segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Experiência


Internacional e Vasco fizeram, ontem, um jogo de dois tempos distintos.


Logo no início da partida já pode-se perceber que os gaúchos não teriam a liberdade costumeira de quando estão no Beira-Rio.


O Vasco marcou a saída de bola colorada, no campo deles. PC colocou sempre dois vascaínos para irem no adversário, assim faziam pressão sobre o jogador do Internacional, que não tinha tempo para dominar a pelota e acabava tentando o drible ou o passe longo, errando na maioria das vezes.


O time carioca jogou dessa forma o primeiro tempo inteiro, e deu certo. Levou mais perigo. O que o prejudicou foi a sua movimentação. Era comum ver um cruzmaltino sempre tentando as jogadas em velocidade, com cruzamentos ou finalizações. Os jogadores do Vasco localizaram-se muito distantes uns dos outros, o que dificultou qualquer armação e facilitou a marcação de Celso Roth.

O Internacional se comporta de maneira oposta. Sempre trabalha a bola, com paciência e calma. Eles não se afobam.


O segundo tempo começou diferente. Quem fez marcação pressão foram os atuais campeões da América. Quando um vascaíno tinha a bola, iam logo três do Inter em cima dele.


Por isso o bicampeão da Libertadores alcançou o sucesso que teve esse ano. O time marca bem e sabe organizar o jogo. É experiente e muito tático.


No fim, PC buscou a vitória tirando um zagueiro (Fernando) para colocar um meia ( Jefferson Silva), ousadia louvada, mas no caso de ontem, ineficaz. O técnico cruzmaltino foi bem, entendeu o jogo do colorado e conseguiu deixá-los acuados. Apesar disso, a força dos gaúchos se sobrepôs à inteligência do treinador carioca.




O Internacional tem time para ser campeão brasileiro. O Vasco necessita da volta de seus craques para poder retornar à seu bom desempenho.




Grande abraço

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