domingo, 21 de novembro de 2010

Por agora, basta


Quase 40 mil torcedores, recorde do Engenhão nesse campeonato, assistiram o Flamengo diminuir suas chances de rebaixamento e o Guarani praticamente confirmar seu lugar na Série B.

Luxemburgo armou o time com dois atacantes, mas na prática foi um só. Deivid ficou perto da área, enquanto Diogo ocupou a posição em que Renato vinha atuando nos últimos jogos. O "canhão" rubro-negro jogou mais próximo ao círculo central e ficou responsável pela saída de bola. A entrada de Klebérson também colaborou para essa mudança. O pentacampeão voltou à titularidade com o objetivo, teoricamente, de munir o setor ofensivo.

O Guarani veio para o Rio buscando a vitória. Vagner Mancini armou um meio campo leve e habilidoso. O treinador sabia que era necessário se arriscar. Ele prendeu os laterais, bem participativos no ataque, para Léo Moura e Juan terem espaço para agredir e deixar suas retaguardas desguarnecidas. Dessa maneira os bugrinos teriam liberdade para trabalhar as jogadas pelos flancos.

A partida começou a mil por hora. Renato, com 2 minutos, abriu o placar em uma cobrança de falta. Trocou a força pelo jeito, e deu certo. Tudo parecia tranquilo e sob controle. Porém, inexplicavelmente, os flamenguistas recuaram. Era visível a insegurança deles. Os caras entraram em campo "pilhados", havia uma grande responsabilidade em seus ombros.

Sem ter nada a ver com isso, Baiano ia ditando o ritmo dos paulistas e do jogo. O ex-Palmeiras distribuia o jogo e era o "dono" das bolas paradas. Em uma delas seu esforço foi recompensado. Contando com uma falha de Lomba, autoconfiante demais, o jogador empatou o duelo.

Nervos à flor da pele. A experiência dos atletas rubro-negros não ajudava em nada. Pelo contrário. A passividade dos consagrados jogadores ia inervando Luxemburgo e os torcedores. Deivid sentiu o tornozelo e deu lugar ao jovem Diego Maurício. A revelação correspondeu e marcou o segundo gol do time da casa. Em um lance brigado entre Diogo e a defesa alviverde a bola sobrou para o atacante que havia acabo de entrar chutar, sem cerimônia.

É notória a decepção dos flamenguistas com o desempenho de Diogo. Porém, disposição não lhe falta. Algo que nesse momento basta para ele continuar em campo.

No segundo tempo, mais emoção e menos razão. Mancini encheu o Guarani de meias e pontas. O Flamengo manteve-se mais organizado. Pet entrou e trouxe a frieza e tranquilidade necessárias para a manutenção do resultado. À medida em que Baiano ia cansando, os paulistas chegavam menos ao ataque. E assim foi até o apito final.

Curioso ver no encerramento da partida a reação dos atletas rubro-negros. Ajoelharam e apontaram ao céu, como se tivessem ganhando um título. Retrato de toda a pressão sofrida por eles durante essa semana.


Alívio rubro-negro, temporariamente. As partidas de hoje darão o real quadro da situação lá da Gávea. O Guarani voltará a fazer o clássico com a Ponte Preta no próximo ano.


Grande abraço

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