
Aconteceu o previsível. A seleção sul-americana foi mais longe que podia, e já pode considerar o quarto lugar um grande prêmio. A garra e a luta demonstradas reviveram a tradição desse pequeno país, que há muitos anos não fazia campanha tão boa. Parabéns para a Holanda também. O tradicional time de Robben e Sneijder (tradicional sim, não ganhou títulos, mas revolucionou o futebol, ficou na história, que é o que interessa) fez valer seu toque de bola e sua habilidade, sendo o primeiro finalista da Copa do Mundo.
Vamos ao jogo. A Holanda começou ditando o ritmo de jogo, com o Uruguai fazendo uma marcação forte. É interessante ver essa tática moderna em que os times entram em campo pra jogar sem a bola. O jogo da celeste foi todo baseado na marcação, e estava dando certo, até a habilidade mostrar sua cara e Van Bronckhorst marcar um dos gols mais bonitos da competição, e sem a ajuda da Jabulani, para deixar claro! Depois do primeiro gol, ao invés de sair pro jogo e tentar matar a partida, já que estava melhor, a Holanda começou seu jogo pragmático, e a bola passou aos pés dos uruguaios. Com um jogo baseado todo em Forlán, a seleção demonstrava mais transpiração que técnica, que foi compensada ao final do primeiro tempo, num belo gol que contou com a ajuda da zaga holandesa e da jabulani. Na volta para o segundo tempo, Sneijder resolveu aparecer pro jogo e criou as melhores chances, levando a Holanda ao 3x1. Enfim, venceu o melhor time. O Uruguai já conquistou seus objetivos nessa Copa, mas a Holanda não. O time tem que consolidar sua força no futebol, e para isso enfrentará adversários de peso, Alemanha ou Espanha. É azarona.
Grande abraço
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