
A FIA julgou, e nada de mais grave aconteceu à Ferrari.
Retomemos o caso : A equipe mandou uma mensagem codificada via rádio para Felipe Massa. Nela subentende-se que o piloto brasileiro deveria deixar seu companheiro de equipe, Alonso, ultrapassá-lo. Pelo menos assim foi entendido pelo mundo inteiro.
Essa situação fere as regras comportamentais do esporte. Mas a Fórmula Um não é um esporte, ou então, é algo bem parecido com o que conhecemos como tal.
Uma modalidade em que a máquina representa 80% e o homem 20% de uma vitória, já é diferente por si só. Em todas as outras áreas esportivas a habilidade humana é essencial para o sucesso. Para deixar claro: Um piloto pode sim fazer a diferença em relação aos outros, mas para isso ele precisa ter um carro bom, superior. Coulthard, Irvine e Barrichello são exemplos disso. Tinham relativo sucesso na McLaren e Ferrari, respectivamente, e praticamente sumiram quando deixaram essas equipes.
Outra diferença dessa modalidade é a influência da tecnologia nos times. No futebol, a Nike dá a chuteira pro jogador e ele que se vire. Sua técnica vai fazer a diferença. A empresa está pegando "carona" na habilidade do atleta. Já na Fórmula Um, a equipe não dá só o volante. É preciso dar tudo. A empresa participa de forma ativa, "constrói" o potencial de seu piloto. Portanto, é necessário que a escuderia colha os "louros" de forma igual ou superior ao seu corredor, afinal ela tem responsabilidade grande no resultado final, tanto na derrota quanto na vitória. Quando há situações de insucesso, os automobilistas são os primeiros a responsabilizar a equipe.
Tudo isso pra dizer que a Fórmula Um trabalha de forma diferente dos outros esportes, e assim deve ser analisada, sem que exista patriotismo ou coisa parecida. O automobilismo não é uma competição mundial de países, mas sim uma competição mundial de montadoras de automóveis, basicamente.
Grande abraço
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