vasco




O jogo de hoje mostrou que essas duas equipes, com esses times que estão aí, não vão a lugar algum. O Goiás deve ocupar a zona intermediária, e o Vasco, com esse time, cai. A sorte é que em agosto os reforços vão jogar e dar um aumento substancial de qualidade aos cariocas.


No primeiro tempo, não houve emoção. Um jogo sem técnica, onde os dois times apresentaram poucas opções de criação. O Vasco criava todas suas jogadas com Fágner, que contou com a boa colaboração de Jonathan por ali. O time não jogou pela outra lateral, e pelo meio a saída de jogo ficou a cargo do cabeça de área Nilton, e essa não é a dele. Jeferson não fez nada. Não buscou o jogo, se omitiu. Com a chegada de Zé Roberto, Felipe e a volta de Carlos Alberto, ele fica sem chances. O Goiás criava suas jogadas com Bernardo e Hugo, que se machucou e sobrecarregou o primeiro. Bernardo tem qualidade, é bom jogador, mas não joga sozinho. Ele precisa de jogadores de nível para auxiliá-lo, o que não é o caso. No fim da primeira etapa, houveram duas boas chances para os goianos, e Prass salvou. É bom deixar claro que essas duas jogadas se originaram de bolas rebatidas de faltas ou só de faltas mesmo, sem nenhum apelo técnico.

O segundo tempo começou mais aberto, devido a necessidade dos dois times de buscarem o gol. Com isso, mais chances. O Goiás disperdiçou uma clara chance com Everton Santos, que é um ponta. É interessante ver que os goianos jogam sem um jogador fixo na área, fazendo o jogo girar totalmente pelo Bernardo. O Vasco teve uma chance com Jonathan, que é bom jogador. Fágner parou de apoiar no segundo tempo, deixando o Vasco sem sua única fonte de criação e obrigando o camisa nove Nunes a vir buscar jogo no meio campo, falhando em todas suas tentativas, já que não é a dele. Há de se destacar o volante Rômulo, do Vasco. Bom jogador mesmo, promete. No final do jogo um lance incrível, em que o Goiás meteu uma bola no travessão e depois o Prass ( voltando a boa forma) conseguiu afastar a bola. Hoje, saiu lucrando o Vasco.




Resumindo, Um jogo pouco criativo, não por opção, mas pela falta de condição das duas equipes mesmo.




Grande abraço

terça-feira, 13 de julho de 2010

Que rufem os tambores!


O Campeonato Brasileiro recomeça amanhã. Provavelmente da mesma forma que terminou, já que a maioria dos jogadores contratados só poderão estreiar no mês de agosto. As maiores perdas nesse reinício são do Ceará e Corinthians. Os cearenses perderam seu "tenor", já que PC Gusmão foi para o Vasco, e encontram dificuldades em se adaptar ao estilo de jogo proposto por Estevam Soares. Os paulistas voltam cheio de desfalques, e sem noventa por cento do time, Ronaldo. Fluminense tem tudo para manter seu bom desempenho, pois contará com novos reforços já no bom time treinado por Muricy Ramalho. Botafogo, Grêmio, Cruzeiro, Atlético Mineiro e Internacional devem melhorar de posição. Santos e São Paulo continuaram na mesma. Para mim, Flamengo e Palmeiras são as grandes incógnitas dessa volta. Dois times de tradição mas que não fazem campanha de acordo com as respectivas tradições. O Flamengo sofreu um baque enorme com o caso Bruno, além de ter perdido uma infinidade de jogadores. Vamos ver como Zico irá resolver todo esse problema. O Palmeiras terá Felipão (?), mas o time ainda é bem fraco. Kléber não é salvador da pátria, não se enganem. Cleiton Xavier não é o mesmo dos tempos de Figueirense ou o Palmeiras não é o Figueirense, não sei dizer.


Quanto ao Vasco, deixo-o para o fim. Para mim, o grande mistério do campeonato. Eles não possuem um time ruim, não mesmo. É estranho como eles não conseguem se organizar em campo, e também como não há seguimento de escalações, seja por contusão ou por indisciplina. Vamos ver se esse Felipe de agora é o mesmo de dez anos atrás.


Nota: Sábado um dos craques do time de São Januário foi visto em uma boate fumando e quando perguntado sobre as chances do time no brasileirão, disse que ele e seus companheiros irão lutar contra o rebaixamento.


