
No Morumbi, o São Paulo venceu um nervoso Flamengo sem dificuldades.
Desde o início da partida o tricolor foi superior. Jogando com inteligência, o time de Rogério Ceni construía suas jogadas pela direita, obrigando Léo Moura a ficar preso na defesa ( o melhor jeito de defender é atacar) e destruindo uma das armas mais efetivas da equipe carioca. Baresi formou um meio campo leve, que conseguiu se movimentar e chegar com agilidade à meta adversária.
O Flamengo estava preso. Um meio-campo com Côrrea, Toró, Willians e Renato é incapaz de fazer o jogo "fluir". Defendem bem, e só. Não é culpa dos caras. Eles estão lá para isso mesmo, a questão é que o time deveria ter um "meio" mais leve. Jogar com só um camisa dez, meia-bomba ainda, é difícil.
Silas tentou consertar seu erro sacando Côrrea e colocando Vinícius Pacheco. Foi bem intencionado, mas aí "babou" de vez. Desde quando Pacheco resolve alguma coisa? O curioso é que ele sempre entra, em suas costas é depositada a esperança da virada da partida, de uma salvação rubro-negra. Até hoje isso nunca aconteceu. Pelo contrário : o mais comum é vê-lo chegar à área e cair, em busca de um penalti.
A partir daí o time se desorganizou. O Flamengo pegava a bola e ia no desespero, sem saber o que com ela faria. Vimos constantes trocas de posições, com Juan chegando a jogar de meia e Vinícius de lateral. Toró tentava sair com a bola, sem sucesso. Willians ( coração do time), foi bem no apoio ao Léo e na defesa, mas ele não joga sozinho. O time está nervoso. A fase não ajuda. A afobação é natural, mas um time experiente como esse deveria segurar mais a "barra".
No segundo tempo o São Paulo voltou no 352. Um esquema mais seguro e que neutralizou facilmente o inapto ataque rubro-negro. O tricolor prendeu o jogo e resolveu sair só nos contra-ataques (praxe no futebol atual).
O time do Morumbi inicia sua reação, mas ainda está muito atrás ( tanto em pontos como em qualidade) dos outros. O Flamengo precisa melhorar sua organização ( tática, técnica e emocional).
Grande abraço
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