
No Engenhão, Flamengo e Palmeiras protagonizaram um jogo, teoricamente.
O início foi morno. Os dois times usavam só um lado do campo, a lateral direita rubro-negra, esquerda palmeirense. Os paulistas buscavam sempre Valdívia. O chileno ditou o ritmo da equipe alviverde.
O Flamengo não esteve em campo. Apáticos, os jogadores foram burocráticos . É difícil destacar um nome rubro-negro, ninguém apareceu. O time parece jogar sem organização, dá a impressão que cada atleta pega a bola e tenta levá-la até onde der...
Felipão armou sua equipe baseada na marcação. A tática é encurtar os espaços. Quando um flamenguista pegava a bola, era cercado, tendo suas possibilidades de passe reduzidas. O "porco" matou o jogo em contra ataques. Era sempre a mesma jogada : passe longo e um atacante passando nas costas de um defensor rubro-negro. Kléber deitou e rolou em cima de David.
No segundo tempo, o atual campeão brasileiro tentou dar um gás, em vão. Sem objetividade, os rubro-negros não conseguiam passar pela defesa palmeirense. Era todo mundo lá atrás com Kléber isolado na frente. Já dá para começar a questionar Diogo e Devid. O primeiro ainda nem fez gol e o segundo pouco aparece na partida. Eles devem fazer valer o salário que lhes é pago.
Já nos últimos momentos, Kléber recebeu a bola em um contra ataque, e incrivelmente conseguiu prendê-la, sem ser importunado, até que seus companheiros pudessem chegar à área rubro-negra. Deu certo e Lincoln fez o terceiro gol.
O Flamengo precisa tomar um choque de 220v. O Palmeiras, com seu jogo de poucos riscos, vai conseguir pouca coisa.
Grande abraço
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