
Atlético-PR e Vasco protagonizaram uma partida nada emocionante.
Os dois times são planejados para destruírem jogadas, ao invés de construí-las, pelo menos quando estão sem suas mais efetivas armas de ataque.
Éder Luis e Zé Roberto não vão salvar os cariocas em todo jogo. O camisa dez cruzmaltino se posicionou no meio campo e até tentou fazer algo, mas ali ele pouco funciona. O ideal é que fique próximo à área.
No outro lado, uma andorinha só não fez verão. Paulo Baier não tem pique para jogar com a velocidade de antes. Seu cerébro pensa, funciona, e bem, mas seu corpo deixa de obedecer. Na verdade, ele está parecendo mais um Kicker ( atleta do futebol-americano responsável pelas bolas paradas).
Os estrangeiros não substituíram Guerron e Branquinho à altura. Os paranaenses buscavam sempre as jogadas pelas laterais, com Nieto ou seus zagueiros de referências na meta adversária. Levaram perigo, mas em todos os lances cometeram pequenos erros que impossibilitaram o gol.
O Vasco concentrou seu jogo em Fágner, Zé Roberto e Éder Luis. Seus lances individuais foram poucos eficientes e assim, os cariocas diminuíram seu desempenho.
O segundo tempo foi o retrato do primeiro, apenas com o aumento da incidência de lances perigosos, algo normal no futebol. Quanto mais próximo o fim de uma partida, menos a equipe em desvantagem respeita sua organização inicial, se lançando de qualquer forma ao ataque.
O Atlético-PR vai ficar nessa mesmo, eles jogam para defesa. Perceba: mesmo com suas melhores armas ofensivas, o rubro-negro faz poucos gols. O Vasco pode evoluir, depende dos jogadores.
Grande abraço
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