Grande abraço

domingo, 11 de julho de 2010

Acabou


Numa final atípica, o resultado esperado. A Espanha jogou dentro de suas características, buscando o gol pacientemente. A diferença é que hoje não o encontrou. Seu jogo quando encontra um time fechado, não da certo, e assim foi como a Holanda se comportou hoje. Engraçado que a Holanda clamava pelo título, dizendo que com seu jogo bonito nunca venceu, mas que com esse jogo pragmático, as chances eram maiores. Erro dos holandeses. Não venceu das outras vezes porque futebol é isso, sua mística e sua graça é que nesse esporte, ser melhor não é garantia de vitória. Caprichos que o elevam ao topo das competições. Os holandes jogaram covardemente, apelando para a violência, esperando a Espanha agredir para achar seu gol em um contra ataque. E quase acharam, mas o futebol, graças a deus, ainda premia quem busca o gol. A Holanda não jogava, pelas laterais e nem pelo meio, simplesmente, não jogava. Tinha nas bolas lançadas para Robben sua fuga, seu suspiro. Eles mudaram a tática. A Espanha não. Não teve medo, não teve nada. É verdade que eles não arriscaram tanto assim, mas ai é natural, pois é final de Copa do Mundo, todos pensam duas vezes antes de tentar qualquer jogada. A questão é que a Holanda nem pensar pensou. O jogo foi para a prorrogação e aí não existe mais nada, é só coração. O juiz expulsou Heitinga e a defesa da Holanda ficou aberta. É bom dizer que a Holanda merecia ter um jogador expulso desde o início do jogo, violenta, desistiu da bola. Num lance de falha, contando com a justiça divina, Iniesta marca no fim. Parabéns Espanha, vocês mereceram. E que fique provado que o futebol tático não leva a nada, todos devem buscar o gol, essa é a essência do futebol.


Parabéns ao verdadeiro futebol.


Grande abraço

sábado, 10 de julho de 2010

Parabéns


Uruguai e Alemanha fizeram hoje um belo jogo. Os dois times saíram em busca do gol, como não fizeram nas semifinais, e conseguiram marcar cinco vezes. É claro que o fato de não se ter nada a perder facilita essa situação, mas nao podemos deixar de louvá-los.

A Alemanha veio cheia de desfalques e Jensen se mostrou inapto ao ocupar o lugar do agil e veloz Podolski. A Alemanha ficou sem jogo pela esquerda, e concentrou seu jogo pelo meio com Özil e Schweinsteiger, já que o lateral direito Boateng não tem vocação ofensiva. Müller fez o primeiro gol aproveitando-se da falha do goleiro num chute de meia distância de Schweinsteiger. Essa é uma das grandes armas do craque alemão, que não foi utilizada nessa Copa. Isso aconteceu muito devido ao tipo de jogo alemão, que baseado na velocidade e nos contra-ataques, sempre encontrava a defesa adversária aberta, deixando o arremate de média/longa distância como uma última opção. Em seu segundo gol, a seleção alemã se aproveitou de um contra ataque, com Boateng cruzando e o temível Jensen, com outra ajuda do goleiro, marcando. O último foi de escanteio. Uma bobeira da defesa uruguaia propiciou o belo gol de Khedira, numa cabeçada que encobriu o goleiro. Özil bateu o corner fechado, no segundo pau, Lugano cortou mal a bola e deixou Muslera vendido. A Alemanha jogou da mesma forma de todas as outras partidas, tirando contra a Espanha.

O Uruguai entrou no jogo com sede de vitória. O meio campo brigador, de transpiração, fez seu papel e conseguiu munir o talentoso ataque formado por Cavani, Suarez e Forlán. A celeste jogou com tudo, dentro de suas limitações. Não se abateu com o primeiro gol, e na garra, em uma bola roubada por Peréz, Cavani marcou. É interessante ver que logo que a bola foi passada para Suárez, que estava no meio, Forlán e Cavani logo passaram pelas pontas, confundindo a defesa alemã. O segundo gol foi brilhante. Na opinião desse humilde blogueiro, o mais bonito da copa. Forlán recebe uma bola a meia altura e emenda de primeira, na entrada da área. Nesse momento o Uruguai, vencendo o jogo, recuou. Fucile fez partida brilhante, tirando todas as bolas da defesa uruguaia, fazendo a ligação eficiente ao ataque. Infelizmente a fragilidade do time sul-americano permitiu a vitória alemã. Forlán é o melhor jogador da competição, levou o time nas costas. Sempre chamando para si a responsabilidade, e resolvendo, foi a imagem dessa seleção que lutou sempre até os últimos minutos, e que hoje, mais uma vez, com a habilidade de Forlán ( definitivamente a Jabulani não lhe deu dor de cabeça), quase conseguiu a vitória.

Parabéns a Alemanha, parabéns ao Uruguai. Os dois fizeram uma belissíma copa.


Palpite para amanhã: Espanha campeã por um gol de diferença, sendo que a partida não terminará com um 1x0. De lambuja: Villa melhor jogador da copa e Müller como revelação.


