
No Engenhão, o que se viu foi um Fluminense pragmático e um Vasco conformado, sem maiores objetivos a alcançar ( caprichos dos pontos corridos).
Muricy, com um caminhão de desfalques, manteve o mesmo time do último jogo, com Valencia no lugar de Diguinho, suspenso.
Os vascaínos foram no 433, com Jonathan e Nunes entrando na equipe e Felipe sozinho no meio para armar. Erro feio de PC.
Com cinco no meio campo, o tricolor engoliu o "bacalhau". Fernando Bob não deixou o camisa 6 adversário armar, e as roubadas de bola se tornaram comuns. Em um lance de destruição de jogada, surgiu o primeiro gol. Tartá desarmou Felipe e tocou para Washington. O camisa 99 entrou na área e chutou cruzado. Prass rebateu nos pés do garoto das Laranjeiras, que só empurrou a bola para o fundo da baliza.
O atual campeão da série B esteve rendido no primeiro tempo. A equipe tentava entrar na defesa adversária pelo meio, muito congestionado. Dessa forma, ficou fácil para o sistema defensivo tricolor.
Na segunda etapa, só deu Vasco. Os cruzmaltinos passaram a atacar pelas laterais, principalmente com Fágner, e criaram lances perigosos. Foi impressionante constatar que o líder do Brasileirão não conseguia pegar na bola, jogando contra o 11º colocado, mesmo sendo um clássico.
Que fique claro: a tática de Muricy é eficiente, isso é inquestionável. Porém, seus "meios" vão contra ao que é pregado nesse esporte. O objetivo do futebol é fazer gols, não evitá-los. De 19 jogos em que o Fluminense fez gol antes dos 30min, apenas em 10 ele venceu. Aproveitamento de 52,6% dos três pontos conquistados. Para se ter uma ideia, o Flamengo, ano passado, foi campeão com 50% de vitórias, pior desempenho da era de pontos corridos. Os números mostram um desempenho superior a média do atual campeão, porém é preciso lembrar o fenômeno que houve no ano passado, uma excessão a regra. Além disso, é bom frisar que a análise foi feita sobre jogos onde o clube já contava com alguma vantagem.
É melhor a equipe buscar o segundo tento ao invés de se resguardar na defesa, abrindo mão da partida. E a justificativa do enfraquecimento do time devido aos desfalques não cabe, pois o treinador tricampeão brasileiro jogava da mesma forma quando podia contar com seus craques. Contra fatos, não há argumentos.
Os vascaínos tentaram, chutaram uma bola na trave, tiveram um último lance, mas não teve jeito. Ontem a noite foi tricolor.
O Fluminense se aproxima do título. O Vasco, vegeta.
Grande abraço
Não concordo.
ResponderExcluir1o que ele nunca pode contar com todos os reforços. Emerson jogou meia partida com o Fred.
Antes era Fred, Rodriguinho e Marquinho (Alan na reserva)
Dps virou Washington, Emerson e Deco
E sempre o Conca.
E o Muricy não começou o campeonato com essa tática. Simplesmente começou a usá-la quando o time passou a levar muitos gols de contra-ataque dps de fazer o primeiro gol. O próprio jogo do vasco no 1o turno foram 2 gols de contra ataque, em um jogo q só deu flu.
Acho q o Muricy arma essa retranca pq nao confia no poder ofensivo do time (e tem razao, na minha opiniao)
O Muricy tem um histórico que respalda e comprova ( estátiscas foram usadas para ilustrar o caso) essa sua tendência. Desde os tempos de Internacional é assim.
ResponderExcluirSim, mas respaldam as suas passagens anteriores, como você mesmo disse. Está claro que o Rio de Janeiro mudou bastante o jeito dele trabalhar. Além do mais, o Muricy, sempre que pode, optou por colocar em campo o time mais ofensivo que conseguiu montar. Um time com Emerson, Wash, Conca e Deco, além do Mariano e Julio Cesar (laterais ofensivos) e o Diguinho (e até o Diogo) saindo pro jogo, na minha opinião, é bastante ofensivo.
ResponderExcluirEnfim, minha crítica é a parte "E a justificativa do enfraquecimento do time devido aos desfalques não cabe, pois o treinador tricampeão brasileiro jogava da mesma forma quando podia contar com seus craques. Contra fatos, não há argumentos." pois eu não vi o Deco, o Conca ou o Emerson bancarem enquanto estavam aptos.
abraço
Legal o post!
ResponderExcluirFalta só uma frequencia diária de posts no blog.
Abs.