segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Segura!




O coração pulsa, o corpo treme e os olhos choram ou desejam chorar, ao mesmo tempo em que se preparam para ver uma conquista épica. Em Barueri, São Paulo 1 x 4 Fluminense.


Muricy armou o time com Diguinho no lugar de Fernando Bob, corrigindo seu erro no último jogo. Washington também reconquistou a titularidade, devido ao seu bom desempenho contra o Goiás. De resto, formação ideal quase completa, tirando Emerson.

Já o hexacampeão brasileiro, novamente sem Ricardo Oliveira e Dagoberto, preferiu apostar novamente nos garotos.

A partida começou com o líder do Brasileirão pressionando. Pelas pontas, a velocidade dos laterais. Pelo meio, a técnica refinada de Deco e Conca, com Diguinho cumprindo um papel fundamental para a equipe. O volante sai e rouba a bola com qualidade, evitando uma quebra de ritmo. Ele "carrega o piano" para Deco e Conca como ninguém.

Os lances de perigo de Washington se repetiam. Bem posicionado, apresentava-se sempre em condições de finalizar. A defesa do São Paulo ia resistindo como podia, o ataque vinha por todos os lados.

Com tudo isso, foi interessante ver a frieza dos jogadores por ali. Richarlyson dominava a bola em sua área como se estivesse em um teatro. Já os volantes são paulinos optavam sempre por sair com a bola pelo meio, parte mais congestionada e menos indicada para se afastar o perigo de gol. De forma óbvia, o Fluminense cansou de roubar bolas por ali.

Aos 34 minutos Gum abriu o placar, da maneira mais comum para o time das Laranjeiras nesse campeonato. Conca bateu um escanteio e o zagueiro, vindo de trás, testou para a meta de Rogério Ceni. A essa altura, os cariocas continuavam atrás do Corinthians, que abriu o placar contra o Vitória com Danilo.

Em desvantagem no duelo, a equipe de Carpegiani lançou-se ao ataque. Lucas comandava as ações ofensivas, levou até certo perigo. Causaria um maior se ele e seus companheiros finalizassem corretamente.


Intervalo de jogo e os cariocas de volta à liderança. Viafára empatou para os baianos em Salvador.

E quando as condições passam a ser favoráveis, é aí que surge o perigo. O time de Gérson, logo aos 2 minutos do segundo tempo, perdeu grande chance com Washington. Deco, em sua melhor partida, cruzou para o pivô, livre, dominar e inervar qualquer um que estivesse torcendo pelo Fluminense naquele momento.

Mais tímido, o tricolor carioca passou a dar campo para seu adversário. Como castigo, Gum, contra, empatou o jogo. Desespero, decepção e tensão. A possibilidade de mais uma oportunidade ser descartada ( vide Goiás), passa a jogar contra.

A tranquilidade foi embora e o sistema ofensivo da equipe de Muricy perdeu a calma. Porém, o destino tratou de corrigir a situação. Corrigir sim. Quem é melhor, deve vencer, sem mais. É bonito demais ver esse time atacar. Xandão foi expulso em lance com Fred. Apesar disso, com um a mais, o Fluminense continuou demonstrando impaciência.

8 minutos depois, Richarlyson também recebeu o cartão vermelho. Ele joga por grife, de certo modo é colocado em um nível diferente dos outros, alguma razão para isso deve ter.

O jogo estava na "mão", era só saber matar. Muricy tirou Valencia e colocou Tartá em campo. Não havia necessidade de defender, tanto pelo momento do jogo quanto pelo momento do campeonato. Porém, fica mais fácil tomar qualquer decisão quando os riscos são pequenos.

Conca virou, Fred aumentou e novamente o argentino, concluiu. Massacre do atual líder no fim, que poderia ter construído um placar maior se não fosse Rogério Ceni. Restam Palmeiras (fora) e Guarani (casa), respectivamente.

O Fluminense segura o grito e tenta manter uma racionalidade inexistente. Para o São Paulo, nada muda, ou talvez sim.


Grande abraço

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