Grande abraço

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Numa Copa da tática, venceu a técnica


E está feita a final da Copa do Mundo. A Espanha se manteve dentre suas características, controlando o jogo por meio do toque de bola e pela técnica. Não houve nenhum destaque individual, a equipe trabalhou bem em todos os setores, e venceram. Parabéns a eles.


O que não deu pra entender foi a Alemanha. O time técnico, que dava show de bola até hoje, se acovardou. Porque o medo de perder é maior que a vontade de ganhar? Os alemães admitiram ver os espanhóis jogarem, e foram punidos. Löw é o grande culpado pelo o que aconteceu. O time alemão não buscou jogo e de tanto que foi pressionado, tomou o gol. No fim, Os papéis se inverteram. A Alemanha saiu pro jogo e conseguiu pressionar. Mas porque não fez isso desde o início do jogo, já que a Espanha é conhecida pela fraqueza de sua defesa? O técnico devia ter colocado Cacau ou Kroos no lugar de Müller, ao invés de Trochowisk no meio. A saída de bola alemã ficou toda em Özil, que tinha dificuldades em receber e sair com a bola, já que só tinha a opção de Klose lá na frente. Os laterais não subiam e Schweinsteiger ficou muito fixo no meio. Podolski era mais visto no campo de defesa do que o de ataque. É preciso elogiar também a defesa e o meio da Espanha, que jogam muito próximos e compactos, dificultando a saída de bola do adversário. No fim, ficou um gosto de que a Alemanha poderia ter feito muito mais, uma pena.


Uma final sem favoritos, e a Alemanha deve levar o terceiro lugar.
Grande abraço

terça-feira, 6 de julho de 2010

Hoje não, Celeste




Aconteceu o previsível. A seleção sul-americana foi mais longe que podia, e já pode considerar o quarto lugar um grande prêmio. A garra e a luta demonstradas reviveram a tradição desse pequeno país, que há muitos anos não fazia campanha tão boa. Parabéns para a Holanda também. O tradicional time de Robben e Sneijder (tradicional sim, não ganhou títulos, mas revolucionou o futebol, ficou na história, que é o que interessa) fez valer seu toque de bola e sua habilidade, sendo o primeiro finalista da Copa do Mundo.


Vamos ao jogo. A Holanda começou ditando o ritmo de jogo, com o Uruguai fazendo uma marcação forte. É interessante ver essa tática moderna em que os times entram em campo pra jogar sem a bola. O jogo da celeste foi todo baseado na marcação, e estava dando certo, até a habilidade mostrar sua cara e Van Bronckhorst marcar um dos gols mais bonitos da competição, e sem a ajuda da Jabulani, para deixar claro! Depois do primeiro gol, ao invés de sair pro jogo e tentar matar a partida, já que estava melhor, a Holanda começou seu jogo pragmático, e a bola passou aos pés dos uruguaios. Com um jogo baseado todo em Forlán, a seleção demonstrava mais transpiração que técnica, que foi compensada ao final do primeiro tempo, num belo gol que contou com a ajuda da zaga holandesa e da jabulani. Na volta para o segundo tempo, Sneijder resolveu aparecer pro jogo e criou as melhores chances, levando a Holanda ao 3x1. Enfim, venceu o melhor time. O Uruguai já conquistou seus objetivos nessa Copa, mas a Holanda não. O time tem que consolidar sua força no futebol, e para isso enfrentará adversários de peso, Alemanha ou Espanha. É azarona.






Grande abraço

sábado, 3 de julho de 2010

Não Amarelou


Paraguai e Espanha fizeram um jogo chato. O juiz tentou dar alguma emoção ao jogo e conseguiu, a custo de vários erros. Os dois times não fugiram às suas características. Os paraguaios naquele jogo monotóno, onde um time se defende e busca um contra ataque para tentar o gol. Os espanhóis mostraram aquele velho toque de bola envolvente, com aquela velha falha no último passe. A diferença é que o Paraguai, em seu craque, não decidiu. Cardozo mostrou-se inapto, não chamando a responsabilidade e esperando a bola chegar sempre aos seus pés. Vale lembrar que esse mesmo jogador estava machucado antes de se apresentar a seleção, e foi displicente durante toda sua recuperação. A Espanha tem um craque. E ele fez a diferença. Mais uma vez a Espanha vê a saída de seu jogo envolvente, mas pragmático, em David Villa. Eles tem o craque que faltou ao Brasil (Não me venham dizer que o Kaká é decisivo, pois nunca foi.). Em grande jogada de Iniesta, e contanto principalmente com a sorte, que parece que está ao lado da Espanha nessa Copa do Mundo (Devemos lembrar que a Espanha sempre decidiu seus jogos no fim ou devido a falhas do adversário), o rebote sobrou para o atacante que concluiu a gol, vendo caprichosamente a bola bater nas duas traves antes de entrar no gol.

Passou a seleção mais forte, para o bem da Copa do Mundo. O Paraguai conseguiu mas do que podia, lutando por seu grande jogador, Cabañas. É isso, agora não existem favoritos. A Espanha mostrou sua força, e garante no mínimo o quarto lugar.


Grande abraço!

Atacar não leva a nada




E hoje mais uma favorita dá adeus a Copa. A Argentina, que não sabe defender, que baseava seu jogo somente na qualidade técnica, sofreu hoje contra a Alemanha. Um time que equilibra talento e tática, um time eficiente e acima de tudo equilibrado. Maradona, assim como Dunga, não é técnico. Parece que foi colocado lá só para ser o líder desse time de craques, por ser o grande craque. Não funcionou. A Argentina ficou perdida o jogo inteiro, uma defesa estática e ineficiente, um tanto esquecida por El Pibe, que sempre ignorou o fator defesa, desde seus tempos de jogador. Vai, coloca lá qualquer um, é defesa mesmo, não faz diferença! O que resolve é o ataque mesmo, quem marca gols são eles...Parece que foi assim que pensou o argentino. E numa Copa do Mundo onde vemos que a defesa prevalece, que os times jogam para não tomar gols, ao invés de fazê-los, sua teoria foi derrubada. O meio campo questionável, com Mascherano, Di Maria e Maxi Rodriguez. Dois volantes e um atacante. Não houve saída de bola. Messi e Tevez tinham sempre que buscar o jogo, pois se dependesse dos laterais, bem, a gente já sabe o que aconteceria se dependesse deles...Maradona, com as vitórias conquistadas na primeira fase, passou a acreditar mesmo que era um treinador e resolveu tirar o equilíbrio do time, Verón.
Pois bem, com o jogo de hoje, se consolida uma Alemanha como grande favorita ao título e a teoria de que só atacar, não ganha jogo.


Grande Abraço!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O Fim e o Início


E aí galera!



Um dia triste, fatídico. Não esperavamos a derrota, como nunca as imaginamos. Culpados? Acho difícil jogar nas costas de Felipe Mello, Julio César, dentre outros, o fracasso de uma Copa do Mundo. O futebol é isso, sua magia é justamente que o melhor não necessariamente vence, e indo mais além, não existe um time que seja melhor, existe um time que esteja melhor!

O Brasil hoje foi até o seu limite. Ao contrário de 2006, vimos um time com brio, garra, que lutou até um fim. Um time que voltou a dispertar o torcedor brasileiro, que chorou por tristeza, não por indignação. Contestações? Várias! Kaká não é jogador pra chamar a responsabildade, não mesmo. O cara jogou baleado o torneio todo, e não teve noção da gravidade da atitude que teve ao chamar a responsabilidade. Jogou até o seu limite, que não é o bastante para se vencer uma copa. Robinho? Talento individual inquestionável, e ponto. Não é o cara. Deu a vida pela seleção, fez o que podia, em muitos jogos se sacrificou, foi buscar a bola na defesa, fugindo totalmente de suas características. Luis Fabiano? Matador, artilheiro, como tantos outros que aparecem em nosso país, não é diferenciado. Michel Bastos? Um cara criticado injustamente. Deu o melhor de si, mesmo limitado por esquema tático. Ninguém percebe, mas ele não podia subir, só um lateral do Brasil tinha a permissão para ir ao ataque, e era o Maicon. O Michel Bastos é talentoso, como podemos ver no jogo contra o Chile, deu também a vida, e jogou (mais um), fugindo de suas características. A defesa, o Gilberto Silva foram regulares, em nenhum momento comprometeram. E o Felipe Mello? Bem, não joguem em suas costas a responsabilidade pela saída da Copa. Ele não foi colocado ali a força. Por fim, o nosso técnico. Dunga não é, nem nunca foi, um treinador. Foi somente um marketing de oportunidade, a pessoa certa no momento certo. Fez o que podia fazer. Quando foi exigido, quando precisamos dele, mostrou um rancor sem igual, tentando provar que uma seleção com 11 "Dungas", 11 jogadores de transpiração, seriam capazes de vencer a maior competição do mundo. Pois ele estava errado.

Copa do Mundo não é só futebol. É muito mais que isso. Envolve sonhos, envolve vidas, eleva seres humanos a heróis, ou vilões.

É nesse triste dia, fim de um ciclo, que eu inicio minha empreitada nesse singelo blog. Que ele me acompanhe por muitos e muitos anos! Hahaha



Grande abraço!